Versão em PDF: https://ourl.jp/bYN8s Boa tarde! Como eu fico sempre de máscara quando estou sentado na nave, no momento em que eu fiquei de pé na frente do púlpito, eu pensei: “Hum! Será que eu não estou esquecendo algo? [risos]”, mas logo em seguida eu me lembrei: “Ah! Está tudo bem. Eu não preciso mais usar máscara aqui”. Nos últimos dias, estamos tendo dias ensolarados em Atami e o clima esteve agradável. Hoje, no entanto, o céu está um pouco nublado e a previsão do tempo é para chuva no final do dia. Apesar disso, os senhores se reuniram para participar do culto e sou muito grato por isso. Sinto que eu ainda continuo saboreando a sensação que tive no Culto do Outono. Kyoshu-Sama obviamente foi o centro do Culto do Outono, mas tivemos vários discursos e, atualmente, temos as canções, certo? As canções que são cantadas pelo Coral Messias. Quanto à música tocada durante a retirada de Kyoshu-Sama, acho que as pessoas que foram ao culto a escutaram, mas trata-se de uma famosa música brasileira que, digamos, faz todos ficarem com vontade de dançar e mexer o corpo [risos]. Ela fez com que todos ficassem eufóricos – talvez a expressão “eufórico” não seja apropriada – e o culto, que além de ter uma atmosfera solene, também teve, no bom sentido, uma atmosfera divertida. E é essa a sensação que eu ainda tenho comigo. Acredito que os senhores sejam bastante ocupados, mas certamente há algo que todos conseguem sentir só de participar dos cultos e é por isso que, na medida do possível, gostaria de me encontrar diretamente com vocês e louvar a autoridade de Deus em comunhão e, ao mesmo tempo, com descontração. É isso o que tenho pensado agora, ainda envolvido pela sensação que tive no Culto do Outono. No dia do Culto do Outono, foi publicado o texto “Acerca dos Dias Santos da nossa Igreja”, escrito em conjunto por Kyoshu-Sama e por mim. Para aceitarmos de forma ainda mais direta o sentimento de Meishu-Sama, que afirmou o desejo de “atuar em consonância com o cristianismo” e de que “a Igreja Mundial do Messias se aproximará muito do cristianismo”, a partir do ano de 2022, nós comemoraremos a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, o dia de Pentecostes, que comemora a descida do Espírito Santo e é celebrado cerca de cinquenta dias depois da Páscoa – mais precisamente falando, no quadragésimo nono dia depois da Páscoa –, e o Natal, que celebra o nascimento de Jesus. Ou seja, trata-se de um documento pelo qual os senhores foram informados que passaremos a comemorar essas três grandes celebrações cristãs. E a primeira comemoração que faremos será o Natal deste ano. Acho que muitos dos senhores viram o pôster colocado no hall de entrada da sede. Talvez esse pôster já tenha sido colocado nas igrejas também. Diga-se de passagem, no cristianismo, a celebração litúrgica mais importante é a Páscoa, ou seja, a ressurreição de Jesus. Essa celebração é mais importante até mesmo que o Natal. No entanto, pode ser que a nossa sensação, a imagem que nós temos, é a de que o Natal seja mais importante. Acerca dessa novidade, os dias santos da nossa Igreja, tenho escutado várias opiniões por parte dos senhores, o que faz brotar em mim um sentimento de gratidão por todos estarem encarando isso de forma extremamente positiva. Mas, por outro lado, dentre essas inúmeras opiniões, houve algumas sobre as quais eu pensei: “Nossa... É assim que essa pessoa pensa?” Trata-se de algo que foi dito por algumas pessoas e eu até compreendo muito bem o sentimento delas, mas o conteúdo dessas opiniões consiste no fato de que, até hoje, celebrávamos o Natal como se ele fosse um momento de descontração e, além disso, elas estão perguntando se não haveria problema em nós, que sequer somos cristãos, celebrarmos o Natal no seu contexto religioso. Naturalmente, esse sentimento é bastante compreensível, mas, na verdade, o Natal não é uma data para que as pessoas que sequer são cristãs apenas se divirtam. Não, não é isso, pois, para os cristãos, essa data é um dia santo muito importante. Falando em âmbito de Japão, não sei ao certo o número preciso, mas a população cristã em território nacional não cresceu muito nas últimas décadas. Apesar disso, aumenta a cada ano no Japão o número de decorações natalinas e outros costumes dessa época do ano, não é mesmo? Ou seja, isso basicamente acontece porque há uma razão comercial por trás disso. Obviamente, acredito eu, certamente existe aqui a vontade de Deus em fazer com que toda a humanidade aceite a existência de Jesus através da celebração do Natal. No entanto, como lhes disse há pouco, a realidade é que muitos japoneses, que sequer são cristãos, se divertem durante o Natal por razões comerciais e acho que, na verdade, isso é estranho. Assim sendo, o pensamento de que foi bom termos aproveitado o Natal até hoje, questionando se estaria tudo bem em podermos celebrá-lo no seu sentido religioso daqui para frente, já que sequer somos cristãos, é algo que na verdade é o contrário. Embora não sejamos cristãos, o que nós