Versão em PDF: https://ourl.jp/IhgA2António Casimiro Sambo (43 anos, masculino, Diretor da Região Leste) Nas suas Sagradas Palavras "A voz de Deus", de novembro de 2020, na página 4, o senhor disse: "Mesmo aqueles que desta vez condenaram e negaram Kyoshu-Sama, ou aqueles que agora acreditam em outras religiões ou aqueles que não acreditam em Deus – todos vão aceitar esse evangelho que nós estamos a conhecer agora”. Que método a Igreja pode seguir para levar essa verdade para os países extremamente radicais, como os do Oriente Médio? Masaaki-Sama: Antes de responder à sua pergunta, eu quero falar um pouco. Bom, Mami e eu queremos muito agradecer a todos vocês pela recepção tão calorosa que nós estamos recebendo. Ontem à noite eu estava conversando com a minha esposa, e o que nós estamos sentindo é algo realmente indescritível. Essa felicidade é muito difícil de explicar. Na aparência, nós, japoneses, e vocês, angolanos, africanos, parece que não temos muitas coisas parecidas, mas, por causa de Meishu-Sama, nós temos essa permissão de nos comunicar e trocar nossos sentimentos de forma tão alegre. Isso é algo realmente inexplicável. Ontem, eu gostei muito do momento quando eu dancei [aplausos]. Ontem, aquele momento me marcou bastante como eu, graças a vocês, pude ter aquela oportunidade de mergulhar na cultura africana. E eu estava dizendo para Mami, várias vezes, que foi muito bom, um momento empolgante. Todas essas coisas estão acontecendo por causa de vocês. Quando eu visitei no ano passado, eu não achava que esse tipo de purificação iria surgir. Na verdade, eu queria adiantar um pouco e responder essa quinta pergunta. A quinta pergunta é: “Gostaria de entender quais serão as verdadeiras causas das várias separações ou divisões na Igreja Mundial do Messias?” Vou me adiantar e responder essa pergunta agora. Bom, ontem eu disse para o presidente e outros com quem eu almocei juntos, mas, desta vez, nós não tínhamos esse plano de visitar a África novamente este ano. Antes do surgimento da purificação ou antes de eu ter ouvido o que está acontecendo em Angola, não pensei que eu iria visitar Angola. Quando eu obtive a informação sobre essa purificação, no começo, eu achei que o Japão – Kyoshu-Sama, eu e o Japão – precisava mediar e assumir a posição de intermediar os dois lados. Essa foi a minha primeira intuição, e nós avançamos com essa direção. Mas nós vimos que essa direção não estava dando resultado e, na verdade, estava gerando mais confusão, porque, como o Japão aceitava os dois lados, parecia que cada lado pensou que o lado dele tem o apoio do Japão. Então, eu achei que os ataques ficaram mais intensos, e visando o futuro dos membros e da Igreja em Angola, Kyoshu-Sama e eu pensamos que nós precisávamos tomar a decisão. Em vez de assumir essa posição de intermediar, nós achamos que nós precisávamos tomar a decisão firme, e nós pensamos que, Kyoshu-Sama mostrando uma atitude firme era a nossa única opção para acabar com esta purificação. Caso não, esta purificação vai continuar, vai durar por muito tempo. Como eu falei ontem, os japoneses têm muito respeito, muita admiração pela fé que vocês têm. E nós pensamos que, se a purificação em Angola continuar – bom, é claro que isso vai afetar de forma negativa os membros angolanos, mas não só membros angolanos – isso vai afetar de forma negativa os membros japoneses, os membros brasileiros, e os membros de todo o mundo, na verdade. Então, nós pensamos que essa purificação em Angola é algo muito grande. Nós sabíamos que nós precisávamos tomar uma decisão rapidamente. Caso não, talvez essa alegria dos membros do mundo inteiro, de ter nascido o Solo Sagrado da Terra em Angola, ia ser afetada de forma muito negativa. E, com esse pensamento, visamos o futuro, não só o futuro da Igreja em Angola, mas o futuro da nossa Igreja no mundo inteiro. Bom, nós demos o nosso respeito máximo para o então presidente Afonso, mas, ainda assim, nós decidimos que nós queremos apoiar o presidente Cabuço 100%. Nosso desejo foi que, com isso, o outro lado também aceitasse essa decisão do Japão. Mas ainda assim, foi muito difícil para eles aceitarem essa decisão, mas nós também tivemos a aprovação de Kyoshu-Sama – a aprovação de Kyoshu-Sama ao presidente Cabuço. E, para mim, esse ato de aprovação é algo decisivo: a decisão final de Deus. Porque se Kyoshu-Sama aprovar uma pessoa, isso significa que Meishu-Sama aprovou uma pessoa. Ou seja, Deus aprovou o presidente Cabuço. Então, aceitar o presidente Cabuço ou não: isso é, na verdade, exatamente a mesma coisa que aceitar Meishu-Sama ou não, aceitar Deus ou não. E, aqui, a pergunta é: quais serão as verdadeiras causas das várias separações ou divisões na Igreja, não é? Na verdade, a causa é única – única. É só uma. Na verdade, na Bíblia – nós usamos esse trecho no Culto às Almas dos Antepassados no Japão, no começo deste mês, mas temos Mateus, não é? Mateus, capítulo 5, versículos 