Foto: da esquerda para a direita estão Masaaki Okada (Representante do Kyoshu), o senhor Fuminori Nousaku, a senhora Mio Tsuneyama e a esposa do Representante do Kyoshu, Mami OkadaA Igreja Mundial do Messias (que tem como Yoichi Okada como Kyoshu, Masaaki Okada como Representante do Kyoshu e Keiichiro Narii como Presidente Mundial) definiu como os arquitetos que elaborarão o projeto arquitetônico, entre outros, do Santuário Messias, no Solo Sagrado que fica localizado no bairro de Koshikiiwa, na cidade de Nishinomiya, na Província de Hyogo, e os jardins ao seu redor, o senhor Fuminori Nousaku (43 anos) e a senhora Mio Tsuneyama (42 anos)O senhor Fuminori e a senhora Mio são arquitetos de vanguarda que possuem um escritório de arquitetura em Shinagawa, Tóquio, e desenvolvem projetos cujo design arquitetônico foca temas como: energia solar, revitalização do solo (com atenção ao ecossistema subterrâneo, visando o enraizamento saudável de árvores, plantas e flores nos jardins), materiais biodegradáveis (que, após o uso, não se tornam resíduos, mas retornam à Natureza), o ciclo material desde a produção até o descarte, o aproveitamento de sobras e materiais antigos – antes vistos como lixo – como recursos preciosos, além de técnicas tradicionais japonesas de construção.Acerca da definição dos arquitetos que ocorreu nesta ocasião, Masaaki Okada, o Representante do Kyoshu, que carrega consigo a responsabilidade de ser o centro da concepção do Solo Sagrado, disse o seguinte:O senhor Fuminori e a senhora Mio, desde antes de nos conhecermos, têm realizado construções de uma maneira que não sobrecarrega o meio ambiente (por exemplo, eles evitam ao máximo o uso de concreto e de materiais artificiais) e seja sustentável e duradoura. Ambos se identificaram profundamente com o meu desejo de que seja uma igreja, um santuário, cuja arquitetura seja vegana, e estão engajados em concretizá-lo com base numa visão consistente: a harmonia com o ambiente dos arredores e aproveitar plenamente aquilo que já existe no local, sem desperdícios.A partir do pensamento que os japoneses devem ter uma alimentação própria para os japoneses, o que fez com que eu enfatizasse a importância da alimentação vegana japonesa centralizada no arroz e na sopa de missô, tenho sentido diariamente que, mesmo em relação ao Santuário Messias, ele também deve ser algo genuíno que corresponda ao clima e às características do Japão. Em relação a esse meu desejo, os dois vêm apresentando diversas propostas, fundamentadas no profundo conhecimento que possuem das técnicas tradicionais de construção que existem desde os tempos remotos no Japão, entre outras.Durante uma conversa sobre o Santuário Messias, depois de eles terem ouvido inúmeras ideias minhas, os dois disseram: “Queremos fazer com que esse local seja um lugar no qual as pessoas se sintam saudáveis só de estar nele”. Entendo que a intenção deles seja não usar materiais de origem animal na construção, obviamente, e não usar produtos químicos que costumam ocasionar a Síndrome do Edifício Doente. Mas essa frase me remeteu exatamente ao que Meishu-Sama disse a respeito de, só de pisar no terreno do Solo Sagrado e respirar o seu ar, a pessoa é salva. Naquele momento, ficou gravado no fundo no coração a certeza de que só poderia ser confiado a esses dois arquitetos o projeto do Santuário Messias.Eu li de ponta a ponta um livro escrito por eles, mas cada página trazia algo novo para aprender e acabei deixando o livro abarrotado de notas adesivas. Mas não se trata apenas de um aprendizado. Tenho a clara impressão de que o que está escrito ali está em plena sintonia com os ideais do mundo ideal que estamos buscando concretizar.O que sinto a partir do senhor Fuminori e da senhora Mio foi o desejo ardente de contribuir: “Deixe-nos ajudar, por favor! Queremos realizar esse ideal juntos!”, sem acharem que o fato de sermos uma organização religiosa seja algum tipo de empecilho para eles. Para mim, isso foi o que, acima de tudo, mais me emocionou. Aproveito este espaço para expressar a minha mais profunda gratidão a ambos.Eles ainda são jovens e, ao mesmo tempo, buscam ativamente ampliar seus horizontes até mesmo no exterior, o que me leva a vê-los como arquitetos que olham, não para o século XXI, mas sim, para o século XXII.Sempre que visito o escritório deles, há jovens que estão por volta da casa dos 20 anos de idade, vindos