[Sagradas Palavras do Masaaki-Sama] I...isso seria um peixe chamado “gobou” [raiz comestível também conhecida como raiz de bardana]? Da textura selvagem e característica desta raiz, escorre um caldo marinho repleto de notas de frutos do mar. Quanto mais forte for o aroma da alga hijiki usada, mais intenso fica o sabor do mar. E deixa mais marcante um sabor semelhante ao de peixe. O que acontece quando a dádiva da montanha chamada gobou encontra com a dádiva do mar chamada alga hijiki? Conclusão. Eis que aqui surge o “gobou” como uma nova espécie de peixe que ainda não havia sido descoberta pela humanidade. O desfecho é tão inesperado que me deixa atônito, mas, deixando isso à parte, quanto mais se mastiga, o sabor profundo e delicioso da pasta de missô também vai preenchendo a boca. Eu penso que esta é uma receita que reina no topo do sabor terroso (em um bom sentido). O sabor barroso do gobou (sabor de barro mesmo!), o mineral selvagem da alga hijiki, o sabor fermentado somado com o aroma amadeirado da maturação em barril da pasta de missô — tudo isso tem como alicerce o sabor terroso, e a mistura desses três elementos, que tem um sabor terroso, gera um sabor que não pode ser resumido com um belo termo como “harmonia” (além disso, ainda utilizamos também o amido de kudzu, extraído de uma raiz assustadoramente grande. Os senhores já viram uma raiz de kudzu?). Pois é, este sabor é o grito da terra, e o tremor da terra como um bebê que chuta o ventre! É um louvor à vida primordial, uma revolução sísmica dentro da boca! (Isso não é uma loucura?) “Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente.” Amém. E...enfim, esse prato é algo que eu desejo que experimentem pelo menos uma vez. Mastigue com força, mastigue bem, e saboreie a profundidade dos sabores ricos desta iguaria. Sinto que algum nutriente definitivamente ainda não identificado pela ciência está preenchendo, com força, algo muito profundo em algum lugar dentro do corpo. E essa cor, então. A cor sóbria do gobou misturado com a alga hijiki. Afinal, é marrom com preto, não é? Diante desta combinação de cores, o rosa vibrante e o azul anil não chegam nem perto. Um poder que não admite réplica. Nos faz inclinar a cabeça diante da Natureza. Mastigue, mastigue bem, e saboreie, saboreie muito, una-se à terra e ao mar, torne-se um com o planeta Terra e, com essa alegria, faça uma viagem pelo interior do seu coração. É isso que esta receita nos faz pensar. A receita da Mami profunda, direta e sem desvios. Aproveitem! ━━━━━━━━━━━━━━ Uma “revolução sísmica dentro da boca” vivenciada pelo Masaaki-Sama, uma experiência inédita, jamais vivenciada por ninguém. A dádiva da montanha e a dádiva do mar, abraçadas pela pasta de missô, tornaram-se um só: uma nova sensação de saborear o planeta Terra. O Masaaki-Sama nos explicou com uma elocução magistral! Movido pelo sabor original e dinâmico que faz sentir o elemento "terra", a imaginação do Masaaki-Sama cresceu ao ponto de remeter ao versículo do Gênesis em que o ser humano foi criado do pó da terra. A grandiosidade de sua sensibilidade, como sempre, não admite comparação. Vamos também preparar essa receita da Mami-Okusama, que nos faz sentir em plenitude as dádivas do planeta Terra e experimentar essa sensação de que algo está preenchendo, com força, algo muito profundo em algum lugar dentro do corpo, como o Masaaki-Sama disse! 【Ingredientes】para 2 unidades・1 unidade de gobou (aproximadamente 150 g, cortada em tiras finas);・2 colheres de sopa de alga hijiki desidratada (recomendo a variedade “me-hijiki” [me-hijiki é a parte mais jovem e tenra da planta, colhida na ponta dos galhos da alga hijiki e, por ser um broto, tem textura mais macia e delicada]) (reserve a água de reidratação);・1,5 colher de sopa de amido de kudzu;・2 colheres de sopa de farinha de arroz;・1 colher de chá de molho de soja;・1 colher de chá de mirin [espécie de vinho de arroz];・½ colher de chá de pasta de missô;・¼ de colher de chá de gengibre ralado;・Sal a gosto;・Óleo de gergelim a gosto;・2 a 3 colheres de sopa, no total, de uma mistura feita com água potável e a água de reidratação da alga hijiki (adicione aos poucos, observando a consistência). ① Temperar o gobou・Aqueça uma frigideira (de ferro, se possível), adicione ½ colher de chá de óleo de gergelim. Junte o gobou e uma pitada de sal, e refogue em fogo baixo, com calma.・Quando o gobou começar a dourar levemente e um aroma adocicado se desprender, adicione o mirin e deixe o álcool evaporar. Em seguida, acrescente o molho de soja e refogue um pouco mais. Adicione a pasta de missô e apague o fogo imediatamente, incorporando tudo com o calor residual.・Reserve até esfriar. ② Preparar a massa・Numa tigela, coloque o gobou temperado do passo ①, o gengibre ralado, a alga hijiki, a farinha de arroz, o amido de kudzu e o sal.・Vá adicionando a água de reidratação da alga hijiki aos poucos (acrescente um pouco de água, se necessário), misturando até a massa ganhar consistência.◎ O ponto ideal é quando a massa não fica grudenta! ③ Fritar・Divida a massa em duas porções.・Aqueça a frigideira, adicione 1 colher de chá de óleo de gergelim e coloque uma porção da massa, espalhando-a em formato circular e fino.※ Pressionar com um amassador (ou similar) ajuda a deixar a massa bem fina e assim fica bem crocante!・Frite em fogo baixo por 3 a 4 minutos, vire quando dourar e frite por mais 2 minutos.・Repita o processo com a segunda porção até dourar bem e está pronto! Nova espécie de peixe? Mastigue e saboreie bem!Sua participação curtindo, salvando e compartilhando este post é muito bem-vinda ✨