33 a 37. Nele está escrito: Eu, porém, vos digo que, de maneira nenhuma, jureis nem pelo céu, porque é o trono de Deus, nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei, nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna. Ou seja, qualquer coisa além disso vem do mal, não é? Então, nossa resposta a Deus sempre precisa ser ou “sim”, ou “não”. Na verdade, é muito interessante, não é? Deus está nos permitindo dizer “não”. É muito interessante, eu acho. Nós achamos que a nossa resposta “não” é algo maligno, mas Deus está dizendo: “Vocês podem dizer ‘não’”. É muito interessante quando você pensa nisso. Mas se você diz alguma coisa além de, ou “sim”, ou “não”, isso é algo ruim. Isso, Deus não aceita. E, agora, o outro lado – o “Grupo Afonso”, como eu digo – até hoje, a atitude não é “sim” ou “não”, mas utilizando Kyoshu-Sama ou eu de forma ambígua, vamos dizer assim, e não está dizendo “não” para Kyoshu-Sama. Eles estão dizendo “sim” para Kyoshu-Sama, mas “não” para o presidente Cabuço. Isso, na minha mente, é algo inaceitável. Ou seja, Deus não aceita este tipo de atitude. Isso vem do mal. É melhor para eles dizerem “não”. Isso vai agradar a Deus, dizendo “não”. Para Deus, isso é melhor. Então, ontem no almoço, eu disse para o presidente e os diretores que, no culto, eu dei o Juízo Final para o Grupo Afonso. Ou seja, o que eu quis dizer foi: com a minha fala de ontem, eu disse de forma clara que, caso eles não aceitem o presidente Cabuço, isso significa que eles estão contra Kyoshu-Sama, Meishu-Sama e Deus. Ou seja, eu estou incentivando o Grupo Afonso a dizer “não”; negar Kyoshu-Sama completamente. Mas eles ficam no meio-termo, onde é muito agradável para o ser humano. Ficar no meio-termo, em vez de tomar a decisão de dizer “sim” ou “não”. Ficar no meio-termo é muito fácil para nós, seres humanos. Mas quando você diz claramente “não”, isso é muito melhor do que ficar preso em um meio-termo. Claro, se nós respondermos com um “sim”, isso é a melhor resposta, não é? Dizer “sim” para Deus. Essa é a primeira opção, a escolha mais nobre. Mas a segunda opção é “não”, e “não” não é algo negativo porque, se você claramente declara: “Não, eu não aceito Kyoshu-Sama, eu não aceito Meishu-Sama, eu não aceito Deus”, o que espera é o arrependimento, e nós não queremos nos arrepender, não é? O arrependimento é algo muito bom, mas o arrependimento não vai acontecer a menos que você dê a resposta “não”. Para evitar ter o arrependimento, nós não queremos dizer “não”, porque nós pensamos que nos sentimos muito vulneráveis. Mas o arrependimento é o que Meishu-Sama quis de nós. Meishu-Sama diz que nós precisamos nos arrepender e, se você não rejeita Deus e não passa essa experiência de claramente rejeitar Deus, como você vai se arrepender? É difícil. Você precisa negar, pelo menos uma vez, Deus. Dizer para Deus: “Não”. Então, nesse sentido, no Japão foi a mesma coisa – essa purificação de aceitar Kyoshu-Sama ou não – e eu achei que essa purificação foi muito boa, porque, agora, as pessoas da Igreja Messiânica Mundial, claramente mostraram que eles não vão aceitar Kyoshu-Sama. Agora eles estão na posição de decidir se vão se arrepender no futuro. Eles, agora, finalmente podem fazer isso. Até hoje, até a purificação, eles sempre estavam dizendo: “Ah, Kyoshu-Sama é importante”. Mas estavam tentando fazer, não o que Kyoshu-Sama estava orientando, mas o que eles queriam fazer. Como eles negaram claramente Kyoshu-Sama, eles agora têm essa chance de se arrepender. Isso é uma bênção muito grande. Ontem eu disse que “dei um Juízo Final para o Grupo Afonso”. Isso não é algo negativo para eles. Isso é uma bênção muito grande. Bom, eu quero estimular ainda mais o Grupo Afonso até eles tomarem essa decisão de claramente rejeitar Kyoshu-Sama e eu. Ou seja, se eles continuarem ficando no meio-termo, eles não vão ter essa chance de se arrepender. No Japão, essa decisão já foi tomada pelos membros da Igreja Messiânica Mundial. Então, agora eles estão na posição de se arrepender. No futuro, Deus e Meishu-Sama podem perguntar a eles: “Naquele momento, ao negar Kyoshu-Sama, você me negou. Não foi assim?” E as pessoas da Igreja Messiânica Mundial podem dizer: “Sim, nós negamos Meishu-Sama e Deus”. E Deus e Meishu-Sama podem dizer: “Então, vocês querem se arrepender?” E eles podem dizer: “Sim, nós queremos nos arrepender”. Isso pode acontecer, porque eles mostraram claramente a intenção deles de rejeitar Kyoshu-Sama, e eu quero que o Grupo Afonso tome essa decisão de claramente dizer “sim” ou “não” para Kyoshu-Sama, porque aceitar Kyoshu-Sama e aceitar o presidente Cabuço é exatamente a mesma coisa. O ato da aprovação de Kyoshu-Sama significa que, agora, o presidente Cabuço representa 100% Kyoshu-Sama. Então, a negação ao presidente Cabuço só significa que essa pessoa está negando Kyoshu-Sama, mas eles não estão admitindo isso. Eles estão ficando no meio-termo. Isso é