Contando com o apoio e incentivo dos membros (acredito nisso!), eu, o repórter, fico “dando cutucadas” para que o Masaaki-Sama e a Mami-Okusama continuem compartilhando conosco algo a respeito das refeições que fazem em casa. Peço desculpas por isso, e sou grato por me atenderem! Ao fazer uma investida como essa, a Mami-Okusama me disse o seguinte: “Eu estava justamente pensando em comermos hoje uma alga preta kurome crua que um conhecido nos apresentou e, então, o que acha disso?” Não tenho mais nada a fazer senão agradecer. Receoso, perguntei à Mami-Okusama: “Mami-Okusama, poderia então pedir para a senhora tirar algumas fotos, como sempre tenho feito?” E a resposta dela foi: “Sim! Claro!” Nossa! Que gratidão! A alga preta kurome é um tipo de alga marinha coletada principalmente na região de Kyushu (terceira maior ilha do arquipélago japonês), incluindo a província de Oita. É considerada como uma espécie de companheira da alga marinha kombu, mas a alga preta kurome é rica em minerais como cálcio, magnésio e ferro, além de conter vitamina K, entre outras. É um verdadeiro superalimento que não só é bom para o crescimento e fortalecimento dos ossos, mas também para o aumento do volume de sangue e a prevenção da anemia. É esse alimento que seria comido pela família do Masaaki-Sama. Eu vi as fotos que a Mami-Okusama tirou da alga preta kurome. Uau, que loucura! A sensação que eu tive foi a de que essa alga, agitada por fortes ondas marítimas, estivesse cheia de energia. A Mami-Okusama disse que cortou a alga preta kurome crua em tiras finas, as colocou sobre o arroz ainda bem quente, polvilhou sementes de gergelim torradas na hora e, por fim, adicionou gotas de molho de soja, pingando-as sobre o arroz, e que, quando a alga preta kurome crua é misturada com o arroz ainda bem quente, fica pegajosa e isso é excepcionalmente delicioso. Além disso, a Mami-Okusama disse o seguinte: “O Masaaki-Sama come alguma variedade de algas em todas as refeições, todos os dias. Acho que ele come, no mínimo, duas ou três variedades em todas as refeições. Acontece de, quando temos muitas variedades em casa, ele comer mais de dez variedades durante uma refeição [Nota do Repórter: mais de 10 variedades, Masaaki-Sama! Dizer que eu, o repórter, tiro o chapéu para o senhor, é pouco.]. Ele sempre diz: ‘Uma tigela de arroz com algas é o meu prato preferido!’ Ele coloca as variedades de algas que geralmente temos em casa sobre o arroz, mistura com molho de soja e, às vezes, missô, e então se delicia enchendo a boca com esses alimentos, dizendo, com um grande sorriso: ‘Que delícia! Que delícia! Isso sim é a verdadeira bênção do mar’”. Ah! Então era isso?! Talvez o fervor e força abundantes do Masaaki-Sama também venham das algas marinhas. Isso foi algo que eu, o repórter, jamais havia pensado e estou muito feliz e grato por ter aprendido esse fato. É claro que, não apenas o Masaaki-Sama, mas a sua esposa e seus filhos também comem muitas algas marinhas todos os dias. “Quanto às crianças, por exemplo, se eu disser: ‘A refeição de hoje será mekabu-don (tigela de arroz coberto por algas mekabu)’, elas dão pulos de alegria e gritam: ‘Viva!’, e limpam a tigela num piscar de olhos. É só colocar um pouco de alga mekabu sobre o arroz, adicionar gotas de molho de soja, pingando-as sobre os alimentos, mas as crianças comem numa velocidade incrível”, disse-me a Mami-Okusama. Ao escutar isso, eu, o repórter, lembrei que ouço frequentemente em meu cotidiano perguntas como “meus filhos são muito exigentes para comer” ou “meus filhos são exigentes para comer e não consomem vegetais”, mas será que isso não acontece