[Palavras da Mami-Okusama] De março ao início de maio, a Natureza atravessa o que chamamos de “período de entressafra”. É uma época de escassez de produtos agrícolas, onde a colheita da produção anterior foi concluída e a seguinte ainda não amadureceu. Durante o período de entressafra, as raízes comestíveis no inverno, como o nabo e a bardana, já não podem mais ser colhidas na Natureza, e a colheita de verduras e legumes do verão, como o pepino e a abóbora, será feita futuramente. Todavia, basta ir ao supermercado nos dias de hoje para encontrar qualquer tipo de verdura ou legume o ano inteiro. Por mais prático que isso seja, talvez estejamos nos esquecendo aos poucos dos produtos da estação e das regras do mundo natural. Sinto que há um profundo significado no ato de comer os produtos da estação, o que é colhido na estação. Os alimentos colhidos na estação possuem a força máxima dessa estação do ano e não há margem de erro no fato de que Deus os preparou para que o nosso corpo fique naturalmente em forma. As raízes comestíveis no inverno aquecem o corpo que perdeu temperatura com o frio; as verduras e legumes do verão resfriam suavemente o corpo que se aqueceu com o calor. Sinto que é como se a própria Natureza estivesse nos mantendo vivos com gentileza. Aflora em mim um sentimento em relação a esse sagrado coração de Deus que não encontro palavras para descrever. Sinto um certo desconforto quando ingredientes fora da estação do ano são usados apenas para tornar a marmita mais vistosa. Por exemplo, fazer algo como usar tomatinhos, que são legumes do verão, fora da sua estação só para “dar cor”. Na verdade, acho que as cores de um prato também deveriam, naturalmente, ser compostas por ingredientes que a estação do ano oferece. Além disso, talvez seja mais fácil fazer uma marmita que viraliza usando alimentos de origem animal como ovos e carnes. Também pode se pensar que a tonalidade amarela do tamagoyaki[1] chame mais a atenção e o brilho da tonalidade rosada de um presunto dê impacto à marmita. Porém, sinto uma possibilidade infinita na prática e na difusão da Dieta Vegana Cristã, que consiste na mensagem revolucionária do Masaaki-Sama: “Cristo Jesus é o nosso último sacrifício e, portanto, a alimentação que é acompanhada do sofrimento de animais não é mais necessária”! Mais do que isso, acredito que é justamente essa a “alimentação original” que a humanidade deve almejar. Quero continuar fazendo esse desafio de criar veg marmitas decoradas, veg marmitas com personagens e pratos da culinária vegana supremos. Sinto que, dentro desse desafio, existe uma profunda orientação de Deus que vai além de uma simples culinária. Esse período de entressafra é a época do ano em que mais há escassez de produtos agrícolas, mas acredito que Deus nos oferece sempre as Suas bênçãos em abundância inesgotável. As bênçãos naturais transmitidas de geração em geração, como as algas marinhas e os vegetais desidratados ao sol, são a sabedoria do cotidiano que Deus nos ensinou, como sendo o que devemos comer nesta época do ano. Em vez de pensar que não há o que comer durante o período de entressafra, não seria mais importante planejar a alimentação do ano todo aproveitando com alegria esse período, saboreando ervas do campo, ingredientes ressecados e conservas? Tenho a certeza de que isso também é uma das alegrias que Deus nos presenteia no período de entressafra. O momento de fazer a transição para a alimentação original, sem o sacrifício de animais, é agora! Será que existe uma vida tão alegre e feliz como essa? Com o meu mais profundo respeito e gratidão ao Masaaki-Sama, que nos indica e nos guia com tanto vigor pelo caminho da salvação através da alimentação vegana cristã. ――――――――――――――――――――― A postura séria da Mami-Okusama em relação à alimentação faz surgir espontaneamente em nós o sentimento de querer corrigir nossa postura. Aprendamos com a postura dela, que não só pensa nos ingredientes, mas também pensa nos utensílios de cozinha, representados pela panela de barro, nos temperos, nos métodos de preparo e no design das marmitas que tem o arroz como centro, sempre atenta ao teor de sal adequado para o corpo das crianças. Para nós, que trilhamos o caminho do Veganismo Cristão proposto pelo Masaaki-Sama, as receitas da Mami-Okusama são o farol que nos norteia. Queremos seguir os passos da Mami-Okusama para que possamos enxergar a mesma paisagem que ela está olhando, não é mesmo? Descobrindo a sabedoria alimentar do período de entressafra! Veg marmita decorada da Mami-Okusama — N.º 53 Sua participação curtindo, salvando e compartilhando este post é muito bem-vinda ✨ ✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨“A veg marmita da Mami-Okusama — a marmita artesanal suprema que corresponde às orações e ao clima e às características do Japão” 🌿 100% puramente vegana, não usa nenhum ingrediente sequer que seja de origem animalSem carne, frutos do mar, ovos, laticínios nem mel.Uma marmita repleta de gentileza que expressa o respeito pela vida. ❄ Quantidade de alimentos industrializados congelados e acompanhamentos prontos: zero🤲 Tudo é feito à mãoEm vez da praticidade, o que se busca é o verdadeiro sabor.O sabor natural de cada ingrediente é valorizado e cada iguaria é preparada com carinho.As marmitas são repletas de amor, que transmite o aconchego do lar. 