[Sagradas Palavras do Masaaki-Sama] O ingrediente indispensável de uma panelada em minha de casa é, sem dúvida, o nabo seco, e o caldo que ele produz. Caso haja gobou [raiz comestível de uma planta semelhante à bardana], quero colocá-la também. Mas, sem ela, também está ótimo. O importante é o nabo seco. Por causa dos outros ingredientes, a foto mostra apenas uma parte, mas o fundo inteiro da panela está cheio de nabo seco. O que fazer com o molho para a panelada? Quando se fala em panelada, geralmente vem à mente o uso do molho ponzu ou o molho de gergelim, mas uma panelada feita com o caldo de nabo seco já não precisa de molho algum. Melhor dizendo, tudo bem em relação ao molho, mas o problema de comer acompanhado com um molho, é que tudo fica com o mesmo sabor. Todavia, senhores, no caso desta panelada, a doçura do nabo seco penetra suavemente em todos os legumes, e o resultado é simplesmente fora do comum. É possível saborear cada ingrediente, seja a cenoura, seja o repolho-chinês, sejam todos os outros, e a isso se soma a doçura e o sabor profundo do nabo seco. É justamente um prato irresistível. Antes de tudo, como o nabo seco cozido consumido numa panelada é saboroso. Assemelha-se a um macarrão, mas fica crocante. Meu Deus, o que é isso? Além disso, a alga wakame que suga o caldo do nabo seco (e, claro, da alga kombu), chega a um nível de sabor que não tem como se expressar em palavras. Perdi as contas de quantas vezes meus filhos pediram mais alga wakame. “Definitivamente fica mais gostoso sem um molho” — essa frase acabou virando um lema. O poder do caldo do nabo seco chega a ser assustador (no bom sentido). Chego a pensar que, com esse caldo, até uma borracha de apagar ficaria gostosa. Perdoem-me por esta analogia. Brincadeiras à parte, espero que todos coloquem sobras de legumes e algas, uma após a outra, e saboreiem. O que fazer com o queijo de soja tofu? [Nota: o queijo de soja tofu está presente na maioria das receitas de panelada japonesa] Se alguém quiser saboreá-lo, não vejo problema nisso, mas, pensando bem a respeito do forte poder nitrogenado da soja, prefiro consumi-la fermentada, na forma do missô, entre outros. Quero que as mulheres, em especial, tomem cuidado. Uma panelada de leite de soja está completamente fora de questão. Cuidem para não resfriar o seu precioso útero (principalmente quem deseja ter filhos). Sendo esse o caso, em vez de colocar o queijo de soja tofu ou o abura-aguê [fatias finas de tofu prensado e frito em óleo vegetal até ficarem douradas e com uma textura esponjosa] na panelada, mesmo saboreando esse prato, prefiro tomar minha sopa de missô com cuidado e carinho. O vinho dos japoneses é a sopa de missô feita com a pasta de missô vermelho e fermentado. Então, por que não pensar também em Jesus ao saborear uma panelada? A integração com o cristianismo até mesmo na hora da panelada. Seria a primeira vez que um ser humano fez isso? É claro que o caldo liberado pelo abura-aguê é encorpado e saboroso, mas o nabo seco é um superalimento capaz de substitui-lo. Por fim, claro que não pode faltar o zousui [papa de arroz feita com o caldo que sobra da panelada]. “Ah, se ao menos tivéssemos um ovo aqui...” Fazendo esse tipo de piada vegana (?), me divirto vendo a família fazer uma cara de espanto. Ultimamente, minha filha mais velha está ficando cada vez mais entusiasmada com o veganismo, e isso me deixa muito orgulhoso e esperançoso. Falando sério, eu definitivamente não quero colocar um ovo. Eu não sou louco de fazer isso. Para produção de poedeiras, os pintinhos machos que nascem são imediatamente triturados. As fêmeas que sobrevivem são obrigadas a produzir uma quantidade absurda de ovos, sofrendo