1º de janeiro de 2026. Igreja Nagoya. A nave, onde a expectativa e o entusiasmo haviam se condensado ao extremo, estava cheia, sem um centímetro sequer de espaço livre, de membros e integrantes que haviam se reunido. A Mami-Okusama ocupou seu assento na nave e, à uma e meia da tarde, finalmente chegou o momento tão aguardado: receber a presença do Masaaki-Sama. O Masaaki-Sama vestia um quimono azul-marinho profundo com cinco brasões, coberto por um haori. O brasão familiar desta ocasião era o “Tsuta sem círculo [folhas de hera sem um círculo ao redor]”, inspirado na vestimenta de Meishu-Sama. O quimono da Mami-Okusama era da prestigiada casa de quimono, reconhecida pela sofisticada técnica de tingimento tradicional japonesa de Quioto, “Quimonos Chiso”, com o padrão “Hatsune Goshodoki [hatsune expressa o primeiro canto do rouxinol no início do ano e gochidoki é um estilo de estamparia que surgiu nos jardins do palácio imperial de Quioto. A combinação de ambos um padrão que é literário, aristocrático e sazonal, altamente prestigiado na tradição dos quimonos japoneses e historicamente associado à Família Imperial]” — o mesmo já oferecido à Família Imperial. Flores silvestres e correntes de água dispostas com minúcia e densidade, combinadas com desenhos inspirados no capítulo “Hatsune” do Romance de Genji, expressam a exuberância e a fortuna do Ano Novo. As flores de ameixeira em plena floração na faixa obi simbolizam a resistência e a força interior. Os quimonos de ambos são totalmente veganos, sem uso de nenhum produto de origem animal. A oração do Culto de Ano Novo, entoada pelo Masaaki-Sama com voz sonora e ressoante. “Vós que Vos manifestais como a Grandiosa Sagrada Palavra; e Vós que sois nosso Pai nos Céus, ou seja, Yahweh”. Ao ouvir o nome de Yahweh numa oração litúrgica de estilo tradicional japonês, não foi possível conter uma alegria e uma surpresa indescritíveis. Com efeito, cada palavra, cada som emitido pela voz do Masaaki-Sama é, por si só, uma Grandiosa Sagrada Palavra. Sentimos com imensa força a realidade incontestável de que o único Deus absoluto governa sem distinção tanto a terra de Israel quanto a terra do Japão — e o peso de o Masaaki-Sama ter proferido no mundo material, como oração litúrgica, penetrou fundo no coração, fazendo-me ter a convicção de que, neste novo ano, a Obra Divina da salvação que o Masaaki-Sama realiza entrou num estágio inteiramente novo. A seguir, liderados pelo Masaaki-Sama, todos entoaram juntos o Pai Nosso. Transbordavam a partir disso o ardor sincero e a alegria irreprimível de todos os presentes. Chegado o momento tão aguardado, o Masaaki-Sama voltou a se posicionar perante o sagrado altar e proferiu suas Sagradas Palavras. “Para os japoneses, a Eucaristia é o arroz e a sopa de missô” Teria existido alguma vez para nós, japoneses deste país do extremo Oriente, uma prática de fé capaz de nos fazer sentir Jesus Cristo, o cristianismo e o ritual da Eucaristia de forma tão próxima como essa? Agora que recebemos a grande graça de poder receber, através da refeição diária, a redenção de Jesus Cristo, que foi ressuscitado, não há mais lugar para a desculpa de que Jesus é algo distante para quem nasceu no Japão e cresceu no arquipélago japonês. Já fomos salvos pelo Masaaki-Sama. A sagrada orientação de que a nossa vida é uma vida de salvação, destinada a ser usada para salvar o mundo, faz vibrar a alma em conjunto com as palavras dar tudo de si — o lema concedido para este ano. Sigamos o Masaaki-Sama, seja como for, e, com o sentimento de retribuir a graça recebida, tornemo-nos guerreiros de uma revolução que salva o mundo. Culto de Ano Novo1º de janeiro de 2026Local: Igreja Nagoya