do exterior (principalmente da Europa) que estão fazendo estágio e aprendendo com eles. Isso me enche de confiança, pois são exatamente arquitetos que carregam a nova era em seus ombros.Além disso, ao pensar que o nosso desejo é nascer de novo como filhos de Deus, como Messias, fico convicto de que, sem sombra de dúvida, o que eles criam seja de fato o que é gerado por um casal, marido e mulher, embora eles usem sobrenomes diferentes por razões profissionais, e que isso se trata de algo que exercerá uma influência positiva, tangível e intangível, para a concretização do nosso objetivo.Contando com a compreensão e o apoio dos membros, aguardo com alegria o momento em que, juntos a esses dois arquitetos, criaremos esse lugar que deverá ser um oásis neste mundo.Estou determinado a dar o meu máximo e envidar todos os esforços junto a eles, para que esse lugar se torne, sem falta, um local magnífico que fique para as gerações futuras que virão nos próximos mil anos, nos próximos dois mil anos.A Igreja Mundial do Messias, sob a concepção de Masaaki Okada, o Representante do Kyoshu, e em conjunto com os dois arquitetos, tem como objetivo a criação de um “Santuário de Arquitetura Vegana” — uma igreja genuína que corresponda às características do Japão, digna de ser uma igreja da nova era, que esteja em harmonia com o meio ambiente e o ecossistema ao seu redor, e que seja, para todos os visitantes, um lugar de cura do corpo e da alma.Perfis:Fuminori Nousaku + Mio Tsuneyama (HOLES)Arquitetos que têm Tóquio como base para realização de suas atividades.Tendo como tema “cidades contemporâneas e ecossistema”, têm realizado uma arquitetura prática crítica.Entre suas principais obras estão as seguintes construções: “Nishioi no Ana [“Buraco em Nishioi”, em tradução livre]” (Província de Tóquio), “Fudomae House [“Casa Fudomae”, em tradução livre]” (Província de Tóquio), “Akeno no Takayuka [“Piso Suspenso de Akeno”, em tradução livre]” (Província de Yamanashi), “Kui to Tongari” [“Estacas e Pontiagudos”, em tradução livre] (Província de Tóquio), “Takaoka no Guest House” [“Casa de Hóspedes em Takaoka”, em tradução livre] (Província de Toyama), “Himi Ijyu Village” [“Vila de Imigrantes em Himi”, em tradução livre] (Província de Toyama) e “Akiya no Kigumi” [“Estrutura de Madeira em Akiya”, em tradução livre] (Província de Kanagawa).Dentre seus principais prêmios, temos a Menção Especial no Pavilhão Japonês da Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza de 2016, o Prêmio de Novos Talentos JIA – 33.ª edição (2022) e Prêmio de Novos Talentos na Coletânea de Obras do Instituto de Arquitetura do Japão (2022).Fuminori NousakuNasceu em 1982, na Província de Toyama. Em 2005, concluiu a graduação no Tokyo Institute of Technology. Em 2007, concluiu o mestrado no mesmo instituto. Em 2008, realizou estágio no escritório de arquitetura Njiric+ Arhitekti (Croácia). A partir de 2010, passou a dirigir o Ateliê de Arquitetura Fuminori Nousaku. Em 2012, obteve o título de doutor em engenharia pelo Tokyo Institute of Technology. De 2012 a 2018, atuou como professor assistente na pós-graduação do Tokyo Institute of Technology. De 2018 a 2021, foi professor associado na Tokyo Denki University. De 2021 a 2024, foi professor associado na Tokyo Metropolitan University e, em 2023, professor visitante na Universidade Técnica de Munique. De 2023 a 2024, foi professor associado especial na Universidade Columbia. Atualmente, é professor associado na Institute of Science Tokyo (antigo Tokyo Institute of Technology) e co-diretor do escritório de arquitetura HOLES.Mio TsuneyamaNasceu em 1983, na Província de Kanagawa. Em 2005, concluiu a graduação na Tokyo University of Science. De 2006 a 2008, foi bolsista em um intercâmbio estudantil do governo suíço. Em 2008, concluiu o mestrado na Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça. De 2008 a 2012, trabalhou no escritório HHF Architects (Suíça). Em 2012, fundou o Studio mnm. De 2015 a 2020, atuou como professora assistente na Tokyo University of Science. De 2020 a 2021, foi professora especial na mesma instituição de ensino superior. De 2022 a 2023, foi professora visitante na EPFL. De 2023 a 2024, foi professora associada especial na Universidade Columbia. Em 2025, recebeu a Bolsa da Fundação Robert Garland Treseder da Universidade de Melbourne. Atualmente, é co-diretora do escritório de arquitetura HOLES.