Feliz Ano Novo! Com profundo respeito e temor, eu lhes digo que Deus, o Deus único, está vivo dentro de todos nós, dentro de tudo o que existe, por toda a eternidade. O propósito da criação de Deus é conceber Messias, filhos que sejam a Sua imagem e semelhança. No Paraíso, antes de dar início à criação, Deus concretizou antecipadamente toda a obra necessária para consumar o propósito da criação e, através do nome Messias, iniciou a criação com o sopro. Tudo o que foi criado recebeu o nome Messias e é uno em um só corpo com Deus. E a criação está sendo realizada dentro de cada um de nós. Desejo que todos os membros no mundo inteiro, que deram boas-vindas a este glorioso ano novo, expressem gratidão a Deus, o Pai, por estarmos sendo educados e criados de maneira renovada todos os dias pelo verdadeiro evangelho que recebemos através de Jesus Cristo e Meishu-Sama para nascermos de novo como filhos de Deus. Espero poder contar com todos os senhores durante este ano também. Meishu-Sama compôs o seguinte salmo: “Eu removo das pessoas a natureza bestial / Que se deleita com brigas e guerras / E crio, em vez disso, / Aqueles que buscam a paz.” Nele, ele está dizendo que quer reconstruir o sentimento de se deleitar com brigas e guerras que a humanidade possui, em um sentimento que busca a paz. Ao escutar sobre conflitos, pensamos no relacionamento entre pessoas e entre países, ou seja, no relacionamento humano, mas, diariamente, não pensamos muito a respeito da relação entre nós, seres humanos, e Deus, nosso verdadeiro Pai. A respeito dessa relação com Deus, Meishu-Sama compôs o seguinte salmo: “Ó Deus, eu Vos desobedeci e, assim, pequei! / Arrependido, eu agora me tornei um dos que se ajoelha perante Vós.” Nele, Meishu-Sama reconhece que ele desobedeceu a Deus. O que vem a ser exatamente então o fato de termos desobedecido a Deus? Através do grandioso amor que recebemos de Deus, nós nos tornamos seres humanos que receberam vida, consciência e alma. Apesar disso, fizemos com que isso pertencesse a nós. Acerca disso, na Bíblia está escrito o seguinte a respeito do que Deus ordenou ao ser humano: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:16–17)”. E está escrito que, apesar disso, o ser humano colheu e comeu o fruto dessa árvore. Colher e comer esse fruto não teria o mesmo significado de nos apossarmos de algo? Embora Deus tenha proibido, nós desobedecemos a Deus e nos apossamos da vida, consciência e alma. Por assim termos feito, nos tornamos arrogantes, passamos a priorizar nós mesmos em vez de priorizar a Deus e começamos a brigar uns com os outros por meio do critério sobre o bem e o mal que foram criados por nós mesmos. O próprio estilo de vida como esse, que nós vivemos, não seria a nossa postura de desobedecer a Deus, de considerarmos Deus um inimigo e brigarmos com Ele, que Meishu-Sama disse? Nenhuma consideração ou esforço humano é capaz de mudar essa postura humana de desobedecer a Deus. É exatamente por isso que Meishu-Sama acreditou em Deus, que enviou Jesus ao mundo para perdoar os seres humanos que desobedeceram a Deus, e recebeu em todo o seu corpo o sangue que foi derramado para a expiação do pecado de desobedecermos a Deus, bem como essa bênção. Deus recebeu o sangue de Jesus, nos perdoou, reconciliou-nos com Ele e nos acolheu no Paraíso. A paz existe no Paraíso. É porque existe a reconciliação com Deus, que está nesse Paraíso, que é possível para nós tanto a reconciliação como a paz entre os seres humanos neste mundo. Como seres que aceitaram o sangue de Jesus, desejo que ofereçamos a Deus o seguinte pensamento: “Ó Deus, Vós permitistes que eu me reconciliasse com o Senhor. Eu regresso ao Paraíso com tudo e com todos. Por assim ser, que sejamos governados por Vós, ó Deus, com a paz e o conforto que pertencem ao Senhor”. Gostaria que louvemos a Deus, que está querendo levar dessa maneira a paz que existe no nome Messias através de nós, e nos empenhemos cada vez mais na prática das verdadeiras três colunas da salvação, que são a oração, a alimentação e a canção. Além disso, vivemos agora o momento em que demos início à dedicação de construção do Solo Sagrado da Terra, que nasceu no mês de julho do ano passado em terras angolanas, na África, e o momento em que os membros brasileiros estão sentindo o fervor de assumirem a missão de construir o Solo Sagrado da Água. Gostaria que todos nós gravássemos profundamente em nosso coração o precioso sentimento de Meishu-Sama, que derramou todas as suas forças na construção dos Solos Sagrados como projeções do Paraíso. Vamos, juntos, avançar com muito empenho rumo à construção do Santuário Messias, ou seja, o Solo Sagrado do Fogo, e nos tornarmos, junto a muitas pessoas, seres que conseguem voltar sempre o coração para o Paraíso que existe no nosso interior. Determinemos na nossa expiração e inspiração e na nossa inspiração e expiração que a bênção que existe no sagrado nome Messias, que foi concretizada por Deus antecipadamente no Paraíso, seja compartilhada com toda a humanidade e todos os antepassados paternos e maternos que estão conectados a Israel, com todos aqueles que nascerão no mundo de agora em diante e com toda a criação, e sirvamos na obra de criação de um novo futuro! Oro para que todo o ano que se inicia hoje seja, para os senhores que servem dessa maneira, um ano esperançoso, repleto de Luz e paz. Muito obrigado.