algo que não é muito bom. Então, várias separações ou divisões dentro da Igreja não são algo ruim. Deus está querendo dividir as pessoas que vão dizer “sim” e as pessoas que vão dizer “não”. Nesse sentido, a purificação deve ser muito forte. Se a purificação não é muito forte, é muito fácil de nós ficarmos presos no meio-termo, dizendo coisas boas só para Kyoshu-Sama, mas negando o presidente Cabuço, ao mesmo tempo. É muito importante que nós mostremos uma posição clara. Em termos humanos, nós, às vezes, temos essa sensação de “Ah, vamos intermediar, vamos amenizar essa situação”. Mas será que isso é o que Deus está esperando? Talvez, não. Na verdade, como nós planejamos no começo, se o Japão intermediasse e se ambas as partes decidissem avançar juntas com esse sentimento ambíguo, nós não poderíamos ter essa oportunidade de dizer “sim” ao presidente Cabuço ou “não” ao presidente Cabuço. Nesse sentido, eu, pessoalmente, queria mostrar meu apoio ao presidente Cabuço. Isso não é, de jeito nenhum, algo mundano, não, porque o que o presidente Cabuço representa é Kyoshu-Sama, na verdade. Em uma palavra só, é Kyoshu-Sama. Então, para mim, aceitar o presidente Cabuço, apoiar o presidente Cabuço, significa que eu respeito ao máximo Kyoshu-Sama, porque Kyoshu-Sama deu o seu ato de aprovação para o presidente Cabuço. Isso torna o presidente Cabuço Kyoshu-Sama. Aos meus olhos, isso é o meu entendimento. E essa ordem deve ser respeitada a qualquer custo. Como eu queria apoiar Kyoshu-Sama através do meu apoio para o presidente Cabuço, eu pedi para o presidente mundial que eu queria visitar Angola este ano também. Então, sem a purificação, Mami e eu não conseguiríamos ter essa oportunidade de interagir com os membros africanos este ano. É muito misterioso como Deus atua, não acham? Essa visita não aconteceria, caso essa purificação não tivesse surgido. Então, retornando à pergunta, a causa é muito simples. A purificação da Igreja, essa divisão, acontece porque Deus quer que nós tomemos a decisão de, ou dizer “sim” para Deus, ou “não” para Deus. É uma pergunta muito simples, e parece que nós podemos dizer facilmente: “Oh, vamos dizer ‘sim’ para Deus?” Mas isso normalmente vem de forma inesperada. Ou seja, nesse caso, da África, Deus vem na forma do presidente Cabuço. Aceitar Deus ou não é algo muito fácil. Todo mundo vai dizer: “Ah, eu vou aceitar Deus”, porque Deus é algo invisível – é muito fácil dizer que “Eu acredito em Deus”; todo mundo pode dizer isso. Mas, na verdade, aceitar Deus não é tão fácil. O que o presidente Cabuço representa? O que o ato da aprovação representa? O que Kyoshu-Sama representa? No final das contas, isso significa que, não aceitar o presidente Cabuço significa não aceitar Kyoshu-Sama. Isso significa que você não aceita Meishu-Sama e isso significa que você está dizendo “não” para Deus. No Japão, é exatamente a mesma coisa. Deus desejou que todo mundo decidisse dizer “sim” ou “não” para Deus. E, por causa disso, a purificação aconteceu. Nesse sentido, se nossa postura, no futuro, ficar fraca, a purificação vai acontecer de novo, para nós tomarmos nossa decisão. Deus está sempre nos perguntando: “Você vai dizer ‘sim’ para Mim ou ‘não’ para Mim?” Nesse sentido, nós não precisamos nos preocupar tanto com a purificação. Humanamente falando, é muito difícil vivenciar esse tipo de purificação. Mas, aos olhos de Deus, é algo muito bom para todos os lados. Para nós, sim, mas para aqueles que negam Deus, sim, também, porque eles têm o futuro brilhante de poder se arrepender na frente de Deus. Ainda assim, eu quero agradecer a todos os senhores que estão aqui, porque vocês disseram “sim” para o presidente Cabuço, ou seja, vocês disseram “sim” para Kyoshu-Sama, para Meishu-Sama e para Deus. Então, parabéns [aplausos]. Mudando para a primeira pergunta, eu entendo esse sentimento. “Que método a Igreja pode seguir para levar essa verdade para os países radicais como os do Oriente Médio?” Ou seja, por exemplo, para os muçulmanos. Mas o nosso método único sempre é seguir Kyoshu-Sama. O nosso método é seguir Kyoshu-Sama. Eu estava conversando com o presidente e o vice-presidente depois do culto de ontem. Nós almejamos nascer de novo, mas nós não sabemos qual seria o nosso caminho correto para atingir esse objetivo final. Mas, pelo menos, Deus está nos mostrando que vocês precisam orar, comer comida vegana e cantar, não é? As três verdadeiras colunas da salvação. E nós, por alguma razão que nós não conhecemos, por vontade de Deus, Meishu-Sama está nos dando essas práticas. Nós não sabemos onde Deus nos levará com essas práticas. Mas, ainda assim, Deus está permitindo que nós pratiquemos essas três coisas. Então, eu acho que nós precisamos aceitar essas práticas como algo que veio de Deus e acreditar que com essas práticas Deus vai nos levar ao lugar que Deus quer que nós estejamos. Eu também procurei por um trecho da Bíblia de novo. É Marcos. Evangelho de Marcos, capítulo 10, versículos 23 a 27: Jesus olhou ao redor e disse a seus discípulos: “Como é difícil os ricos entrarem no reino de Deus!”