[Nota: Oni é uma figura folclórica japonesa que seria mais próximo de um ogro ou espírito travesso, frequentemente retratados de forma colorida e até cômica em contextos familiares. No contexto do setsubun (véspera do risshun – Início da Primavera – que este ano foi celebrado no dia 3 de fevereiro), representa os maus espíritos e energias negativas que devem ser expulsos para dar as boas-vindas à primavera. Tradicionalmente, as pessoas gritam “Oni wa soto!” (Onis para fora!) enquanto jogam grãos de soja.] I-isto é... Na verdade, os onis são mandados embora quando as pessoas gritam “Onis para fora!”, mas estes estão cheios de energia e vitalidade, encostando suas bochechas uma na outra com sorrisos radiantes! Quando os vi, eu, o repórter, involuntariamente pisquei de volta para eles. A ameixa em conserva caseira foi usada para dar a coloração ao oni vermelho e o arroz temperado com algas aonori de rico aroma marinho foi usado para dar a coloração do oni verde. O que os onis seguram nas mãos são minúsculos ehomaki [rolos de sushi especiais consumidos durante o setsubun] cuidadosamente enrolados com cenoura, flores de colza, alga hijiki e nabo em seu interior. A impressão que se tem a partir das expressões alegres dos onis é que dá para ouvir seus risos felizes. A Mami-Okusama criou esta obra-prima com o pensamento de “fazer uma marmita do setsubun que deixasse todos animados e alegre”. Como não poderia ser diferente, uma aura deslumbrante irradia desta marmita! A atenção aos detalhes também é simplesmente divina. Os chifres feitos com cenoura e com listras meticulosamente desenhadas com alga nori; o oni vermelho tem um tambor de trovão verde feito de moti de nabo; o oni verde tem um tambor de trovão vermelho feito de moti de cenoura, cada um acompanhado de palitos decorativos com corações adoráveis. Além disso, o mais surpreendente é que os fukumame [“grãos da sorte”, em tradução livre, são grãos de soja que as pessoas tradicionalmente arremessam enquanto gritam “Onis para fora!”] não são grãos de soja torrados, mas batata-doce cozida no vapor, moldadas uma a uma em formato de grãos de soja. E ainda por cima, foram colocados em minúsculos “masu” [recipiente tradicional japonês de madeira usado para medir arroz e saquê que, no setsubun, também é usado para servir os grãos de soja torrado] feitos artesanalmente com papel toalha! Com a perfeição dos detalhes transbordando a fervor da Mami-Okusama, eu, o repórter, fico simplesmente sem palavras e sinto meu coração ficar aquecido. Sobre a soja, o Masaaki-Sama nos concedeu as seguintes Sagradas Palavras: “A soja contém uma grande quantidade de nitrogênio (ou seja, de proteína) e causa grande sobrecarga ao corpo e aos órgãos internos durante a digestão. Por isso, os japoneses, graças à intuitividade gerada, ao longo dos anos, não consomem a soja de maneira direta, mas a transformavam em formas que o corpo absorve com maior facilidade através da fermentação prolongada, como é o caso do molho de soja e a pasta de missô. Acredito que a Mami, pensando nos grãos da sorte, criou esses ‘grãos de batata-doce’ como sendo grãos da sorte camuflados, usando a batata-doce para que as crianças não comessem soja diretamente, da maneira como é colhida.” Masaaki-Sama, muito obrigado. Esses grãos de batata-doce são verdadeiramente o amor da Mami-Okusama por seus filhos. Mesmo em relação ao tempero dos acompanhamentos, a Mami-Okusama ajusta delicadamente o teor do sal de acordo com a idade das crianças. Assim como os grãos, não posso deixar de pensar que esse amor profundo, que não sobrecarrega o corpo das crianças, é verdadeiramente o segredo do melhor de todos os sabores. O que sustenta essa sensação de alegria que deixa qualquer um de olhos ofuscados é, sem dúvida, a essência da alimentação vegana japonesa onde o arroz é o protagonista. Além dos onis, por baixo deles está densamente espalhado arroz semi-integral cozido em uma panela de barro. É graças a essa base sólida que o mundo de amor que a Mami-Okusama cria magicamente pode fazer com que uma alegria tão vigorosa irradie. A Mami-Okusama expressa por meio de marmitas decoradas, feitas com toda sinceridade, a alimentação do Mundo de Miroku que o Masaaki-Sama nos transmite a através das suas sagradas orientações. Mais uma vez, recebemos um cardápio precioso. Mami-Okusama, muito obrigado. Sigamos todos nós também com todas as nossas forças esse cardápio de salvação! [Cardápio]* Arroz semi-integral (250g)Uma parte do arroz foi espalhada no fundo da marmita.