fizemos até hoje foi celebrar o Natal por razões comerciais ou outras mais, visando uma descontração humana, e acho que isso realmente foi uma atitude estranha. Do ponto de vista de Jesus Cristo, talvez ele tenha pensado: “Mas vocês sequer acreditam em mim... [risos] Na verdade, é um pouco diferente”. Também não sei como os cristãos se sentiam em relação a isso. Na verdade, o Natal é a celebração do nascimento de Jesus, que é o fundador de uma fé e, por assim ser, se os senhores se divertiram até hoje priorizando a alegria humana, sem focar o sentido religioso do Natal, devem reconhecer que cometeram uma falta de respeito e, além disso, pensar: “A partir deste ano, vou celebrá-lo devidamente. Eu vou fazer do jeito que deveria ser feito”. Acho que é importante pensar dessa maneira. Além disso, em relação à dúvida de podermos ou não celebrar o Natal no sentido religioso, uma vez que sequer somos cristãos, acho que isso é um ponto que todos também precisam pensar bem a respeito, certo? Naturalmente, não somos cristãos natos, pois o fundador da fé que professamos é Meishu-Sama. Se uma pessoa afirmar que não acredita em Meishu-Sama e que a sua crença é mesmo voltada a Jesus, essa pessoa é um cristão. É por essa razão que quem está filiado à Igreja Católica ou à Igreja Protestante, e outras mais, é geralmente considerado um cristão, certo? Nesse sentido, nós não somos cristãos. No entanto, vejam o título “Concretização da profecia do Reino dos Céus”, que é uma das Sagradas Palavras de Meishu-Sama lidas hoje. Já que se trata da concretização da profecia do Reino dos Céus, primeiro, há algo que precisa ser concretizado, certo? Então, o que precisa ser concretizado? Obviamente, é a profecia do Reino dos Céus. Quem fez essa profecia? Meishu-Sama afirma que é uma profecia de Jesus. Senhores, Meishu-Sama afirmou que ele concretizará a profecia de Jesus. Ou seja, Meishu-Sama acreditava na profecia de Jesus, não é mesmo? Afinal, é estranho colocar todo esse esforço e gastar tanto dinheiro para concretizar algo que não acredita. Primero, devemos reconhecer profundamente esse ponto. Os cristãos acreditam nas palavras de Jesus e tentam fazer com que elas se tornem realidade, certo? Mas, em síntese, aquilo que os cristãos almejam fazer alicerçados na crença em Jesus é diferente do que Meishu-Sama almejava fazer alicerçado na crença que ele tinha em Jesus. É isso, não é mesmo? Meishu-Sama, por fim deixou para nós a mensagem do nascer de novo como Messias, mas isso não é pregado no cristianismo. Afinal, para os cristãos, Jesus, e somente ele, é o Messias. Então, o que Meishu-Sama está dizendo é que, para ele, não seria um simples cristão que colocaria a verdadeira profecia de Jesus em prática, mas sim, ele; seria ele quem realmente a colocaria em prática, não é verdade? Sendo esse o caso, Meishu-Sama, no sentido de acreditar nas palavras de Jesus e pôr em prática o que ele disse, talvez tenha refletido a respeito de si mesmo e pensado: “O verdadeiro cristão sou eu”. Bem, isto é apenas um exemplo: se estas Sagradas Palavras de Meishu-Sama não existissem, e Kyoshu-Sama dissesse: “Sou eu quem colocará em prática a profecia de Jesus de agora em diante. Todos os seguidores de Meishu-Sama foram incumbidos do cumprimento dessa missão”, aí sim, qualquer pessoa poderia dizer que Kyoshu-Sama se tornou um cristão. “Por que nós temos que executar a profecia de Jesus?” O que aconteceria é isso. Mas o que Meishu-Sama disse nas Sagradas Palavras lidas hoje foi exatamente isso. Vejam o quanto Meishu-Sama foi ousado nessas Sagradas Palavras! Aliás, a missão de pôr em prática e concretizar a profecia de Jesus não é exclusiva de Meishu-Sama, pois ele afirmou: “Nossa tarefa é pôr em prática a profecia de Jesus e eu acredito que Deus confiou essa missão à nossa Igreja”. Assim sendo, essa missão também é dos senhores. O que Meishu-Sama disse é que todos os senhores são pessoas que colocam em prática a profecia de Jesus. Vendo por esse ângulo, na verdade, não se trata de algo pelo qual devemos ter a seguinte dúvida: “Já que não somos cristãos, por que vamos celebrar o Natal?”, não é mesmo? Em primeiro lugar, não é que aqueles que pertencem ao cristianismo são os únicos que podem acreditar em Jesus e celebrar o nascimento de Jesus. Ora, até mesmo Meishu-Sama disse que Jesus é o Senhor da Redenção e, sem a expiação por Jesus, tanto Meishu-Sama como nós não existiríamos. Assim sendo, o trecho do Sagrado Juramento que diz: “Sem Jesus Cristo, Meishu-Sama não existe” não é nenhum exagero, mas sim, algo óbvio. Certamente, isso se deve ao fato de existirem etapas na divina obra de Deus. Portanto, em vez de ficarmos dizendo isso ou aquilo a respeito do cristianismo, acho que o que nós devemos fazer é avançar aceitando firmemente o ser que é chamado Jesus Cristo. Além disso, conforme a pessoa, talvez exista quem pense que acabaremos nos tornando uma religião semelhante ao cristianismo se começarmos a celebrar os dias santos cristãos, mas não é nada disso. Isto porque, como