Versão em PDF: https://ourl.jp/aBwqF Boa tarde! A programação do culto de hoje está um pouco diferenciada, não é mesmo? Há pouco, escutamos o discurso de determinação da senhora Yoshinami – muito obrigado, senhora Yoshinami – e isso aconteceu porque, assim como escutamos na saudação do presidente Narii, a cada três anos ocorre a eleição dos membros da Diretoria Executiva e do Conselho Superior, e é por isso que estamos tendo uma programação como esta. Essa eleição dos membros da diretoria pode até parecer algo que é realizado por quem está em cargos administrativos, algo que não tem nenhuma relação conosco, membros da Igreja, mas não, não é isso. Por quê? É porque as pessoas que estão na Diretoria Executiva são aquelas que representam os membros. É isso, não é mesmo? Essas pessoas estão representando os senhores perante quem? Elas representam os senhores perante Kyoshu-Sama, não é mesmo? Cada um dos senhores está ligado a uma igreja. Nessas igrejas, obviamente, existe um responsável de igreja que serve a Kyoshu-Sama representando os senhores. Ao mesmo tempo, o responsável de igreja também é a pessoa que guia cada um de vocês, atuando como um representante de Kyoshu-Sama. Obviamente, o melhor seria Kyoshu-Sama e eu irmos diariamente a cada uma das igrejas em todo o Japão e no mundo inteiro, mas isso não é possível. Embora seja possível nos encontrarmos com os senhores em ocasiões como esta, quando são celebrados os cultos especiais, geralmente os senhores são guiados pelos responsáveis de igreja, que atuam representando Kyoshu-Sama, e, ao mesmo tempo, servem a Kyoshu-Sama como representantes de cada um dos senhores. Então, quem coordena os responsáveis de igreja é o responsável por uma área de difusão. Quem coordena os responsáveis por uma área de difusão é o responsável de região. Quem coordena os responsáveis de região são os diretores executivos. Quem coordena os diretores executivos é o presidente e o vice-presidente da Igreja, que apoia o presidente, e, por assim ser, os membros da Diretoria Executiva realmente servem a Kyoshu-Sama como representantes dos senhores. Ou seja, a mudança dos membros da Diretoria Executiva significa que houve uma mudança das pessoas que servem a Kyoshu-Sama como representantes dos senhores e, portanto, isso não significa que essa eleição não tenha nenhuma relação com os senhores, certo? Eu mesmo, por não conseguir me encontrar diretamente com cada um dos senhores, sempre que escuto os relatórios feitos pelo Presidente Mundial, tenho escutado com o pensamento de que todos os pensamentos e sentimentos dos membros estão imbuídos nesses relatórios. Além disso, também há ocasiões em que, caso queira transmitir algo aos senhores, transmito o meu sentimento através do Presidente Mundial. Ademais, frequentemente os senhores escutam falar a respeito da Diretoria Executiva, mas raramente os senhores ouvem algo relacionado ao Conselho Superior, não é mesmo? Nesta ocasião, todo o Conselho Superior passou a ser composto por mulheres, mas esse órgão organizacional não serve apenas como uma espécie de enfeite. Não pensem apenas: “Nossa! Que bom! Todos os membros do Conselho Superior são mulheres”, achando que não há sentido nenhum nisso. Pelo contrário, as pessoas que compõem o Conselho Superior conseguem destituir o presidente e os membros da Diretoria Executiva. Se os membros do Conselho Superior sentirem estranheza na conduta dos diretores executivos, incluindo a conduta do presidente, eles podem destituí-los por vontade própria. O contrário não pode ser feito. Mesmo que essa seja a vontade deles, os diretores executivos não conseguem destituir os membros do Conselho Superior. Portanto, dependendo do ângulo de visão, não é um exagero dizer que o Conselho Superior possui mais poderes. Presidente Mundial, o senhor está em apuros [risos]. Nesse sentido, as pessoas que até hoje haviam