. Os discípulos se admiraram de suas palavras. Mas Jesus disse outra vez: “Filhos, entrar no reino de Deus é muito difícil. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no reino de Deus”.Perplexos, os discípulos perguntaram: “Então quem pode ser salvo?”.Jesus olhou atentamente para eles e respondeu: “Para as pessoas isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus, tudo é possível”. Claro, na nossa mente parece que é algo muito difícil de acontecer – os muçulmanos aceitando esta mensagem – mas o que nós estamos aprendendo agora é a verdade: a pura verdade, a verdade única. Isso significa que, um dia, todo mundo vai acreditar no que estamos acreditando agora. Para nós é muito difícil, mas nada é impossível para Deus. Então, eu acredito que Deus vai fazer, do Seu jeito, essas pessoas também conhecerem esta verdade. Mas, da nossa parte, como uma pessoa está conectada a outra pessoa, e essa pessoa ainda está conectada a outra pessoa, e essa pessoa está conectada a outra pessoa e continua, não é? Ou seja, eu acho que nós precisamos começar com nossa família, nossos familiares, nossos vizinhos, nossos irmãos africanos. Isso é o nosso ponto de partida, porque isso vai levar ao futuro. É impossível começar subitamente. É muito difícil nós viajarmos até o Oriente Médio e tentarmos evangelizar os muçulmanos. É muito difícil, mas nós precisamos começar com aqueles que Deus está nos permitindo agora. Ou seja, nossa família, nossos amigos, porque tenho certeza de que ainda temos muitas pessoas ao nosso redor que não estão aceitando a nossa mensagem. E eu tenho certeza de que um dia Deus vai preparar uma pessoa, um muçulmano, que vai levar esta mensagem para outros muçulmanos. Eu acredito que Deus vai preparar uma pessoa, um muçulmano, que vai aceitar a nossa mensagem. Uma pessoa: Deus vai começar com uma pessoa, eu acho. Não sei. Isso pode acontecer hoje, pode acontecer amanhã, e talvez essa pessoa vai revolucionar a Igreja Islâmica. Isso pode acontecer, não é algo impossível. Nada é impossível para Deus. Então, com essa esperança, eu acho que parece que às vezes é muito difícil de acreditar que a mensagem da nossa Igreja realmente vai atingir toda a humanidade, mas vamos ter essa esperança. Algo milagroso pode acontecer amanhã ou daqui a dois dias, daqui a três dias. A revolução pode acontecer amanhã dentro dessa Igreja Islâmica. Isso é a minha resposta para sua pergunta [aplausos]. Mário Manuel João José (59 anos, masculino, Diretor da Região Luanda Leste) Pela purificação que tivemos, o presidente cessante e sua equipe tomaram um outro rumo e levaram o material litúrgico pertencente à nossa Igreja. Apesar de serem advertidos para se fazer a devolução do material, até agora não o fizeram. Acredito que nós também temos que rever a visão que temos acerca da aceitação dos materiais litúrgicos. Gostaria de receber orientação a respeito de qual deve ser a nossa aceitação com relação aos materiais litúrgicos. Masaaki-Sama: Eu quero começar falando um pouco sobre o nosso entendimento sobre o material litúrgico até hoje. Até hoje, antes de Kyoshu-Sama ter começado a nos orientar sobre o Mundo Espiritual, eu acho que o nosso entendimento era equivocado. Bom, material litúrgico é importante, mas nós colocamos uma importância muito forte, muito forte, na matéria. Por exemplo, a Imagem Dai Komyo é Deus. Ou, o Solo Sagrado é realmente o próprio Solo Sagrado, o Solo Sagrado em si. Mas Kyoshu-Sama veio e começou a nos ensinar que, na verdade, o Solo Sagrado físico existe para nos lembrar do verdadeiro Solo Sagrado que existe dentro de nós. A Imagem Dai Komyo existe para nos lembrar de Deus dentro de nós. Isso foi uma revolução grande, eu acho. Algo que Kyoshu-Sama tem nos ensinado por muito tempo: essa mudança na nossa percepção sobre o que coisas materiais significam. Mas, ao mesmo tempo, eu senti que, às vezes, as pessoas entendem essa orientação de maneira muito conveniente, dizendo: “Ah, se a igreja física existe para nós lembrarmos que a igreja verdadeira existe dentro de nós, então, nós não precisamos de igreja física, nós não precisamos de Imagem Dai Komyo, nós não precisamos de Solos Sagrados”, por exemplo. “Nós não precisamos de coisas materiais, porque, se coisas espirituais são mais importantes, por que nós precisamos nos preocupar com coisas materiais?” – com esse pensamento, por exemplo, no Japão, o donativo diminuiu um pouco, pois as pessoas diziam: “Ah, porque a Igreja agora não quer construir igrejas físicas, então, por que eu preciso fazer o donativo?” Quando esse tipo de percepção começou a se espalhar um pouco, eu disse: “Por que, por exemplo, a minha mãe está fazendo essa fisioterapia todos os dias com tanto esforço? Por quê? Nós podemos dizer: ‘Ah, você recebeu um derrame? Ah, mas tudo