os senhores sabem perfeitamente, o que Kyoshu-Sama está nos orientado é algo que não é pregado no cristianismo. No catolicismo, por exemplo, quando acontece algo inacreditável, existem ocasiões em que a Igreja Católica reconhece oficialmente isso como sendo um milagre. O objetivo da Igreja ao fazer isso é evitar que ocorram situações incontroláveis, onde inúmeras pessoas saiam por aí dizendo que “isso também é um milagre” ou “aquilo também é um milagre”. Para manter as coisas em ordem, a Igreja determina o que é um milagre e o que não é um milagre. Digamos, por exemplo, que uma pessoa considerada morta venha a reviver. A fim de certificar isso como sendo um milagre, é necessário provar que esse acontecimento é inexplicável pela ciência. Então, alguns médicos iriam até esse local, investigariam o caso e teriam que dizer que isso não pode ser explicado pela ciência ou pela medicina. E, após passar também pelo processo de análise para conferir se não haveria problemas dentro da doutrina, pela primeira vez, esse acontecimento seria reconhecido como um milagre. No entanto, quem é que mantém vivo os médicos que fizeram a análise para o reconhecimento desse milagre? Quem criou a ciência? Quem criou a medicina? Quem fez tudo isso? Foi Deus, não foi? Além disso, tanto a ciência como a medicina são obras de Deus e, sendo elas uma obra Dele, tudo isso na verdade é um milagre, não é? Uma doença foi curada pela medicina: isso não seria um milagre? Sim, isso também é um milagre. Afinal, foi Deus quem criou a medicina, não foi? Se a medicina avançar um pouco mais, talvez o que era inexplicável medicinalmente até então, passará a ser explicado dentro do campo medicinal na sua plenitude e, se isso acontecer, o que seria feito com os milagres que foram reconhecidos no passado? Os católicos diriam que agora não dá mais para voltar atrás e dizer que não eram milagres? É Deus quem mantém os médicos vivos e, além disso, foi Deus quem criou a medicina. Cada um desses fatores é um milagre, pois tudo isso é a obra de Deus. Portanto, ao reconhecer um determinado milagre dessa maneira, dizendo que Deus atuou naquele momento, estamos limitando a atuação de Deus. Mas o que nos foi ensinado é que um milagre é apenas o primeiro passo e que, na verdade, existe o segundo passo. Eis o que nos foi ensinado, certo? A respeito do que vem a ser esse segundo passo, ele é o fato de Deus, em todo e qualquer momento, estar atuando em tudo e em todos. Cada instante neste mundo é um milagre. Tudo neste mundo é um milagre. É isso, não é? A cura de uma doença é um milagre, e mesmo que a doença não seja curada, isso também é o milagre de Deus ter atuado dessa maneira por algum motivo. É bom quando recuperamos a amizade de uma pessoa. Mas o milagre não é apenas isso. Há ocasiões em que não fazemos as pazes e continuamos afastados dessa pessoa, não há? “Aquela pessoa acabou morrendo. Então, o milagre não aconteceu”: não, não é isso. Deus atua em ambos os casos, tanto num quanto no outro – Deus na verdade está atuando em tudo e em todos. Uma vez que Deus atua em tudo e em todos, então, tudo é um milagre. Deixem-me fazer mais uma analogia. Por ser um tema que ouvi de terceiros, não sei até que ponto as informações são exatas, mas creio que todos conhecem a Madre Teresa de Calcutá, certo? A Madre Teresa de Calcutá. Ela era conhecida como uma pessoa amorosa – realmente acho que ela foi uma pessoa maravilhosa –, e a história que eu escutei a respeito dela é a seguinte. Havia um doente que emitia um odor muito forte, a ponto de as outras pessoas sentirem vontade de desviar seus olhos dele, sentirem vontade de dar um passo para trás e se afastarem dele. E, na prática, todas as pessoas davam um passo para trás. Mas, em meio a essa circunstância, o que a Madre Teresa de Calcutá fez foi o contrário. Ela deu um passo à frente e estendeu a mão de amor para esse doente. Foi essa a história que eu ouvi. No cristianismo, essa história é vista como um episódio de amor. Digamos que houvesse mil pessoas. Novecentas e noventa e nove pessoas deram um passo para trás, mas somente a Madre Teresa de Calcutá deu um passo à frente, estendendo uma mão de amor. Todos louvam a pessoa que deu um passo à frente, certo? Todos diriam: “O amor de Deus se manifestou através da Madre Teresa de Calcutá e nós também devemos nos tornar uma pessoa como ela”. Acho que esse episódio se resume nisso. Mas o que aconteceria com as outras novecentas e noventa e nove pessoas que deram um passo para trás? Será que o amor de Deus não se manifestou dentro dessas novecentas e noventa e nove pessoas? Digamos que a pessoa que deu um passo à frente tenha pensado: “O amor de Deus se manifestou através de mim”. E, por outro lado, alguém entre as outras novecentas e noventa e nove pessoas tenha pensado: “Ah! Eu dei um passo para trás. Sou uma pessoa desprovida de amor. Mas Deus perdoou essa postura de não amar o próximo. Talvez eu não consiga agir perfeitamente. No entanto, o Senhor está preenchendo com Seu amor até mesmo