assumido a grande responsabilidade de atuar como membros do Conselho Superior durante os últimos três anos – agora, a Igreja está em uma situação estável e nada de especial aconteceu – desempenharam um papel muito grande durante esse período de três anos, algo pelo qual sinto gratidão. Temos falado a respeito do “nascer de novo”, certo? Independentemente de compreender ou não o sentido disso, de qualquer forma, temos falado a respeito do nascer de novo. Pensemos a respeito do nascer de novo. Bem, naturalmente, um bebê não nasce sem a união entre o homem e a mulher. Assim sendo, uma vez que a Diretoria Executiva é toda composta por homens, temos uma Diretoria Executiva masculina e um Conselho Superior feminino. Obviamente, existe uma espécie de tensão entre ambos, mas esses órgãos cooperarão um com o outro: homens e mulheres se tornarão um só corpo organizacional e avançarão. É assim que precisa ser. Queremos concretizar o nascer de novo como filhos de Deus e nós também estamos tentando propagar isso para o mundo inteiro. Portanto, o fato de essa estrutura organizacional ter sido criada – obviamente, esse formato com as mulheres atuando na linha de frente é mais adequado ao século XXI – significa que, ao mesmo tempo, essa estrutura organizacional representa um modelo da união entre homens e mulheres em uma só estrutura, que uniram forças para seguir em frente. Por assim ser, acredito que isso será uma grande força para todos nós – para a nossa fé – para todos nós que trilhamos o caminho rumo ao nascer de novo. Portanto, em vez de achar que a eleição dos membros da Diretoria Executiva e do Conselho Superior seja algo realizado por quem está em cargos administrativos, e que isso é algo que não tem nenhuma relação com os senhores, considerem que isso é realmente um novo ponto de partida. Para nós, trata-se de uma oportunidade para darmos uma grande e nova partida rumo a um salto à frente e, nesse sentido, tenho a sensação muito forte de que o Culto do Outono realizado hoje tem um profundo significado. Deixem-me mudar de assunto. Existe algo que eu gostaria de transmitir aos senhores hoje. Isto é: existe este mundo humano – esse mundo físico, a sociedade. Existe esse mundo humano e, por outro lado, existe o mundo da fé no qual acreditamos em Deus. Atualmente, existe uma “fenda” entre estes dois mundos e a impressão que temos é que essa fenda dificilmente será fechada. No mundo da fé, as pessoas avançam enquanto dizem: “Eu acredito em Deus”. No mundo humano, as pessoas dizem que “Deus não é necessário”, que “através da força e do esforço humanos, faremos com que, passo a passo, esse mundo seja um lugar melhor” ou que “vamos cooperar uns com os outros com afinco e, pouco a pouco, tornar esse mundo num lugar melhor”. Bem, é óbvio que o empenho humano é algo importante. Mas é dessa maneira que existe uma “fenda” entre o mundo humano e o mundo da fé. No Japão, em particular, vai além de uma fenda, pois as religiões são alvos de rejeições que, em certos casos, chegam a ser uma espécie de discriminação. A impressão que temos é a de que já não há mais como fechar essa fenda entre o mundo humano e o mundo da fé. Contudo, isso não significa que toda e qualquer coisa é permitida na sociedade só por não acreditar em Deus. Existe aquilo que é chamado de uma espécie de normas morais, ou seja, regras, e as pessoas vivem dentro delas. Não se deve mentir; seja honesto; cumpra com suas promessas; respeite seus pais; seja útil ao próximo; pratique o bem. É um mundo como este, certo? Tudo isso é considerado como normas morais da sociedade. Mas não que isso seja irrelevante para nós, que somos pessoas de fé, pois, quando éramos crianças, essa maneira de pensar foi “introduzida” em nós em inúmeros lugares e situações, como, por exemplo, através de nossos pais ou através das escolas onde estudamos. Isso passou a fazer parte