bem, porque você tem o corpo espiritual. Então você não precisa se preocupar com o seu corpo físico. Você não precisa fazer esse esforço de tentar recuperar as funções do seu corpo. Você não precisa fazer essa fisioterapia’. Se as coisas espirituais são mais importantes e somente isso importa, por que Kyoshu-Sama está apoiando com tanto esforço, todos os dias, minha mãe?” Mas é claro que coisas materiais são importantes também. Eu acho que é importante que nós tenhamos esse equilíbrio saudável. Às vezes, nós queremos utilizar as Sagradas Palavras de Kyoshu-Sama de forma muito conveniente para encaixar o que nós queremos fazer. Essa percepção, ou seja, aceitação – usando a palavra que o senhor utilizou: aceitação dos materiais litúrgicos – eu acho que nós precisamos ter em mente essa história, não é? Mas, em última análise, o que o material litúrgico significa é Deus. Em uma palavra, o material litúrgico é Deus, e isso significa que o Grupo Afonso está tomando posse de Deus, dizendo: “Deus pertence a nós”. Agora a situação é: esses materiais litúrgicos pertencem a nós, ou seja, pertencem a Kyoshu-Sama, ou seja, pertencem a Deus. Mas eles estão roubando, o que na verdade precisa estar com Deus. E parece que essa situação é muito radical, não é? Mas isso é muito normal. Nós fazemos isso o tempo todo. Respiração; palavras; roupas; comidas; nossas famílias: todas essas coisas pertencem a Deus, mas nós utilizamos isso de forma muito conveniente, como se todas essas coisas pertencessem a nós. Então, eles somente estão mostrando a nossa postura para com Deus. O que eles estão fazendo é algo muito normal. É algo que nós estávamos fazendo por muito tempo e nós até estamos fazendo agora sem perceber, não é? Respiração: em relação a todas as respirações, nós não pensamos: “Ah, eu estou respirando a respiração de Deus”. É muito difícil, não é? Então, nesse sentido, nós estamos roubando o que pertence a Deus o tempo todo. E, por causa disso, Jesus Cristo é importante para nós. Ou seja, nós precisamos ser perdoados do nosso pecado de sempre estar roubando o que pertence a Deus. E, talvez, quando nossa percepção mudar, eles vão retornar esses materiais, mas o que eles estão fazendo é muito bom, porque o fato de eles terem roubado os nossos materiais litúrgicos funciona como uma advertência para nós, para que nós possamos sempre lembrar de onde nós fomos salvos, que é roubar o que pertence a Deus. Isso é o que eu penso, obrigado [aplausos]. Joaquim Chimuco (66 anos, masculino, vice-diretor da Região Leste). Quando uma pessoa purifica e através da oração recupera a sua saúde, neste caso salvou os seus antepassados que estavam se manifestando, certo? Em relação à recuperação através de outros métodos, gostaria de saber se os tratamentos medicinais e outros também salvam os antepassados? Masaaki-Sama: Muito obrigado. Aqui, nessa pergunta, eu acho que a chave é: o que significa salvação? Eu acho que aqui, dentro do contexto dessa pergunta, o entendimento é de que salvação significa melhorar a saúde: melhorando a saúde é salvação. Com isso, eu acho que você está dizendo que os tratamentos medicinais e outras maneiras parecidas também salvam os antepassados. Ou seja, se tratamentos medicinais recuperam a saúde de uma pessoa, isso significa uma salvação, não é? Isso é a sua pergunta, não é? Então, o que significa salvação? Isso é a chave. E, até hoje, ou seja, até Kyoshu-Sama começar a nos ensinar, nossa ideia de salvação foi a cura, não é? A cura. Mas eu acho que o que Kyoshu-Sama está nos dizendo é que, até você nascer de novo como Messias, você não está salvo. Se uma pessoa se recupera de uma doença, isso significa que a salvação dela já é completa? Porque a última imagem que Meishu-Sama nos deixou é nascer de novo como Messias. Ou seja, obter a vida eterna. Salvação significa que você não vai morrer, não é? Você pode recuperar a sua saúde com a cura, mas, no próximo dia, você pode ser atropelado pelo carro e pode morrer. O que isso significa? No termo médico, como a doença é curada, então nós podemos dizer que ela foi salva nesse sentido. Mas no sentido de Meishu-Sama, se essa pessoa não atingiu a vida eterna, essa cura não significa nada. Meishu-Sama nos mostrou com o seu próprio corpo que a salvação significa obter a vida eterna, ou seja, nascer de novo como Messias. Então, nesse sentido, nós podemos dizer que, não, os tratamentos medicinais não trazem salvação para os antepassados, porque a cura não é o nosso objetivo, mas sim, obter a vida eterna. E, também, eu preciso ressaltar esse ponto que Meishu-Sama foi 100% contra a área da medicina e os remédios também. E eu acho que as pessoas, às vezes, confundem medicina com higiene. Eu acho que higiene e condições sanitárias são muito importantes. Ter uma higiene e saneamento é muito importante. Mas, a vida de Meishu-Sama foi uma luta contra a área de medicina: ele foi criticado bastante por essa atitude dele. Eu