porque os pais só lhes dão sorvetes, doces, chocolates, pães cozidos no vapor repletos de açúcar, e assim por diante? Se criarmos nossos filhos para que tenham um bom paladar, seguindo uma dieta baseada em grãos e vegetais, como a família de Masaaki-Sama faz, não seria pouco provável que os filhos tenham hábitos alimentares exigentes? Isso porque, embora os adultos achem que as algas marinhas tenham um sabor forte, os filhos de Masaaki-Sama e da Mami-Okusama adoram comê-las. Mesmo que, em última análise, o fato de os filhos terem se tornado pessoas com hábitos alimentares exigentes seja responsabilidade dos pais, eu, o repórter, refleti sobre a minha própria maneira de viver, na qual, quando acontecia algo nesse sentido, dizia que meu filho é um comedor exigente, o que me deixou profundamente arrependido. A Mami-Okusama também disse que, embora as algas secas, as algas salgadas e as algas congeladas sejam um grande tesouro, ela adoraria experimentar comer algas frescas quando chegar a estação de cada uma delas. E, ela acrescentou o seguinte comentário: "A alga wakame fresca estará disponível em breve, e toda a minha família está aguardando ansiosamente a chegada dessa época do ano! O talo da alga wakame fresca é muito crocante, e nós o comemos como se fossem palitinhos de vegetais. Desde que a temporada de algas wakame frescas terminou, no ano passado, meus filhos têm dito constantemente: 'Quero comer aqueles palitinhos!' Então, nós realmente mal podemos esperar por isso." Os filhos do Masaaki-Sama são tão fortes que estou me sentindo completamente rendido em relação a isso. Só de imaginar eles comendo um talo de alga wakame, que é o “rei dos mares rebeldes”, com tanto gosto, sinto-me completamente rendido. Tanto o Masaaki-Sama quanto a própria Mami-Okusama, bem como seus filhos, adoram algas marinhas e, por assim ser, a Mami-Okusama está sempre procurando algas marinhas onde quer que ela vá, procurando até mesmo como adquirir pela internet e outros meios. A família do Masaaki-Sama é realmente uma família de algas marinhas, ou melhor, uma família de algas marinhas vegana. Eu, o repórter, gostaria de seguir o exemplo deles a partir de hoje, ou melhor, a partir de agora. Perguntei um pouco mais sobre a sopa de missô que estava na foto que recebi e a Mami-Okusama me disse que a sopa era feita com muitos vegetais da estação. Nessa sopa de missô, ela usou cenoura, repolho chinês, cebola, nabo ressecado e alga marinha wakame (Meu Deus, as algas foram usadas aqui também! Então, já são duas variedades de alga, Masaaki-Sama! Bem, na verdade, talvez o caldo da sopa seja cem por cento feito de algas kombu e, portanto, haveria três variedades). A isso, acrescenta-se a conserva takuan (nabo ressecado). Eu, o repórter, também fui em frente desta vez sem nenhuma consideração e certa indelicadeza, mas foi bom ter agido dessa maneira. Foi muito compensador ter feito isso. Os senhores não pensam assim também? Mais uma vez, conseguimos ver o vislumbrante aspecto do cotidiano da família do Masaaki-Sama que, todos os dias, faz refeições que são a verdadeira alimentação do Mundo de Miroku. E, como sempre, tivemos uma emoção após a outra. Masaaki-Sama, Mami-Okusama, muito obrigado. Eu, o repórter, crente de que continuarei contando com o apoio e incentivo de todos, desejo continuar publicando artigos que agradem a todos os membros. Por assim ser, espero continuar contando com o apoio do Masaaki-Sama, da Mami-Okusama, da Mei-Sama, da Miyu-Sama e do Mikoto-Sama! Eis o que lhes transmite o repórter que fica por aqui com certa esperança de poder ver algumas fotos da refeição feita com algas wakame.