de nós. As escolas e outras instituições até lançam slogans como “Sejamos pessoas que são úteis ao próximo”, mas parece ser difícil elas se familiarizarem ao slogan “Voltemos nosso coração a Deus”, não é? Isso mostra o quanto é extremamente intensa a existência de normas morais na sociedade, não é? E as pessoas, inclusive nós, que somos pessoas de fé, vivem dentro delas. Bem, não acho que haja alguém que diga: “Eu jamais quebrei uma única norma sequer durante a minha vida toda”. Acho que não exista uma só pessoa que nunca mentiu, que não tenha feito outra coisa a não ser respeitar seus pais, que nunca tenha desrespeitado seus pais ou que só tenha pensado nos outros e nunca pensou em si. Por outro lado, também não existem pessoas que tenham feito o oposto a isso. Ou seja, acho que não existem pessoas que só tenham mentido, embora esse assunto soe um pouco estranho. De fato, a maioria das pessoas, praticamente todas, vive em meio a essa situação, não é? Muitas pessoas vivem pensando: “Acabei quebrando uma promessa importante no passado e, portanto, quero me empenhar para não quebrar mais promessas no futuro”, ou “No passado, sem querer eu acabei falando de uma forma fria com o meu pai. Pensei que passaria a ter mais respeito pelo meu pai, mas, enquanto pensava nisso, meu pai acabou falecendo e restou o remorso de não ter prestado o devido respeito a ele” ou “Estou arrependido por ter magoado alguém no passado, mas quero fazer alguma coisa para melhorar minha conduta”. Todos nós vivemos dessa maneira, e morremos carregando esses sentimentos conosco. Além disso, nós temos a convicção de que a vida é assim! Viemos vivendo durante décadas sentindo alegrias e tristezas ou saboreando momentos amargos e doces. E assim a nossa vida termina. Nós estamos convictos de que a vida é assim mesmo. Estamos convictos disso. E, em linhas gerais, nós mesmos vivemos com esse pensamento. É em um mundo como esse que nós vivemos. Mas a verdade é que esse estilo de vida chegou a um beco sem saída. Afinal, estabelecemos metas que não conseguimos cumprir. Pensamos que a vida é assim e que o sabor da vida consiste nisto ou naquilo, mas, na verdade, estamos em um beco sem saída. Existe uma espécie de regra e nós tentamos cumpri-la, mas não conseguimos cumprir essa regra perfeitamente. Mesmo assim, consideramos que precisamos cumpri-la, e isso mostra que, na verdade, estamos em um beco sem saída. O mundo inteiro, toda a humanidade, realmente está em um beco sem saída. Então, por que essas normas foram introduzidas em nós desde quando éramos crianças? A nós foi imposto algo que não conseguiríamos cumprir durante toda a vida, e será que nossa vida terminará dessa maneira? Não, não é isso, pois essas normas foram introduzidas em nós e, em meio a essas circunstâncias, batalhamos com nós mesmos dizendo coisas como “eu não deveria ter mentido naquele momento”, “acabei quebrando uma promessa com aquela pessoa...” ou “não consegui prestar o devido respeito aos meus pais”. Ou seja, estamos em um beco sem saída. Na verdade, isso acontece para que tenhamos a seguinte percepção nesses momentos: “Ah! Todas essas normas existem porque tudo isso importa para Deus!” Não se deve mentir: para quem realmente não se deve mentir? É necessário cumprir com o que foi prometido: para quem foram feitas as promessas que devem ser cumpridas? Respeito aos pais: para quem realmente devemos prestar o devido respeito? Viver por alguém: para quem realmente devemos viver? Como estamos encurralados, devido às normas mundanas, isso significa que, na verdade, Deus está nos fazendo essas perguntas. O que Deus deseja de nós, quando estamos encurralados, é o seguinte: “Filhos, será que vocês não conseguem se lembrar de Mim?” O que Deus deseja de nós é o seguinte: “Não mintam para Mim. Cumpram a promessa que vocês fizeram para Mim. Reconheçam-Me como o seu Pai, e tenhamos