À esquerda, fiz um oni vermelho (arroz colorido com ameixa em conserva); à direita, fiz um oni verde (arroz colorido com alga aonori).Os onis estão segurando minúsculos ehomaki cuidadosamente enrolados com cenoura, flores de colza, alga hijiki e nabo em seu interior. ・Tambor vermelho: moti de cenoura (cenoura cozida no sal, amido de kudzu, sal, gergelim preto) ・Tambor verde: moti de nabo (nabo cozido no sal, folhas de nabo cozidas, alga hijiki, amido de kudzu, sal, gergelim dourado) * Grãos da Sorte de batata-doce cozidaBatata-doce cozida no vapor, amassada e moldada em formato de grãos, colocada em pequenos masu feitos com papel toalha. * Outras decoraçõesPara expressar os chifres dos onis, usei cenoura cozida no sal e alga nori, e seus rostinhos foram criados com alga nori e ameixa em conserva. Além disso, usei flores de colza, cenoura e nabo cozidos no sal pensando em vários designes para os espaços da marmita. Que alegria contagiante! A veg marmita super fofa feita pela Mami-Okusama – N.º 20 Sua participação curtindo, salvando e compartilhando este post é muito bem-vinda ✨ Perfil da Mami-Okusama (Mami Okada):Natural da província de Aitchi. Cresceu como filha de agricultores. Seu codinome é “bela vegana orgulho do Japão”. Esposa do senhor Masaaki Okada, representante do Kyoshu da Igreja Mundial do Messias. Pesquisadora da dieta vegana. Pesquisadora da dieta vegana japonesa. Foi a primeira no mundo a estabelecer o gênero “Veg Marmita Decorada” e “Veg Marmita com Personagens”. Além da sua beleza, fundamenta-se na verdade alimentar dos alimentos sazonais, enraizada no clima do Japão e na sua cultura, e no princípio de que o corpo e a terra são inseparáveis, orientados pelo Masaaki-Sama, através da criação de marmitas decoradas e marmitas de personagens artesanais incomparáveis que agradem tanto o estômago quanto o coração das crianças e de receitas originais, utilizando exclusivamente ingredientes naturais de origem vegetal, sem usar carnes, peixes, ovos, laticínios, mel e demais produtos de origem animal, ou alimentos industrializados congelados, acompanhamentos prontos vendidos em supermercados, aditivos ou qualquer variedade de açúcar, tem se dedicado à difusão do Veganismo Cristão, a verdadeira alimentação saudável. É graduada na Universidade de Tsukuba. Ainda quando universitária, dedicou-se com afinco a trabalhos voluntários de apoio aos refugiados, entre outros. Durante o período universitário, foi convidada várias vezes para participar do concurso Miss Tsukuba. Também foi procurada por várias agências de modelos, mas recusou todos esses convites, porque queria se concentrar nos trabalhos voluntários de apoio aos refugiados. Em 2012, em reconhecimento à sua dedicação aos trabalhos voluntários de apoio aos refugiados, recebeu o Prêmio Presidente da Universidade Tsukuba. Possui um diploma que lhe permite lecionar inglês para alunos do ensino fundamental e médio. Depois de se formar na universidade, em 2013, tornou-se funcionária da Igreja Mundial do Messias. Em 2014, casou-se com Masaaki Okada, bisneto de Mokiti Okada (1882-1955), fundador da Igreja Mundial do Messias – seu marido é o representante e sucessor do Kyoshu. Atualmente, enquanto cria três filhos, tem se empenhado mais do que ninguém na prática e propagação do Veganismo Cristão, que consiste na revolucionária mensagem do Masaaki-Sama: “Cristo Jesus foi o nosso último sacrifício e, portanto, a alimentação que é acompanhada do sofrimento de animais não é mais necessária”.