uma pessoa como eu, que não ama o próximo. Muito obrigado!” Em um caso como este, com qual desses dois sentimentos Deus ficaria feliz? Talvez tenha sido precisamente porque novecentas e noventa e nove pessoas deram um passo para trás que uma pessoa tenha recebido a força de Deus para que ela desse um passo à frente. Entretanto, nós vemos a pessoa que deu um passo à frente da seguinte maneira: “A força do amor dessa pessoa é grandiosa”. Achamos que ela tem força para amar, que ela é maravilhosa e que não conseguimos fazer o mesmo, que as pessoas agem dessa forma por terem amor e que aquelas que não conseguem fazer isso são desprovidas de amor. É assim que, independentemente de ser pregado no cristianismo que devemos nos tornar uma pessoa amorosa, por exemplo, e que devemos nos tornar alguém que dá um passo à frente, o que nós, que estamos sob a liderança de Kyoshu-Sama, pregamos? O que nós pregamos é que devemos regressar a Deus levando conosco tudo e todos, e que o amor de Deus consiste em receber tudo isso: toda e qualquer ação que à primeira vista aparenta ser algo negativo, ou seja, tanto a nossa postura de querer dar um passo à frente como a postura de dar um passo para trás, recuar um passo. Então, é completamente diferente do cristianismo. O que é pregado na Igreja Mundial do Messias é completamente diferente do que é pregado no cristianismo, e isso significa que não há como a nossa Igreja se tornar uma Igreja Cristã. Pelo contrário, o que precisamos fazer é despertar os cristãos para a verdade. Nesse sentido, acho que existe o pensamento de que as Palavras de Kyoshu-Sama são difíceis e os Ensinamentos de Meishu-Sama que conhecíamos até hoje eram fáceis. Acho que, aqui, existe uma espécie de ilusão da nossa parte. Sentimos que eram ensinamentos fáceis de serem entendidos, porque são ensinamentos que pregam coisas como amar qualquer pessoa, viver em prol do próximo e exortar a prática de ações que alegram outras pessoas. Nós achamos que isso é fácil de entender, certo? Se eu lhes dissesse hoje, citando o conteúdo do episódio da Madre Teresa de Calcutá, que acabei de mencionar, que devemos ser como ela e nos tornarmos uma pessoa que ama qualquer pessoa, talvez muitos dos senhores pensariam: “Que assunto fácil de entender! Eu também quero me tornar uma pessoa como essa. Que orientação maravilhosa!” “Vivamos pelo bem do próximo, vivamos com o amor altruísta”. O que acontece se eu disser isso é a seguinte reação: “Sim! Sim, é isso mesmo! Em vez de viver por mim, vou viver pelo bem do próximo”. Mas, na verdade, esse tema é o mais complicado. Afinal, não existe ninguém entre nós que seja capaz de amar todas as outras pessoas de forma imparcial. Não existe ninguém que jogue tudo para o alto e pense apenas no próximo. É por isso que, na verdade, esse tema é o mais complicado. O mais difícil é amar todas as pessoas e viver pelo bem dos outros, não é? Afinal, o ser humano não consegue fazer isso. Só Deus consegue fazer isso, pois o amor de Deus é um amor altruísta. Mas a questão é: por que nós sentimos que um tema muito complicado como esse é fácil de entender? Todos nós, inclusive eu, sentíamos que isso era fácil de entender, não sentíamos? É agradável escutar a respeito de um tema como esse e isso soa bem aos nossos ouvidos, certo? Ao escutar sobre um tema como esse, nós dizíamos: “Ah! É isso mesmo!” Foi isso o que nós viemos dizendo, não foi? Só que Kyoshu-Sama está nos dizendo: “Venham sem disfarces”. Ele está nos dizendo: “Venham, agora, sem disfarces”. Ele está nos dizendo: “Venham cobertos de lama”. E ele está nos dizendo: “Deus está nos dizendo: ‘Venham até Mim enquanto estão cobertos de lama’”. Na verdade, não existe tema mais fácil do que esse. “Vamos praticar devidamente o amor altruísta. Vamos dar o melhor de nós pelo próximo”. Não existe tema mais complicado do que esse. Kyoshu-Sama está dizendo que não importa se os senhores conseguem ou não fazer algo como o amor altruísta ou dar o melhor de si pelo próximo. Ele está nos dizendo para nos colocarmos diante de Deus sem disfarces. Essa é a mensagem de Kyoshu-Sama, não é mesmo? Então, por que nós sentimos que uma coisa tão fácil como essa é complicada? Talvez não tenhamos muita consciência disso, mas é porque os seres humanos – nós – sentem medo de se colocarem diante de Deus sem disfarces. Afinal, se fizermos isso, sentiremos como se a nossa autonomia estivesse sendo tirada. Até hoje, nós éramos chefes; nós éramos reis. Portanto, para nós, que éramos assim, ideais como “vamos amar alguém” e “vamos dar o melhor pelo bem do próximo” eram algo que realmente soava bonito aos nossos ouvidos, porque pensávamos: “Ah! Esse tema é bom, pois, se for assim, eu não preciso me colocar diante de Deus. Que tema ótimo, pois eu posso engrandecer minhas virtudes pelo meu próprio esforço”. Ou seja, ganhávamos tempo até nos colocarmos diante de Deus cobertos de lama [risos]. Por assim ser, isso é um tema extremamente conveniente para nós. É por isso que nós sentimos que esse tema