um relacionamento entre Pai e filho. Pensem em Mim, pois Eu estou pensando em vocês”. Na verdade, é para fazer com que percebamos isso. Deus faz com que nós escutemos essas normas do mundo, repetidas e repetidas vezes até não aguentarmos mais, desde a nossa infância até o momento da nossa morte. É como se estivéssemos sempre escutando: “Vocês não podem fazer isso, não!” ou “Não, não façam isso!” Tudo, na verdade, faz parte do nosso relacionamento com Deus. Isso apenas não se manifesta em palavras dessa maneira. Mas, embora isso seja dito, pensamos: “Então, o que significa não mentir a Deus?”, não é mesmo? Em poucas palavras, isso significa que Deus está nos dizendo o seguinte: “Apresente-se perante Mim sem disfarces. Mostre-Me o seu eu honesto”. Isso porque nós tentamos mostrar o melhor de nós mesmos, certo? Queremos mostrar que temos fé, que acreditamos em Deus e que conseguimos tomar uma decisão. Mas se Ele nos disser que é para mostrar o “seu sentimento, sem disfarces”, a imagem que nos vem à mente é algo dramático, e achamos que isso é difícil para nós. Estou errado? No entanto, agir sem disfarces não é nada de mais, pois significa expressar sentimentos como “dificilmente consigo tomar minha decisão”, “que magnífico aquela pessoa ter tomado sua decisão” ou “mesmo que seja dito que tudo pertence a Deus, eu não consigo pensar de maneira alguma que tudo pertence a Ele”. Embora isso consista em agir sem disfarces, temos pensamentos como “uma vez que não consigo pensar que tudo pertence a Deus, não consigo entregar” ou “não sou honesto por não pensar que tudo pertence a Deus”. É por termos essa convicção que dificilmente conseguimos seguir em frente. Mas, na verdade, não existe ninguém que consiga pensar assim de imediato. É por isso que Deus está nos dizendo: “Bem, não é tão fácil pensar assim, não é? Portanto, venha até Mim sem disfarces. Traga até Mim esses sentimentos confusos, mesmo que sejam sentimentos imprecisos, trazendo-os do jeito que eles se manifestam”. Se assim o fizermos, talvez Deus nos diga: “Ah! Que bom!” E possivelmente Ele nos concederá a graça de eliminar essa situação imprecisa. Só que nós agarramos com força esses sentimentos imprecisos, não é? [Masaaki-Sama pegou a toalha de mão umedecida que havia sido colocada no púlpito e, enquanto a segurava com força, disse] Agarramos com força. É por isso que nós ficamos estagnados no mesmo lugar. Acabamos ficando parados, achando o seguinte: “Aquela pessoa é magnífica. Eu não consigo tomar uma decisão, não consigo pensar que tudo pertence a Deus e, por isso, não consigo entregar”. Nós mesmos, consideramos que esse “sem disfarce” é algo realmente precioso em nós, não é? Com isso, ficamos estagnados nessa situação. Mesmo em relação à promessa feita a Deus, talvez algumas pessoas digam: “Bem, eu não me lembro de ter feito alguma promessa a Deus”. Mas, na verdade, nós fizemos uma promessa. Pode até ser que tenhamos esquecido, mas, na verdade, nós fizemos, pois estamos falando de uma relação entre o Pai e os Seus filhos. Deus realmente nos disse: “Eu o enviarei à Terra, mas regresse até Mim trazendo tudo consigo”. Naquele momento, nós respondemos a Deus dizendo: “Sim, entendido”, firmamos essa promessa com Ele e saímos do Paraíso. Senhores, isso realmente não é uma história fictícia. Existe aquilo que é chamado de respeito aos pais, mas o nosso verdadeiro Pai definitivamente é Deus. Ou seja, caso o nosso desejo seja prestar o devido respeito aos pais biológicos, não conseguiremos iniciar isso sem, pelo menos, reconhecer que Deus é o Pai. Mesmo em relação ao viver por alguém, na verdade, precisamos viver para Deus. Mesmo dizendo que estamos fazendo algo pelo mundo, se excluirmos esse “para Deus”, talvez Deus nos diga: “Você não está fazendo isso apenas para engrandecer suas próprias virtudes?” Isso seria o fim! Mesmo dizendo que praticamos