acho que, com o passar do tempo, nós esquecemos. Eu estou sentindo que, no Japão, os membros japoneses também esqueceram como Meishu-Sama estava tentando revolucionar essa percepção que a medicina salva as pessoas. Quem salva é Deus, porque, quando Meishu-Sama recebeu o derrame cerebral, ele não foi ao hospital. Vocês podem imaginar? Quando você tem um derrame cerebral – você ou a sua família – vocês não vão ao hospital? Um lado do seu corpo estava paralisado, mas Meishu-Sama não foi ao hospital. Muito radical, não é? Muito radical. Ou seja, Meishu-Sama pôde fazer isso porque ele acreditou no poder de Deus. Ele acreditou que isso é algo bom que purifica o seu corpo ainda mais para se aproximar de Deus. Eu não estou dizendo que vocês precisam fazer isso também, mas nós, às vezes, esquecemos essa crença tão forte de Meishu-Sama. Eu entendo. A recuperação da saúde, a cura, é algo milagroso e, às vezes, nós queremos pensar que isso sim é salvação, mas a salvação consiste em obter a vida eterna. E, na verdade, nesse sentido, recuperar a saúde através dos tratamentos medicinais, vai contra a nossa salvação, porque, com isso, nós colocamos mais crença na área de medicina. Nós temos essa tendência de querermos colocar mais ênfase na área de medicina, em vez de Deus. Então, pode ser algo perigoso também. Quando nós pensamos que a salvação consiste em cura, talvez, um dia, nós louvaremos a medicina e os remédios, em vez de Deus. Isso é a minha resposta para sua pergunta [aplausos]. Octávio Manuel Malungo (42 anos de idade, masculino, diretor da comunicação e imagem) Sobre a alimentação, uma vez que parte dos alimentos que consumimos está totalmente contaminada, e as águas que consumimos, uma parte delas utiliza o flúor e outras substâncias nocivas, substâncias muito perigosas para a saúde humana, qual seria a solução para nos prevenirmos do câncer e as doenças associadas, e como devemos proceder para não cairmos nestas armadilhas e para sairmos desta situação, uma vez que estamos cercados por um sistema Matrix mundial na alimentação? Masaaki-Sama: Obrigado. Quando Meishu-Sama estava vivo, todo mundo estava, no Japão, começando a acreditar no poder dos remédios e, também, todos os japoneses começaram a utilizar agroquímicos e fertilizantes. Cercado dessa situação, o que Meishu-Sama fez? Meishu-Sama começou sozinho. Ele não reclamou, ele não desistiu, ele não entregou essa tarefa para outras pessoas, não cruzou seus braços e ficou parado, dizendo: “Com todas essas situações, é muito difícil de ter alimento saudável sem nenhum agroquímico”. Em vez de reclamar assim, Meishu-Sama, sozinho, começou. Isso é algo muito forte, não é? Ele é um pioneiro. Mesmo estando cercado por todas essas substâncias nocivas, como você disse. Talvez um pouco diferente das substâncias que nós utilizamos hoje, talvez fossem mais fortes, não é? Talvez tivessem um efeito mais forte contra o corpo do ser humano. Então, como saímos dessa situação? Sua pergunta é: como saímos dessa situação? A resposta é: praticar a Agricultura Natural sozinho. Se a água é problema, vamos começar esse projeto. Nossa Igreja pode começar esse projeto de fornecer água limpa. Por que não? Meishu-Sama começou sozinho. Nós precisamos também começar sozinhos, porque Meishu-Sama começou sozinho e as pessoas ao redor – bom, para nós, os membros, nós admiramos bastante essa postura de Meishu-Sama, mas as pessoas da sociedade estavam rindo: “O que você está fazendo?”, “Essa pessoa está fazendo algo estúpido”. Mas Meishu-Sama não desistiu. E porque Meishu-Sama teve esse espírito muito forte, o legado dele continua até hoje, e nós precisamos levar esse legado de Meishu-Sama para o futuro. Então, o espírito que nós precisamos buscar é esse espírito de ser pioneiro, fazer sozinho, não é? Se vocês acham que a água aqui em Angola tem problema, a nossa Igreja pode começar esse projeto de fornecer ou preparar água limpa para todos os angolanos. Talvez esse projeto pode ser pequeno, mas, em 100 anos, em 200 anos, talvez esse projeto, se nós começarmos com o mesmo espírito de Meishu-Sama, talvez, no futuro, todos os angolanos poderão elogiar o que nós tivermos feito até esse tempo. Então, eu acho que é muito importante ter essa crença. Se nós podemos ver o caminho e trilhar esse caminho, isso não é crença. Mas, quando você não pode ver o caminho ou o futuro e, ainda assim, se você fizer alguma coisa, isso significa que você tem crença. Talvez agora pareça impossível que, por exemplo, a Igreja comece esse projeto de providenciar ou preparar água limpa, pura, sem nenhuma substância nociva, mas se nós realmente temos essa crença em Deus e se nossa atitude alegra Deus, eu tenho certeza de que Deus vai nos utilizar e preparar um futuro maravilhoso no sentido real: ter alimentos limpos, água que todo o mundo pode beber sem nenhuma preocupação. Então, vamos ser pioneiros e espalhar esta prática da Agricultura Natural e, se for