é agradável, é um tema maravilhoso. Ao contrário, se alguém nos diz: “Mas vocês não estavam junto a Deus no princípio? Então, voltem para lá agora mesmo”, isso realmente é inconveniente para nós, não é mesmo [risos]? Exemplificando, não haveria problemas em os senhores terem um bom chefe no local onde trabalham, mas se o seu chefe for uma pessoa desagradável, todos desejariam que ele sempre estivesse em viagens de negócios, não é? “Ah! Que esse chefe esteja sempre em viagens de negócios. Eu e meus colegas de trabalho estamos sempre nos divertindo quando o nosso chefe não está. Por que ele tem que voltar?” Seria isso, não [risos]? Esse tipo de pensamento em relação a Deus se mantém latente dentro de nós. Portanto, no instante em que escutamos: “Regressem até Mim sem disfarces”, achamos que precisamos evitar esse assunto a qualquer custo e, por isso, inconscientemente, começamos a ter inúmeros pensamentos dentro de nós. Nós não dizemos: “Eu vou regressar sem disfarces agora”. Em vez disso, dizemos algo como: “Até hoje, não consegui agir sem me disfarçar. Vou me empenhar para conseguir de agora em diante”. E, ao dizer isso, nosso coração ficava procurando o que poderia ser feito para evitar, por pouco que seja, o regresso a Deus. Então, o que nós queremos mesmo é fazer com que as Palavras de Kyoshu-Sama pareçam difíceis. Dizemos algo como “é difícil entender”, ou coisas nesse sentido, para manter as coisas como estão. Esse sentimento atua de forma latente em nós, entendem? Mas, na verdade, estamos cobertos de lama, não estamos? Por mais que pensemos a respeito disso, nosso coração está coberto de lama. Bem, no centro do coração, existe algo brilhante como um cristal. Mas existe uma cobertura de lama que envolve esse cristal. Como todas as realizações e atitudes da humanidade até hoje envolvem o nosso coração, então ele está coberto de lama. É por estarmos cobertos de lama que ficamos com vergonha: isso é algo pelo qual nos sentimos envergonhados. O que acontece é o seguinte: não regressarei a Deus enquanto estiver coberto de lama; sinto vergonha do eu de agora. Mas o que Deus realmente deseja é esse nosso eu coberto de lama. Deus está nos dizendo o seguinte: “Eu limparei essa lama! Eu vou retirar essa lama!”P.S. inserido pelo Masaaki-Sama: E, na verdade, essa lama já foi limpa. Não existe um resquício sequer dessa lama. Aquilo pelo qual sentíamos vergonha também foi limpo. Deus tornou o nosso coração um coração completamente novo. Por assim ser, gostaria de entregar a Deus, junto aos senhores, o seguinte pensamento através do nome Messias: “Ó Deus, o Senhor retirou a lama que me cobria. O Senhor também limpou tudo aquilo que me envergonhava. Muito obrigado, Senhor!” E, ao mesmo tempo, confirmar junto aos senhores o fato de termos recebido um novo coração através de alguns Salmos de Meishu-Sama e da Sagrada Escritura da Bíblia:“Descartar as velhas roupas da civilização / E substituí-las por novas: / Isso, senhores, é a minha obra. (Salmo de Meishu-Sama)”;“Um novo mundo! / Este deve ser construído sobre um novo solo. / Ah, eis a verdade! (Salmo de Meishu-Sama)”;“O mundo de paz e conforto, / Repleto de beleza e fascínio, / Será construído sobre esta Terra / Que já foi purificada. (Salmo de Meishu-Sama)”;“E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. (Ezequiel 36:26)”;“Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. (Apocalipse 21:3-4)”. Em relação às Palavras de Kyoshu-Sama, embora acabe mudando um pouco de assunto, o que frequentemente eu escuto é o seguinte: “Já que os antepassados estão dentro de mim, o mitamaya (santuário dos antepassados) já não é mais necessário, não é mesmo?”, ou “Já que Deus está dentro de mim, a Imagem da Luz Divina já não é mais necessária, não é mesmo?”, ou “Já que a Igreja existe dentro de mim, não precisamos mais de um local para nos reunirmos, não é mesmo?”, ou “Já que Meishu-Sama está dentro de mim, a Imagem Divina de Meishu-Sama já não é mais necessária, não é mesmo?” Tem coisas como essas. Também existe o pensamento de que, uma vez que este mundo já se tornou um Paraíso, não existe a necessidade de mudarmos o mundo, basta aceitá-lo da maneira como ele se apresenta, certo? Mas, se for isso mesmo, por que haveria a necessidade de a minha mãe, por exemplo, que sofreu um derrame cerebral isquêmico e ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado, se empenhar nos exercícios de reabilitação? Se fosse algo como “uma vez que existe dentro de mim um corpo espiritual perfeito...”, então o empenho dela em fazer reabilitação não teria nenhum sentido. – O lado esquerdo do seu corpo está imóvel. A senhora fará reabilitação? – Não, eu não farei reabilitação porque dentro de mim já existe um corpo espiritual. Isso não acontece, acontece? Todas as pessoas em uma situação como essa se empenham nos exercícios de reabilitação porque querem movimentar o seu corpo físico, não importa como, não é mesmo? Se ela achasse que “uma vez que tudo é um Paraíso...”, por que ela precisaria sacrificar