o bem, no mundo é dito para se fazer uma coisa boa por dia, certo? No entanto, acerca do que vem a ser uma coisa boa para Deus, a melhor coisa que existe para Deus é nós regressarmos até Ele e chamá-Lo de Pai. Por quê? É porque Deus é o nosso verdadeiro Pai. Por mais que façamos uma coisa boa por dia apenas no mundo humano, se excluirmos o regresso ao Pai, na verdade, as nossas ações serão em vão. Para começar, sem a força de Deus, não somos capazes de fazer nenhuma boa ação. Se nós errarmos essa ordem para com Deus, toda e qualquer ação que fizermos será em vão. Os senhores compreendem de alguma forma o que eu estou dizendo agora, certo? Então, os senhores podem dizer: “Ah! É mesmo! Tudo o que existe no mundo realmente pertence a Deus”, e, com isso, pensam a respeito de como viverão de agora em diante e, acerca de prestar o devido respeito ao verdadeiro Pai, a Deus, vocês dizem que viveram até hoje pelo ser humano, mas que, de agora em diante, viverão para Deus. Mas será que tudo correria bem dessa maneira? Não. Pode acontecer de Deus nos dizer: “Esperem um pouco!” Por que Ele diria isso? É porque o que Deus está nos dizendo é o seguinte: “Vocês não mentiram para Mim até hoje? Vocês não quebraram a sua promessa? Vocês se afastaram de Mim, mesmo dizendo que regressariam um dia, e caminharam sempre por conta própria, não caminharam? Foram vocês que se esqueceram de Mim, ou melhor, que sempre pensaram que era melhor Eu não existir, não pensaram? Vocês não vieram até hoje achando que a Minha existência era inconveniente?” Então, existe aqui uma “sujeira”, um pecado, certo? Um pecado. Deus está nos dizendo: “Vocês pecaram, não pecaram? O que vocês farão com isso?” Ainda nos resta isso. O que Deus está nos dizendo é o seguinte: “Vocês dizem: ‘Vou me esforçar de agora em diante para viver para Deus. Quero fazer coisas boas daqui para frente’. Tudo bem em relação a isso, mas o que vocês farão com essa sujeira? Suas vestes estão sujas. Vocês não conseguem vir até Mim do jeito que estão”. O pecado, certo? Então, o que precisa ser feito de nossa parte? Basta pensar um pouco para notarmos que dificilmente conseguimos considerar a nossa própria vida como sendo uma vida pura e maravilhosa, não é? Houve inúmeras coisas inevitáveis que cometemos em nossa vida: algumas questões se tornaram intensas e ocorreram coisas que sequer imaginávamos, e dissemos coisas que não deveriam ser ditas ou fizemos coisas que não deveriam ser feitas. Todos vivenciaram situações como essas, certo? Cada um de nós carrega isso consigo. Essas coisas são irreversíveis, não são? O que nós vamos fazer? Deus está nos dizendo que, primeiro, precisamos limpar todos esses pecados. “Limpe isso primeiro”: esse é o primeiro passo a ser dado. Quem surge nesse momento é o Senhor da Redenção, certo? O Senhor da Expiação dos pecados; o Redentor. Até mesmo Meishu-Sama reconhece a existência do Senhor da Redenção: aquele que expia os pecados. Então, como foi que Deus expiou os nossos pecados? Como é do conhecimento de todos, Ele colocou Jesus Cristo na cruz, fez com que Jesus derramasse o seu sangue e, com isso, expiou os pecados da humanidade. Eis quem é o Senhor da Redenção: é Jesus Cristo. Jesus, o Redentor. Assim sendo, primeiro temos que aceitar que Jesus é o Senhor da Redenção, aceitar a crucificação de Jesus e aceitar o sangue de Jesus Cristo. Sem aceitar isso, não há como dar o segundo passo. Por quê? É porque ainda estamos sujos. Até hoje, nós vivemos para o ser humano, mas, de agora em diante, viveremos para Deus. Será que conseguimos agir imediatamente assim, ou não? Não, não conseguimos. Afinal, ainda nos resta algo, ou seja, primeiro, temos que passar por uma limpeza, lavar nossas roupas que estão sujas. Deus está nos dizendo o seguinte: “Eu preparei Jesus e o seu sangue para fazer com que vocês se tornem limpos e puros. Portanto, aceitem