fraturas repetidas, sendo abandonadas, sem jamais poder abrir as asas, apenas pondo ovos sem parar, até serem abatidas. Não há como existir nutrição verdadeira num ovo que é produzido dessa maneira. Ó, humanidade, desperte! Não é hora de se justificar com argumentos nebulosos como “mas foram criadas ao ar livre...” Voltemos ao assunto do zousui. A papa de arroz feita com o caldo que extraiu tudo do gobou, da cenoura, do repolho-chinês e do nabo seco, é algo à parte. Aliás, experimentem fazer o seguinte com essa papa: misturar alga nori, salpicar alga aonori [A alga aonori é uma alga marinha seca e moída, fina, usada na culinária japonesa para polvilhar em pratos] ou colocar mais wakame por cima a gosto, e aproveite ao máximo as algas também. Pode ser algas de aquicultura ou naturais. Sem fazer rodeios, simplesmente vamos comer algas. Vocês não precisam ficar presos ao uso de alimentos naturais, dizendo algo como: “É porque o Masaaki-Sama gosta de alimentos naturais...” Eu mesmo como algas de aquicultura quase todos os dias. Tendo um nabo seco diante dos olhos, ninguém tem o direito de dizer algo como: “É difícil encontrar o que comer quando se é vegano”. O nabo seco é um superalimento que o Japão tem orgulho de dizer ao mundo que o tem. Temos o arroz, a sopa de missô, o nabo seco, o refogado de alga hijiki, a alga nori, o kinpira de gobou – com uma variedade de pratos tão rica na culinária japonesa, como alguém poderia concluir que a alimentação vegana é difícil? Precisamos voltar o nosso coração a Deus, que nos concedeu esta terra maravilhosa chamada Japão, e aos nossos antepassados, que preservaram essa cultura alimentar até que ela chegasse a nós. O caldo dourado que o nabo seco produz é um caldo e um sabor que Deus outorgou aos japoneses; nenhum dinheiro do mundo consegue comprar isso. Eis o que eu penso. Concluindo. Esta é uma panelada tipicamente japonesa, que valoriza os tesouros do mar e da terra, uma panelada austera, uma panelada que desperta a alma, uma panelada rústica e, ao mesmo tempo, uma panelada de uma suavidade extrema no sabor somada a uma explosão de umami, e eu o nomeio de “Panelada de Nabo Seco”. Viva o nabo seco! Bom proveito a todos. ━━━━━━━━━━━━━━ O poder do caldo do nabo seco, tal como o Masaaki-Sama disse! Esse poder está transbordando a partir de cada linha dessas Sagradas Palavras permeadas por um imenso amor pelo nabo seco. Mesmo no que diz respeito aos comentários sobre culinária, o Masaaki-Sama segue abrindo, de modo absolutamente natural, um caminho que ninguém antes havia desbravado. Talvez haja momentos em que seja difícil conter um riso, mas, dentro dessas palavras que ocasionam essa sensação, existe uma sagrada orientação que deve ser gravada no fundo do nosso coração, que é capaz de recompor de um instante para o outro o sorriso que havia afrouxado as bochechas. Desta vez, novamente recebemos da Mami-Okusama uma receita preciosa. Mami-Okusama, muito obrigado. Nós, japoneses, também vamos apreciar a mesma panelada que o Masaaki-Sama come e sentir na pele o poder do caldo do nabo seco! ≪ A receita original está aqui 👇 ≫“Bom proveito” — é o que Masaaki-Sama diz sobre a “Deliciosa Panelada Vegana da Mami-Okusama”. Apresentamos a seguir a receita original. ✨ 【Ingredientes】Nabo seco;Raiz de gobou;Óleo de gergelim;Água para reidratação do nabo seco;Caldo de alga kombu;Saquê;Molho de soja claro;Sal. Outros ingredientes usados nesta panelada:Flores de colza 🌼Repolho-chinês 🥬Cenoura 🥕NaboAlga wakame(Aproveite usando a quantidade de ingredientes como vegetais da estação e algas, entre outros) 【Modo de preparo】① Preparação dos ingredientes 🔪Mergulhe o nabo seco em água até cobrir e deixe reidratar