necessário, vamos começar esse projeto de ter água limpa também. Isso é a minha resposta [aplausos]. Nicolau Vicente (60 anos de idade, masculino, diretor da Região Norte) Tenho comigo a pergunta do jovem Jacinto Pereira, de 35 anos de idade, que é um jovem missionário da região que eu estou cuidando. Se me permitir, gostaria de receber a vossa orientação. Muito obrigado. O que ele pergunta é o seguinte: Qual o conselho que o Masaaki-Sama daria aos jovens do mundo inteiro sobre o verdadeiro servir na Obra Divina? Masaaki-Sama: Sim, essa pergunta foi feita, na verdade, em Portugal, em julho deste ano. O texto da transcrição desse encontro está no Facebook, então eu quero que vocês confiram esse texto também, sobre essa pergunta, mas o que eu disse foi: “Eu tenho somente três palavras: difundir, difundir e difundir. Ou se sujar, se sujar e se sujar, com a prática da Agricultura Natural”. Então, com a crença de que nós temos a verdade, a única verdade, vamos evangelizar essa verdade para o maior número de pessoas possível, e eu conto com os jovens do mundo inteiro. Nicolau Vicente (60 anos de idade, masculino, diretor da Região Norte) Também tenho comigo a pergunta do jovem Jerónimo Bomba, de 41 anos de idade, que é conselheiro e dedica na região que eu estou cuidando. Se me permitir, gostaria de receber a vossa orientação. Muito obrigado. O que ele pergunta é o seguinte: Relativamente à “canção”, será que estamos respeitando a uniformização da liturgia de acordo com a do Japão, uma vez que as canções africanas são dançantes, às vezes melancólicas, e o Japão canta canções suaves e clássicas? Masaaki-Sama: Muito obrigado. Sim, vocês estão respeitando. Vocês não estão desrespeitosos. Na verdade, se nós pudéssemos ter suas canções nos cultos no Japão, isso seria muito bom, eu acho. Eu quero levar todos os membros do seu coral para o Japão. Quero sequestrá-los [risos]. Sequestrar o Coral Messias de Angola, e a Banda Messias de Angola, para que os membros japoneses tenham essa permissão de escutar as canções maravilhosas que vocês têm. Sua música é muito mais – bom, eu acho que eu não deveria enfatizar demais, porque isso desrespeita meus irmãos no Japão que é que têm relação com a música. Mas realmente isso é o meu sonho. Se realmente eu pudesse sequestrar e levar todos os membros do Coral Messias de Angola. Se nossa Igreja tivesse os recursos ilimitados, eu iria fazer isso. Mas, ontem, o presidente me disse que a Banda Messias está almejando ter dois mil membros. É muito difícil de levar duas mil pessoas para o Japão. Nossa Igreja precisa gastar muito dinheiro. E, na verdade, também eu acho que o ponto importante aqui é: talvez essa pessoa que fez essa pergunta pensou que a programação do culto em Angola não é aprovada por Kyoshu-Sama. Mas isso não é o caso. Eu acho que é muito importante ter essa percepção de que todos os cultos são aprovados por Kyoshu-Sama. Então, nós, Kyoshu-Sama e eu, estamos respeitando muito as canções, as danças que vocês fazem e, por isso, eu acredito que Kyoshu-Sama está permitindo vocês terem os seus cultos da forma que vocês estão tendo agora. E, quem sabe, isso pode mudar no futuro. Kyoshu-Sama pode perceber alguma coisa, e tem a possibilidade de que Kyoshu-Sama peça para alguma coisa mudar. Mas eu acho que é importante de ter esse entendimento de que todos os cultos são aprovados por Kyoshu-Sama, sem exceção. Porque, às vezes, nós temos essa percepção de que Kyoshu-Sama somente faz coisas espirituais, não é? Achamos que Kyoshu-Sama não tem relação com a programação, por exemplo, dos cultos em Angola. Aos olhos do ser humano, parece que essas coisas pertencem ao ser humano. Então Kyoshu-Sama não tem nada a ver com a programação do culto. Mas como Kyoshu-Sama é uma pessoa que tem o corpo físico, isso significa que Kyoshu-Sama também define coisas concretas, coisas materiais. Antes da purificação no Japão, muitos membros japoneses, principalmente aqueles que ocupam cargos altos, queriam pensar que Kyoshu-Sama só faz coisas espirituais. Então, quando Kyoshu-Sama começou a dizer: “Ah, você precisa mudar, por exemplo, a programação do culto. Você precisa fazer isso”, essas pessoas, no Japão, começaram a sentir que Kyoshu-Sama está fazendo algo que Kyoshu-Sama não deve fazer. Com isso, eles começaram a atacar Kyoshu-Sama, porque eles acreditam que Kyoshu-Sama deve fazer somente coisas espirituais. Mas, na verdade, não. Kyoshu-Sama é uma pessoa que define tanto coisas espirituais como coisas materiais, e esse entendimento é muito importante. Durante a purificação, Kyoshu-Sama me disse que, quando nós tivemos a purificação na época de Sandai-Sama, a ideia que a diretoria executiva tinha contra Kyoshu-Sama foi: “Kyoshu-Sama, fique na sala VIP. Nós cozinhamos. Kyoshu-Sama, você, por favor, sente-se aqui na sala VIP. Nós fazemos o trabalho”. Isto é a imagem que a antiga Igreja queria estabelecer: Kyoshu-Sama que não atrapalha o