isso. Vamos, a partir disso, dar um novo início?” Assim sendo, é difícil cumprir as normas deste mundo, e estamos em um beco sem saída. Nesses momentos em que nos sentimos encurralados, pensamos: “Então, de agora em diante, farei algo para Deus”. Mas o que acontece nessas ocasiões é nos depararmos com o “eu que não consegue fazer algo para Deus” ou com o “eu que não conseguiu agir assim”. É nesses momentos que devemos aceitar Jesus Cristo e dar uma nova partida. Bem, em relação a isso, o que eu disse aos senhores agora foi o exemplo de não mentir, mas, na verdade, isso tem relação com tudo. Toda e qualquer situação que existe nesse mundo humano tem relação com Deus. Tivemos a performance em piano antes do culto de hoje, certo? Talvez os senhores não esperassem que fosse tocada a música Eu só me importo com você, por Teresa Teng. [Masaaki-Sama começa a cantar alguns trechos:] Por isso eu te peço, coloque-me ao seu lado [aplausos]. [Masaaki-Sama continua cantando:] Agora é só você quem eu amo... A letra é essa, certo? [aplausos] Desculpem-me, pois parece que eu estou forçando os senhores a me aplaudirem [risos]. Vejam este trecho: “Agora é só você quem eu amo”. Bem, é obvio que esta é uma música romântica, mas, na verdade, existe a maneira de ver essa letra substituindo “você” por “Deus”. Hoje de manhã, no quarto do hotel, por estar ciente de que a música para a performance em piano antes do culto seria esta, eu pesquisei a sua letra e, ao lê-la, eu pensei: “Nossa! Que letra romântica!” Quando percebi, estava anotando a letra da música [risos]. Acho que muitas pessoas conhecem a letra dessa música, mas a primeira estrofe começa da seguinte maneira: O que eu teria feito se eu não tivesse encontrado você? O que teríamos feito se não tivéssemos encontrado Deus? Teria uma vida monótona e amaria alguém. Estaria eu tendo uma vida comum? Poderíamos ter uma vida comum aqui no mundo humano e terminar nossa vida sem termos conhecido o amor de Deus. A seguir, é cantado: Deixo meu corpo à mercê do tempo, deixando-me ser tingido pela sua cor. De quem é a cor com a qual devemos ser tingidos? Na verdade, é a cor de Deus, certo? Ou seja, significa querer sermos tingidos pela cor de Deus. A vida é uma só, e até mesmo isso, não me importo de jogar fora. Isso é por Deus, viu! Ou seja, não se importar de jogar a própria vida fora por Deus. Então, a letra segue da seguinte maneira: Por isso eu lhe peço, coloque-me ao seu lado. Agora, é só você quem eu amo. Pouco depois, é cantado: Só porque eu me aproximei do teu peito, fiquei mais bela e sinto que a vida não me importa mais. Em outras palavras, a mensagem que essa letra quer passar é a de ter encontrado a pessoa da sua vida, sentir o coração bater mais forte e, com isso, ter se tornado uma pessoa mais bela. Mas, na verdade, nós sentimos o coração bater mais forte e nos tornamos uma pessoa mais bela por termos encontrado Deus. Nós não tínhamos mais jeito, estávamos completamente manchados – talvez dizer que estávamos completamente manchados não seja a melhor forma de se expressar [risos], mesmo porque, talvez ainda haja pessoas que não tenham nenhuma mancha [risos] – e envelhecíamos mais e mais. Há muitas coisas que acontecem ao envelhecer, certo? Mas, na verdade, diante de Deus, cada um de nós possui um corpo e rosto sem manchas e de brilho radiante. Da mesma maneira que quando conhecemos alguém no Mundo Material e o nosso coração bate tão rápido que a nossa pele fica mais bela e hidratada, se conseguirmos pensar: “Ah! Eu encontrei Deus e Ele fez com que eu me tornasse uma pessoa realmente bela”, e aceitar o corpo de brilho radiante que existe no Paraíso, isso talvez resulte no sumiço das manchas que existem em nosso rosto neste mundo. Bem, realmente isso pode acontecer. Na verdade, eu não estou citando a cantora Teresa Teng para ficar falando alguma bobagem ou algo sem