[Sagradas Palavras do Masaaki-Sama] Crac-crac, crac-crac. E...esta receita... não seria o ápice da textura crocante!? Combinar alga wakame e nabo – o que pode ser feito na cozinha com essa combinação que, até certo ponto, vem sendo usada há muito tempo? Às vezes, temos tantas informações disponíveis e isso torna difícil a criação de uma nova receita; inovar, criando uma receita saborosa, é ainda mais difícil. Esta receita de “alga wakame com nabo”, que a Mami desenvolveu desta vez, é um prato que a alga wakame e o nabo são salteados propositalmente de forma separada, visando, a meu ver, aproveitar ao máximo a textura que cada ingrediente possui. A textura crocante da alga wakame é obtida ao ser salteada com rapidez. A característica textura crocante do nabo que certamente permanece mesmo sendo bem refogado. Sobre o nabo, após dar uma mordida, perguntei à Mami: “Isto é nabo seco?” Ou seja, era crocante. Enquanto esse som crocante ressoa na boca, o que acontece é um “ataque” do sabor suave, mas aromático e saboroso do óleo de gergelim e do molho de soja. A presença do gengibre é sutil. Ele elimina o odor cru da alga wakame, mas não que isso faça com que o sabor do gengibre não venha à tona. Acho que ela tentou acertar a medida certa. Esta receita não nos obriga a comer com o sabor do molho de soja, nem gera a sensação de querer dar um jeito com o óleo de gergelim ou impressionar com o sabor do gengibre – não é de uma classe como essa.Seja como for, é uma receita que deve ter sido desenvolvida exaustivamente para saborearmos ao máximo a alga wakame e o nabo (bem como a sua textura crocante). Não! Falando claramente, na verdade, o que eu queria dizer desde o início é o seguinte: “É estupendamente delicioso!” Porém, se eu dissesse isso logo de cara, muitos acabariam pensando: “Lá vem ele de novo... fica só elogiando a comida da esposa, não é?” Então, foi assim que eu mudei de estratégia e usei expressões como “crac-crac; crac-crac” e usei palavras como “aromático e saboroso”. Enfim, o que eu quero dizer se resume em uma coisa só: este prato é delicioso; delicioso sem exagero algum. Também combina com o arroz. Sem exageros, combina mesmo. Quero que experimentem colocar sobre o arroz e comer misturado com o arroz. Como nossa filha mais velha, Mei, recomendou muito esse modo de comer, procurei manter a autoridade como pai, e disse: “Ah! É mesmo?” Então, experimentei e ficou estupendamente bom. Sem exagero algum, ficou ótimo. Por ter ficado tão, tão gostoso, pensei que o título desse prato não deveria ser algo elegante como “kinpira disso” ou “refogado daquilo”, mas algo majestoso, direto, e também que nutrisse o sonho de que, futuramente, se torne um prato padrão da culinária japonesa, surgindo com isso: “alga wakame com nabo”. Foi assim que eu o batizei com esse nome. A culinária japonesa foi tombada como Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, e todo mundo fala de sushi e tempura, que se tornaram sinônimos da culinária japonesa. Mas será que a verdadeira culinária japonesa não são as algas marinhas colhidas com abundância no litoral japonês, vegetais como o nabo e temperos como molho de soja — o que é a cristalização da sabedoria dos antepassados e aquilo que os japoneses deveriam deixar para o futuro? Se a “alga wakame com nabo” se tornar parte disso, a Mami e eu ficaremos mais felizes do que tudo. Enquanto pensava isso, estava lá eu saboreando completamente a alga wakame com nabo, escutando crac-crac. ━━━━━━━━━━━━━━A partir dessas palavras humoradas, flui o grande elogio, feito de forma silenciosa e calorosa pelo Masaaki-Sama, ao ter dito: “Sem exagero algum”. A Mami-Okusama desenvolveu uma obra-prima clássica! Ela nos disse que, por ter ficado deliciosa, o Masaaki-Sama e os filhos gritavam: “Quero mais!”, e as tigelas de arroz ficavam vazias rapidamente. Ela também nos disse que, além da boa combinação entre a alga wakame e o gengibre, acrescentou profundidade ao sabor com o óleo de gergelim! “É simples, mas tem um sabor que faz querer comer várias vezes”, disse-nos ela transmitindo a profundidade dessa receita. Saboreemos nós também, ainda que seja uma pequena parte, a emoção que o Masaaki-Sama sentiu. 【Ingredientes】400g de nabo;150g de alga wakame (alga wakame fresca ou reidratada);20g de gengibre;Óleo de gergelim (a gosto);Gergelim cru lavado (a gosto);Sal (a gosto).* Tempero da alga wakame1 colher de sopa de molho de soja*Tempero do nabo1/2 colher de sopa de saquê;1/2 colher de sopa de mirin [espécie de vinho de arroz];Entre 1 colher de sopa generosa a 1,5 colher de sopa de molho de soja. 【Modo de preparo】① Preparos prévios Reidratar a alga wakame, seja a alga fresca, a conservada em sal ou a ressecada, seguindo o método adequado para cada variedade, escorrer bem e cortar em pedaços pequenos. Torrei levemente o gergelim cru lavado e moi no pilão. Cortei o nabo e o gengibre em tiras finas fatias finas, mantendo a casca. ② Alga wakame salteada Aqueci a panela de barro e adicionei 1/2 colher de sopa de óleo de gergelim. Adicionei o gengibre (metade da quantidade) e um pouco de sal, mexendo rapidamente, para liberar o aroma. Quando o aroma foi liberado, adicionei a alga wakame, mexi rapidamente, adicionei o molho de soja e retirei imediatamente do fogo.※ O ponto para finalizar com um bom sabor é não saltear demais! ③ Nabo refogado Aqueci a panela de barro e adicionei 1 colher de sopa de óleo de gergelim. Adicionei o gengibre (a metade restante) e um pouco de sal, mexendo rapidamente, para liberar o aroma. Quando o aroma foi liberado, adicionei o nabo, mexi pacientemente até ficar transparente e murcho. Adicione o saquê para evaporar o álcool e, em seguida adicionei o mirin e refoguei bem até perder o seu teor alcoólico.Por último, adicionei o molho de soja.④ Finalização Inseri a alga wakame salteada ao nabo refogado e misturei rapidamente. Adicionei um pouco de sal, misturei um pouco e desliguei o fogo. Coloquei em uma travessa e polvilhei bastante gergelim moído para finalizar. Um prato que, no futuro, será um grande clássico da culinária japonesa! Sua participação curtindo, salvando e compartilhando este post é muito bem-vinda ✨