sua vida para fazer exercícios de reabilitação? Realmente seria isso. Será que ela diria algo como: “Embora o lado esquerdo do meu corpo tenha ficado paralisado, o corpo espiritual se movimenta perfeitamente e, portanto, está tudo bem em eu ficar para sempre deitada, sem fazer reabilitação até morrer”? Será que acontece algo como isso? Não, isso não acontece! Kyoshu-Sama também tem apoiado a sua reabilitação com muito empenho. Se Kyoshu-Sama visse isso como “uma vez que o seu estado também é uma manifestação do Paraíso, vamos aceitá-lo sem disfarces e não há a necessidade de mudá-lo” ou “uma vez que existe o corpo espiritual, então está tudo bem, não está?”, não haveria motivos para ele apoiá-la com muito empenho, haveria? Eu também estou aqui hoje falando para os senhores, mas se eu disser: “Bem, uma vez que Deus existe dentro dos senhores, então todos vocês já sabem de tudo e, portanto, não tenho mais nada para dizer aos senhores [risos]”, ou se eu disser: “Os senhores são maravilhosos! Não tenho nada para lhes dizer”, seria apenas isso e ponto final, não seria? Mas não, não é isso, pois certamente existe aqui o que é comumente chamado de progresso e evolução. Juntos, todos nós precisamos nos esforçar para aceitar em comunhão o sentimento de Meishu-Sama, que nos é transmitido através de Kyoshu-Sama, e nos aproximarmos desse sentimento, mesmo que seja um pouco, mesmo que seja apenas um passo, mesmo que seja meio passo. Esse esforço definitivamente é necessário. Eu, no sentido humano, não conheço ninguém que esteja se empenhando como Kyoshu-Sama se empenha. Ele tem feito todo e qualquer esforço possível para que o sentimento de Meishu-Sama seja concretizado. No entanto, compreendemos uma parte das Palavras de Kyoshu-Sama de uma forma extremamente conveniente para nós e usamos elas para alegar que, uma vez que o Paraíso já foi concretizado, é desnecessário tornar o mundo um lugar melhor, e as usamos para alegar que o mitamaya (santuário dos antepassados) não é mais necessário, porque os antepassados estão dentro de nós, ou para alegar que a Imagem da Luz Divina não é mais necessária porque Deus está dentro de nós, não é? Bem, se realmente tudo fosse assim, o planeta Terra já não seria mais necessário. A própria matéria não seria mais necessária, não é mesmo? Uma vez que a Terra não seria mais necessária, todo o Universo também não seria mais necessário, e se estivesse tudo bem só porque o corpo espiritual já existe, então o corpo material também não seria mais necessário. Mas eu acho que o mitamaya ainda é necessário para nós. Afinal, não conseguimos ficar sempre pensando nos antepassados, não é mesmo? Será que alguém consegue pensar em Deus, nos antepassados e em Meishu-Sama durante o dia inteiro? Não, ninguém consegue. Estamos abarrotados de inúmeras coisas que acontecem no dia a dia, não estamos? São coisas como assuntos familiares, administrar a casa, assuntos do trabalho e outras coisas mais. Cada pessoa precisa de coisas materiais. Através delas, as pessoas pensam nos seus antepassados e em outras coisas. É por isso que ainda precisamos tanto do mitamaya como da Imagem da Luz Divina e da Imagem Divina de Meishu-Sama. Bem, eu pelo menos sinto essa necessidade, pois em nossas vidas acontecem muitas coisas e o nosso coração é capturado por essas coisas a toda hora. Em meio a essas circunstâncias, qual é o fator material que é o mais importante para nós, seguidores de Meishu-Sama? É o Solo Sagrado, certo? O Solo Sagrado. E este local onde nós estamos agora, que é chamado de Solo Sagrado, ainda está no meio de um processo judicial. Portanto, até que o veredito final seja declarado, este local ainda está envolvido por um triz pelas orações de Kyoshu-Sama. Entretanto, eu não tenho tocado neste assunto recentemente, mas as pessoas que administram este Solo Sagrado são as pessoas que cometeram um ato vergonhoso contra Kyoshu-Sama. Ou seja, por mais que pensemos a respeito disso, este local já não é mais um Solo Sagrado. Como um local que é administrado pelas pessoas que seguiram, grampearam conversas e filmaram secretamente Kyoshu-Sama, bem como afirmam terem expulsado ele, pode ser um Solo Sagrado? Isso é algum tipo de piada [risos]? É isso, não é? O próprio pensamento de achar que “aqui é o Solo Sagrado”, parece mais com algo cômico [risos], não é mesmo? Um ato covarde como aquele não tem nenhuma afinidade com a sacralidade, tem? Além disso, existem muitos membros e integrantes que acreditam e consideram que não há problemas no que foi feito pela diretoria, e que consideram este local um Solo Sagrado. Por mais que pensemos a respeito disso, esse assunto chega a ser cômico. No entanto, isso mostra o quanto éramos ignorantes perante Deus e o quanto nós não O obedecíamos – quer dizer, o quanto éramos desobedientes –, e acho que foi através dessas pessoas que Deus nos ensinou que essa postura era a nossa própria postura. Recentemente, falei a respeito disto em uma das mensagens em vídeo que faço, voltadas aos membros no