sentido para os senhores. Meishu-Sama também compôs o seguinte salmo: “No passado, / Eu amei alguém com toda a minha vida. / Agora, / Conheço um amor que supera muito o anterior.” Meishu-Sama amou alguém com toda a sua vida no passado. No entanto, ele conheceu um amor que supera muito esse amor. É isso o que Meishu-Sama está nos dizendo. Bem, que amor seria esse? Ele diz o que seria esse amor no seguinte salmo: “Somente quando você tiver um coração apaixonado / Para amar alguém, / Poderá amar Deus, / Sacrificando até mesmo sua vida.” É um pouco parecido com a letra da música Eu só me importo com você, não é? Teresa Teng cantou: “Sinto que a vida não me importa mais”. Meishu-Sama escreveu: “Poderá amar Deus, sacrificando até mesmo sua vida”. Esse é o sentimento de Meishu-Sama para com Deus. Outro salmo: “O amor supremo / É apaixonar-se pelo verdadeiro Deus.” Este salmo expressa a ideia de que muitas pessoas amam aqui na Terra, mas o amor supremo é aquele que consiste em apaixonar-se por Deus. Mais um salmo: “Descartei o amor instável, mundano e terreno. / Agora, / Eu só amo a Deus, e somente a Ele, / Com toda a minha vida.” Meishu-Sama diz que descartou o amor mundano e, agora, ele ama somente a Deus. Isso não significa que as senhoras podem pensar: “Ah! Então Meishu-Sama era assim?”, e dizer ao seu marido: “Querido, eu já te descartei...” [risos]. Em todos os casos, Meishu-Sama estava apaixonado por Deus. Meishu-Sama sentia um amor mundano, pois ele disse que se tratava de amar “com toda a minha vida”. Contudo, foi através desse amor que ele conheceu um amor que transpassa o amor mundano. E vejam só que surpresa: Meishu-Sama concretizou essa paixão, certo? Ele concretizou a paixão que sentia por Deus. Por que eu digo isso? É porque em seu último ano de vida terrena ele nasceu de novo como o Messias, não nasceu? Ele teve uma grande paixão por Deus e, por fim, tornou-se um só com Ele. Com isso, Meishu-Sama nasceu de novo, não nasceu? É por isso que Meishu-Sama concretizou a paixão que ele sentia por Deus. No entanto, não foi por ter nascido de novo que, de uma hora para outra, Meishu-Sama trouxe consigo um bebê recém-nascido ou ficou subitamente tão pequeno quanto um bebê recém-nascido, certo? Ou seja, o nascer de novo é algo que aconteceu dentro de Meishu-Sama, que aconteceu no seu interior. Como eu lhes disse no começo das minhas palavras de hoje, um bebê não nasce sem a união entre o homem e a mulher. Assim sendo, o que aconteceu foi que Meishu-Sama encontrou Deus, que é a alma feminina que existia dentro dele, tornou-se um só com essa alma e nasceu de novo. Aqui na Terra, Meishu-Sama foi um homem e, portanto, ele era a representação de uma alma masculina. Meishu-Sama usa a expressão guenkon para se referir à alma que se encontra aqui na Terra. Existe o guenkon e o yuukon. A alma que vem ao Mundo Material é o guenkon, enquanto a alma que permanece no Mundo Espiritual é o yuukon, certo? É dessa maneira que nós, cada um de nós, possuímos duas almas para que possamos nascer de novo. Esse assunto é realmente o mistério mais profundo dos mistérios de Deus. Já que os salmos de Meishu-Sama que citei há pouco são salmos de amor, Meishu-Sama está expressando o amor pelo sexo oposto, não é? Afinal, ele diz que, “agora, conheço um amor que supera e muito o anterior”. Ou seja, trata-se do sentimento que Meishu-Sama tinha pelo sexo oposto. Assim sendo, existia dentro de Meishu-Sama uma alma feminina, Meishu-Sama se apaixonou por ela e, por ter se tornado um só com essa alma, ele nasceu de novo. Não há como negar isso. Portanto, se a pessoa for um homem aqui na Terra, existe em seu interior uma alma feminina. Se a pessoa for uma mulher aqui na Terra, ela possui em seu interior uma alma masculina. Ora, aqui na Terra, dizemos que as pessoas se casam ou não se casam, não dizemos? Dizemos que determinada pessoa se casou