🚫 Sem açúcar refinado, adoçantes nem qualquer variedade de açúcarValorizando a doçura natural dos próprios ingredientes: um sabor natural e puro.O sabor adocicado natural, gentil tanto para o corpo quanto para o coração. ✨ Sem qualquer espécie de aditivosSem conservantes, corantes nem temperos químicos: a beleza da natureza em si mesma.Por ser algo que se come todos os dias, o compromisso é com a pureza. 🌱 São utilizados, na medida do possível, produtos da Agricultura CristãProposta pelo senhor Masaaki Okada, bisneto de Mokiti Okada, o precursor da Agricultura Natural.Todas as coisas foram renovadas com a descida do Espírito Santo de Pentecostes, após a ressurreição de Jesus.A terra já não precisa mais de pesticidas, fertilizantes nem insumos de origem animal para o cultivo.Cremos em Jesus, que respira vivo na terra e na Natureza. 🍚 Arroz cozido na panela de barroO arroz polido todas as manhãs, bem cedo, para se tornar um arroz semi-integral. Em cada um dos grãos de arroz existe a alma amorosa e convicta da Mami-Okusama.O arroz cozido com a força da terra e do fogo tem um aroma, um sabor adocicado e uma vitalidade incomparáveis. 🇯🇵 Cardápio enraizado na terra e na sazonalidade japonesaCentrado em legumes da estação, algas marinhas e ingredientes tradicionais.Uma marmita vegana genuinamente japonesa que preza pelo princípio de que o corpo e a terra são inseparáveis. ✝ Uma alimentação baseada na fé de que o Cristo Jesus é o nosso último sacrifícioFundamentada no princípio proposto pelo marido, o senhor Masaaki Okada, de que, “uma vez que Cristo Jesus é o nosso último sacrifício e, portanto, a alimentação que é acompanhada do sofrimento de animais não é mais necessária”.Uma marmita que segue o Veganismo Cristão preparada com o pensamento voltado a Jesus.A marmita inteira está impregnada de verdadeira paz. 💐 Não é apenas uma refeição. É uma marmita que reflete um modo de vida.Com o pensamento voltado a Jesus, reverenciando a natureza, cuidando do corpo e sendo gratos pela vida —Uma caixa de marmita especial repleta dos sentimentos da Mami-Okusama. ≪Cardápio da Mami-Okusama 👇≫*Arroz semi-integral cozido na panela de barro (250g) 🍚・SnoopyFiz a expressão do rostinho com gergelim preto e alga nori, as bochechas com ameixa em conserva caseira de três anos. Nas mãozinhas, coloquei um coraçãozinho feito com gengibre em conserva vermelha caseiro. ・Charlie BrownMisturei caldo caseiro à base de molho de soja para dar uma cor levemente acastanhada. Desenhei a expressão do rostinho e o cabelo com alga nori, e coloquei ameixa em conserva caseira de três anos nas bochechas. Nas mãozinhas, coloquei um coraçãozinho feito de gengibre em conserva vermelha caseiro. ・Arroz com alga wakame e gergelimMoldei em porções pequenas e arredondadas, fáceis de comer, e organizei ao longo da borda da marmita. *Sopa de missôAlém dos legumes da estação e das ervas do campo, adiciono sempre algas marinhas. *Okonomiyaki[2] de repolho com funori[3]Realcei com caldo de alga kombu e finalizei com um fio de molho de soja.O aroma do aonori[4] polvilhado por cima é uma iguaria incomparável que faz com que se sinta vontade de repetir cada vez mais a porção de arroz! *Alga wakame com harusame[5] temperados com gergelim e molho ponzuUsei alga wakame natural que recebi de um membro da Igreja (a parte inferior da alga, com textura especialmente crocante). Muito obrigada de coração.A textura crocante e o sabor refrescante que ficam na memória. *Refogado de alga hijiki e broto de bambuO mesmo que já apresentei a todos. O prato favorito das crianças.Finalizei com gergelim torrado na hora. *OutrosAdicionei coraçõezinhos feitos com gengibre em conserva vermelha caseiro.[1] Tamagoyaki é um prato japonês clássico feito de ovos batidos e cozidos em camadas enroladas numa frigideira retangular própria. O resultado é um rolinho de ovo dourado, de textura macia e sabor levemente adocicado.[2] Okonomiyaki, “grelhado a gosto”, em tradução livre, é um prato tradicional da culinária japonesa, principalmente em Ossaka e Hiroshima, que é uma espécie de panqueca salgada espessa, feita com uma massa à base de farinha de trigo, ovo, caldo de peixe e repolho picado, à qual se acrescentam os ingredientes de preferência de cada um, preparado numa chapa quente.[3] Funori é uma alga marinha de cor avermelhada, colhida nas costas rochosas do Japão. Quando cozida, libera uma substância gelatinosa natural que funciona como espessante, sendo usada na culinária para dar corpo a sopas e pratos refogados.[4] A alga aonori é uma alga marinha seca e moída, fina, usada na culinária japonesa para polvilhar em pratos.[5] Harusame é uma variedade de macarrão feito de amido, geralmente de batata ou feijão-mungu, que tem uma textura suave e transparente, e absorve bem os sabores do molho com que é temperado.