exterior, mas, independentemente do processo judicial, neste momento, já não existe mais nenhum Solo Sagrado de Meishu-Sama aqui na Terra. Por mais que se pense a respeito disso, não há como o lugar que é administrado pelas pessoas que cometeram o ato de seguir, grampear conversas e filmar secretamente alguém, ser um Solo Sagrado. Mesmo nas Sagradas Palavras que foram lidas hoje, Meishu-Sama disse que o Solo Sagrado é o único oásis, afirmando com imenso fervor e veemência o seu desejo de construir os Solos Sagrados. Apesar disso, esses oásis já não existem mais aqui na Terra. Obviamente, isso não significa buscar apenas o que é visível. Não, não é isso. É óbvio que existe um objetivo para a sua construção. Porém, se os Solos Sagrados já não existem mais aqui na Terra, não seriam os senhores, membros da Igreja Mundial do Messias, que precisam construir um para Meishu-Sama? Quer dizer, os senhores não seriam os únicos que podem fazer isso? O que deve ser feito por todos os senhores é construir um Solo Sagrado onde as pessoas que o visitarão consigam sentir o seguinte: “Ah, o Paraíso realmente existe dentro de mim”. Meishu-Sama disse que o seu Solo Sagrado seria o único oásis no mundo. Acredito fortemente que quem precisa construir esse oásis são todos os senhores, membros da Igreja Mundial do Messias. Em relação ao sermão que foi citado dentro das Sagradas Palavras lidas hoje, os senhores viram quantas vezes Meishu-Sama disse a palavra “dinheiro” em tão pouco tempo [risos]? Eu contei seis vezes. Ele disse “dinheiro” seis vezes [risos]. Meishu-Sama era uma pessoa franca, certo? Ele disse que não há nada de errado em coletar dinheiro para o que é necessário. Bem, até acho que ele poderia ter ponderado um pouco essa fala [risos], mas ele não fez isso e disse dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro. Ele disse seis vezes [risos]. Ou seja, naturalmente, o dinheiro é necessário para a construção do Solo Sagrado e, por mais que pensemos a respeito disso, o dinheiro também é necessário para avançar a obra de Deus aqui na Terra. Afinal, por mais que se diga que Kyoshu-Sama é maravilhoso ou que os ensinamentos da Igreja Mundial do Messias são maravilhosos, sem o precioso donativo que é feito pelos senhores, não seria possível nem mesmo nos reunirmos aqui hoje para a celebração deste culto. Como é possível celebrar um culto como este sem usarmos o dinheiro? Não tem como, certo? Não teria como os senhores se reunirem, teria? Mesmo que Kyoshu-Sama tenha ensinamentos maravilhosos, sem o suporte da matéria – sem o dinheiro – a divina obra de Kyoshu-Sama não avançaria um passo sequer. O que aconteceria seria apenas o seguinte: Kyoshu-Sama estaria sozinho em sua casa [risos]. Sim, realmente seria isso. Naturalmente, também não haveria como celebrar os cultos especiais, não é? Em relação ao donativo, a ação que cada um pode ter consiste em dizer: “É só isso o que eu posso fazer”. Mas o donativo feito por cada um dos senhores é realmente precioso para que a divina obra de Kyoshu-Sama avance com vigor. Meishu-Sama, em relação à razão pela qual o dinheiro era necessário, disse que “é necessário administrar uma organização”, certo? Portanto, o dinheiro é necessário para manter a organização e os funcionários que servem nela. Afinal, os funcionários sacrificam suas vidas em prol da Obra Divina, certo? Eles desistiram de trabalhar na sociedade e estão trilhando esse caminho sem se importar em serem vistos com olhares discriminativos pela sociedade, já que são funcionários de uma organização religiosa. Esses funcionários e suas famílias também precisam de sustento. E são todos os senhores que sustentam eles, certo? Nesse sentido, incluindo a construção do Solo Sagrado que realizaremos de agora em diante, realmente o avanço ininterrupto da divina obra de Meishu-Sama aqui na Terra é, literalmente, algo que é feito em comunhão entre os senhores e Kyoshu-Sama. Na prática, é isso mesmo. Isso não é uma história fictícia. É dessa maneira que o donativo – bem, atualmente o donativo tem sido alvo de críticas na sociedade [Nota do Editor: na época em que recebemos estas Sagradas Palavras, o ato de fazer donativo às religiões estava sendo alvo de críticas na sociedade japonesa.] – o donativo é necessário para o avanço da Obra Divina e, além disso, também há outra espécie de donativo, não é mesmo? O que seria isso? Primeiramente, toda e qualquer matéria, incluindo o dinheiro, pertence a Deus, certo? Temos um emprego e recebemos um salário. Então, quem nos concedeu a capacidade para desenvolver esse trabalho, a capacidade para recebermos um salário? Podemos dizer que temos uma habilidade especial, que trabalhamos com isso ou com aquilo, ou que até trabalhamos em pé, mas quem é que nos concede a força para desenvolver esse trabalho? Essa força, a força que nos mantém vivos, é concedida por Deus. É graças à força de Deus que nós trabalhamos e ganhamos um salário. Ora, se a pessoa ficar doente, ela já não terá mais remuneração. O que acontece se