porque encontrou a pessoa com quem estava destinada a se casar, não é mesmo? Se isso for uma grandiosa bênção, será que os solteiros vão viver o resto de suas vidas como se lhes estivesse faltando algo? Não, não é isso, não é mesmo? Embora Deus tenha enviado o ser humano à Terra, Ele nunca faria com que sentíssemos algo como: “Está faltando algo em mim”, faria? É óbvio que ter se casado segundo os desígnios de Deus é uma coisa boa. No entanto, mesmo que não nos casemos, a existência pela qual sentimos uma admiração insaciável, assim como sentimos admiração por uma linda pérola, é o ser que está à nossa espera dentro de nós. Ora, aflora em nós o sentimento de querer amar uma pessoa do sexo oposto, não aflora? Por que Deus faz com que esse sentimento aflore dentro de nós? É porque essa alma, o nosso oposto, existe dentro de nós, está aguardando por nós, dizendo que quer se tornar uma só conosco. Meishu-Sama é o ser que consumou essa grandiosa paixão. Isto é a verdadeira paixão: a paixão que sentimos por Deus. É por isso que, na verdade, nós também precisamos nos apaixonar dessa maneira, porque o que nós estamos objetivando é nascer de novo. Obviamente, como eu disse há pouco, na prática vocês precisam tratar seu cônjuge com importância. Os senhores não devem dizer algo como: “Uma vez que existe dentro de mim, não me preocupo mais com você” [risos]. Não é isso, certo? Através da recente eleição da Diretoria Executiva e do Conselho Superior formou-se um grupo formado por homens e outro formado por mulheres. A Diretoria Executiva é formada por homens e o Conselho Superior é formado por mulheres. Isso se manifestou de uma forma simbólica, mas como nós devemos aceitar isso? Se uma determinada pessoa for um homem aqui na Terra, existe em seu interior uma alma feminina. Se uma determinada pessoa é uma mulher aqui na Terra, existe em seu interior uma alma masculina. Assim sendo, isso significa que Deus está nos apressando, como que nos dizendo: “Tornem-se um só com essa alma e nasçam de novo. Concretizem essa paixão”. Se assim o fizermos, uma força aflorará! Afinal, até hoje vivíamos pela metade, apenas cinquenta por cento. “Eu sou um homem”; “Eu sou uma mulher”: era dizer isso e ponto final, não era? Mas, na verdade, tudo o que buscávamos e buscávamos já existe dentro de nós. Em nosso interior existe tudo. Seja a alegria, seja a força, seja a esperança, tudo isso existe em nós. Também existe em nós a força para rejuvenescer. Afinal, se nascermos de novo, essa nova vida será a vida eterna, não é? É um corpo diferente, que já não é mais o mesmo corpo que, conforme chega aos 50, 60 ou 70 anos de idade, fica todo acabado [risos]. O fato de a Diretoria Executiva e o Conselho Superior serem formados por homens e mulheres é algo que, acredito eu, está nos mostrando que Deus deseja fazer com que cada um de nós perceba o que eu estou transmitindo aos senhores hoje. Se as duas almas dentro dos senhores – a masculina e a feminina – se unirem e forem perante Deus, e se Ele disser: “Tudo bem”, então vocês serão filhos de Deus. É o mesmo que dizer: “Eu nasci de novo”. O mistério dos mistérios de Meishu-Sama pode ser concretizado dentro de cada um dos senhores nesse momento. Aparentemente, os senhores podem achar que talvez seja impossível alcançar isso, mas Meishu-Sama é o nosso modelo e, portanto, isso é possível. Meishu-Sama nos mostrou o modelo a ser seguido e, por isso, nós também somos capazes de fazer isso. Hoje é um dia jubiloso – sim, a eleição dos diretores executivos é motivo de júbilo, pois Deus está nos dizendo que podemos dar um novo começo – e que a partir deste dia jubiloso nós sejamos mais rejuvenescidos, mais fortes, mais jovens, mais cheios de vida e mais repletos de um brilho ainda mais intenso. E, liderados por Kyoshu-Sama, trilhemos nosso caminho e foquemos unicamente em Meishu-Sama! Muito obrigado.