por cerca de 10 minutos. Guarde a água da reidratação — ela tem muito sabor e não deve ser descartada. Corte a raiz gobou em lascas grossas na diagonal. Corte os legumes em pedaços de tamanho adequado para consumo. Para a alga wakame — fresca, salgada ou seca —, reidrate-a da forma adequada à sua variedade, escorra bem a água e corte em pedaços para consumo. ② Preparação básica 🔥Aqueça a panela de barro e acrescente o óleo de gergelim. Adicione a raiz gobou e um pouco de sal, e refogue lentamente em fogo baixo até soltar um aroma adocicado. Acrescente o nabo seco bem espremido e salteie rapidamente.◎ Esse passo extra de refogar cria profundidade e riqueza de sabor em toda a receita. ✨ ③ Tempero 🧂Adicione a água da reidratação do nabo seco e o caldo de kombu (juntos, até cerca de 70 a 80% da capacidade da panela). Acrescente o saquê e, após ferver, adicione o molho de soja claro e o sal a gosto. ④ Acrescente os ingredientes e sirva 🥢Adicione os ingredientes começando pelos que demoram mais para cozinhar. Não cozinhe demais a colza. Acrescente a alga wakame por último. Primeiro, experimente puro, sem nenhum molho.Se preferir, sirva com ponzu ou outro molho à parte. A estrela é o nabo seco! Sua participação curtindo, salvando e compartilhando este post é muito bem-vinda ✨ Perfil da Mami-Okusama (Mami Okada):Natural da província de Aitchi. Cresceu como filha de agricultores. Seu codinome é “bela vegana orgulho do Japão”. Esposa do senhor Masaaki Okada, representante do Kyoshu da Igreja Mundial do Messias. Pesquisadora da dieta vegana. Pesquisadora da dieta vegana japonesa. Foi a primeira no mundo a estabelecer o gênero “Veg Marmita Decorada” e “Veg Marmita com Personagens”. Além da sua beleza, fundamenta-se na verdade alimentar dos alimentos sazonais, enraizada no clima do Japão e na sua cultura, e no princípio de que o corpo e a terra são inseparáveis, orientados pelo Masaaki-Sama, através da criação de marmitas decoradas e marmitas de personagens artesanais incomparáveis que agradem tanto o estômago quanto o coração das crianças e de receitas originais, utilizando exclusivamente ingredientes naturais de origem vegetal, sem usar carnes, peixes, ovos, laticínios, mel e demais produtos de origem animal, ou alimentos industrializados congelados, acompanhamentos prontos vendidos em supermercados, aditivos ou qualquer variedade de açúcar, tem se dedicado à difusão do Veganismo Cristão, a verdadeira alimentação saudável. É graduada na Universidade de Tsukuba. Ainda quando universitária, dedicou-se com afinco a trabalhos voluntários de apoio aos refugiados, entre outros. Durante o período universitário, foi convidada várias vezes para participar do concurso Miss Tsukuba. Também foi procurada por várias agências de modelos, mas recusou todos esses convites, porque queria se concentrar nos trabalhos voluntários de apoio aos refugiados. Em 2012, em reconhecimento à sua dedicação aos trabalhos voluntários de apoio aos refugiados, recebeu o Prêmio Presidente da Universidade Tsukuba. Possui um diploma que lhe permite lecionar inglês para alunos do ensino fundamental e médio. Depois de se formar na universidade, em 2013, tornou-se funcionária da Igreja Mundial do Messias. Em 2014, casou-se com Masaaki Okada, bisneto de Mokiti Okada (1882-1955), fundador da Igreja Mundial do Messias – seu marido é o representante e sucessor do Kyoshu. Atualmente, enquanto cria três filhos, tem se empenhado mais do que ninguém na prática e propagação do Veganismo Cristão, que consiste na revolucionária mensagem do Masaaki-Sama: “Cristo Jesus foi o nosso último sacrifício e, portanto, a alimentação que é acompanhada do sofrimento de animais não é mais necessária”.