ela for demitida é ficar sem receber remuneração, não é mesmo? Vejam o quanto Deus está nos abençoando de todas as maneiras e é por isso que, na verdade, o dinheiro chega à nossa mão. Em relação a isso, não existe na sociedade um lugar onde conseguimos expressar nosso sentimento através do dinheiro, existe? Ao país, isso se manifesta através dos impostos. Na sociedade, o valor de um objeto ou de um serviço é representado pelo dinheiro – é nesse sentido que trocamos objetos ou serviços pelo valor do dinheiro. Mas nós queremos expressar o nosso sentimento a Deus, não queremos? Além disso, embora eu diga que seja Deus, mesmo que os senhores façam ofertas monetárias em um santuário xintoísta, isso não faz sentido porque o Deus que nos mantém vivos não é esse. Aquele que nos utiliza é o Deus onisciente e onipotente. Quem nos utiliza é Aquele que possui toda a sabedoria e toda a força. É somente graças à existência Dele que conseguimos fazer com que o dinheiro chegue à nossa mão. Uma vez que Deus é o dono de tudo, na verdade, o que Ele está nos dizendo é o seguinte: “Tudo pertence a Mim”. Só que Deus nos vê com extrema generosidade e está nos dizendo que Ele não precisa de tudo, porque nós também precisamos nos manter. Porém, o sentimento que temos é a intenção de devolver tudo a Deus, e é com esse sentimento que fazemos o nosso donativo através da Igreja Mundial do Messias. Isso significa devolver, através de Kyoshu-Sama, para Meishu-Sama e, através de Meishu-Sama, para Deus. Esse nosso sentimento genuíno de dizer que “é graças ao Senhor, ó Deus, que tudo isso acontece”, é o sentimento que precisa ser recebido por Deus através do dinheiro. É por isso que, nesse sentido, independentemente de ser criticado pela sociedade, eu farei o donativo. Por quê? Porque é com a graça de Deus que eu estou vivo. Há pouco, falei para os senhores sobre regressarmos a Deus mesmo estando cobertos de lama. Pode ser do jeito que estamos agora, cobertos de lama, pois o momento é “agora”. “Pode ser do jeito que está agora, coberto de lama” significa, em suma, que não tem nada a ver com: “Eu estou professando a fé há décadas”, ou algo parecido com isso. Até mesmo as pessoas que ingressarem na fé hoje já podem ofertar as seguintes palavras, sem disfarçar o sentimento que possuem agora: “Ó Deus, esse sou eu. Estou coberto de lama, mas gostaria que o Senhor me aceitasse”. É apenas isso. Ou seja, é o “agora” – agora. Não é regressar a Deus só quando nos tornarmos uma pessoa magnífica, pois já podemos regressar agora. E Deus está nos dizendo o seguinte: “Se vocês regressarem, Eu os limparei”. A única coisa que nós precisamos é o nome Messias, assim como Meishu-Sama nos disse, não é? “Em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama e, também, é uno a Jesus, eu irei até o Senhor, ó Deus”: é apenas isso. É agora, senhores. É o eu do agora; o eu sem disfarces. E o que existe no local para onde regressamos é a “Glória do Senhor” – as mesmas palavras da caligrafia de Meishu-Sama colocada no hall de entrada da sede. A glória do Senhor já foi estabelecida dentro de cada um de nós. O local para onde podemos ir, mesmo estando cobertos de lama, já foi estabelecido dentro de cada um de nós. Está no passado: foi estabelecido. Portanto, isso é uma salvação extraordinária. Na sociedade, religiosamente falando, sempre foi focado em algo semelhante à moralidade, não é? Mas Meishu-Sama disse que complicar, dizendo “deve-se fazer isso ou aquilo”, não é mais necessário. Ele disse que basta somente reconhecermos Deus e sabermos que Deus é onisciente (Sermão de 27 de fevereiro de 1954). Uma vez que Deus é onisciente e vê tudo, então, Ele já sabe que estamos cobertos de lama! Meishu-Sama construiu o Solo Sagrado aqui na Terra para que, a qualquer custo, nós relembrássemos a glória do Senhor, o brilho glorioso que existe em nós. Ele construiu um Solo Sagrado aqui na Terra para que nós lembrássemos do Paraíso que existe dentro de nós, o local mais sagrado e precioso que existe. Bem, o que eu quero transmitir para os senhores hoje, dia 1º de novembro de 2022, é que neste dia, no dia 1º de novembro de 2022, sob o nome de Kyoshu-Sama, ou seja, sob o nome de Meishu-Sama e, também, sob o nome de Jesus, eu declaro, por este meio, o início da construção do Solo Sagrado da Igreja Mundial do Messias aqui na Terra. Obviamente, existem muitas coisas que nós precisamos planejar daqui para frente, mas hoje declaro o início da construção do nosso Solo Sagrado. Acho que cada um de nós, pelas suas próprias mãos, quer de alguma forma alegrar Meishu-Sama. Afinal, já não existe mais nenhum Solo Sagrado de Meishu-Sama aqui na Terra. Além do mais, por mais que muitas coisas venham a acontecer, estou convicto de que Meishu-Sama certamente nos guiará com muita força e que, indubitavelmente, ele preparou um futuro glorioso para nós. Portanto, desejo trilhar esse caminho com grande esperança, sob a liderança de Kyoshu-Sama, cada vez mais unido em um só coração com os senhores. Muito obrigado.