que está acontecendo na cozinha. E isso captura bem essa nossa percepção de que Kyoshu-Sama somente faz coisas espirituais, mas eu acho que, agora, nós precisamos aceitar o fato de que Kyoshu-Sama também quer cozinhar [risos], de forma prática e não somente de forma figurativa, porque eu também gosto de preparar funge e todas as outras comidas [aplausos]. Bom, isso é a minha resposta para esta sexta e última pergunta, e ainda quero falar algumas outras coisas, principalmente sobre nossa ideia de como honrar os nossos antepassados. Como nós podemos honrar os nossos antepassados? Isso é um tema muito importante, não é? Nós queremos agradar os nossos antepassados. No Japão, até hoje, nós, ou seja, toda a sociedade japonesa pensa que para honrar os nossos antepassados nós precisamos, por exemplo, orar na frente de um túmulo, ou fazer essas cerimônias específicas no dia certo para honrar os nossos antepassados, para pacificar as almas e os espíritos dos nossos antepassados. Mas quando nós pensamos bem sobre isso, qual é o motivo dos nossos antepassados terem passado a sua vida para nós? Eles viveram na época que talvez tenha sido mais difícil do que a nossa, mas, ainda assim, eles lutaram para que esta vida continuasse dentro de nós, porque sem o esforço dos nossos antepassados, hoje, nós não existiríamos, não é verdade? “Sem os nossos antepassados, nós não existimos” – é um ponto muito simples, não é? E eles lutaram. Por quê? Para a sobrevivência? A sobrevivência foi o objetivo dos nossos antepassados? Os nossos antepassados fizeram tantos esforços somente para sobrevivência? Eu acho que não, não foi somente para a sobrevivência. Os nossos antepassados, no final das contas, fizeram tanto esforço para que nós possamos viver na felicidade de Deus, para nós nos encontrarmos com Deus e encontrarmos a verdadeira felicidade. Ou seja, a vida eterna. Para atingirmos a vida eterna, os nossos antepassados fizeram tantos esforços. Lutaram com a vida deles para passar esta vida até nós. Então, na verdade, o desejo dos nossos antepassados é nós vivermos nessa felicidade da verdade de Deus e transmitir essa felicidade, essa verdade, para os outros, para as outras pessoas. Por causa disso, os nossos antepassados lutaram e passaram a sua vida até nós. Então, a melhor maneira de honrar os nossos antepassados é, primeiro, conhecer a verdade, viver na felicidade de ter conhecido esta verdade, e transmitir esta verdade para as outras pessoas: isso é o que os nossos antepassados querem de nós. E pensem: se nossos antepassados ficarem felizes, é claro que nossa vida se tornará uma vida feliz. Uma lógica simples. Quando nossos antepassados não estão felizes, como nós podemos ter uma vida feliz e uma vida com paz e harmonia? Nós, agora, graças a Kyoshu-Sama e através dele, estamos conhecendo a verdade que todo mundo, toda a humanidade, quer saber. Deus escolheu vocês. Talvez, quando nós pensamos o tamanho de toda a humanidade que vive agora, a porcentagem é muito pouca, mas, ainda assim, Deus escolheu vocês para conhecer essa verdade primeiro. Isso é uma honra muito grande. Quando eu digo “verdade”, não é uma coisa complicada. É muito simples. Jesus Cristo já retornou. A segunda vinda de Jesus Cristo já aconteceu e a alma de Messias já existe dentro de nós. Isso é uma ideia tão simples, mas é muito difícil de aceitar. Por que isso é difícil de aceitar? Porque, vejam, o mundo. Não é caótico? Parece que tem muito a melhorar, não é? Por causa disso, é muito difícil de aceitar essa verdade de que Jesus Cristo já retornou e já existe dentro de nós, dentro de toda a humanidade. Mas Deus escolheu vocês para conhecer essa verdade primeiro. Então, vocês são pioneiros. Vocês precisam ser pioneiros. E, ser pioneiros desta verdade é a maior maneira de honrar os nossos antepassados, porque se nós fizermos isso, então os nossos antepassados finalmente podem descansar. Nós queremos dizer para os nossos antepassados, depois de terem morrido, “Ah, descansem bem, agora”, “Fiquem em paz”, mas eles não podem ficar em paz até nós despertarmos para essa nossa missão. Então, nós precisamos mudar o nosso conceito de como nós podemos honrar os nossos antepassados. E isso é muito importante, porque isso tem relação com a nossa vida. Com os antepassados felizes, nossa vida, claro, se torna uma vida feliz. Eu estou dizendo de uma maneira concreta. Trabalho, dinheiro, saúde: todas essas coisas. Então, eu acho que nós precisamos mudar nosso conceito de como nós podemos honrar os nossos antepassados. Para finalizar, eu quero dizer que teremos Ohikaris que serão fornecidos com a ajuda do Brasil. No próximo ano, quando eu retornar, eu quero trazer muitos Ohikaris para os membros angolanos [aplausos]. Então, eu conto com vocês. Talvez a Cerimônia de Profissão de Fé terá que ser em dois dias ou três dias, por causa do número de novos membros. E, com essa esperança, eu termino a minha fala. Muito obrigado.