Versão em PDF: https://ourl.jp/SiI2d Boa tarde! [Ao mencionar sobre um membro que purificou durante o culto, o Masaaki-Sama pergunta:] Está tudo bem com a pessoa que saiu acompanhada há pouco? [Um staff responde dizendo: “Sim”.] [Enquanto olhava para fora, pela janela, o Masaaki-Sama disse:] O tempo hoje – será que o céu está ensolarado agora? – estava um pouco chuvoso ao amanhecer. A estação das chuvas deste ano acabou muito rápido e isso ocasionou uma escassez de água, o que gerou a preocupação com relação ao desenvolvimento dos produtos agrícolas e com um possível racionamento de água. Depois disso, porém, choveu muito por todo o país, embora haja regiões onde ainda não tenha chovido. Com isso, dentro do nosso ângulo de visão, sentimos vontade de dizer para Deus: “O Senhor poderia caprichar um pouquinho mais, não?” [risos]. Ou seja, nosso ângulo de visão é analisar isso como sendo desarmônico, achar que é melhor prolongar um pouco mais a estação das chuvas para que seja como foi em outros anos ou pensar que, em vez de chuvas torrenciais, poderiam ser chuvas bem equilibradas [risos]. Mas, na verdade, dentro do ângulo de visão de Deus, o que Ele está nos dizendo é o seguinte: “Não! Isso é harmônico!” Existem as Sagradas Palavras “Teoria da harmonia”, nas quais Meishu-Sama diz que aquilo que parece estar em desarmonia aos olhos humanos, está em completa harmonia para Deus, está em perfeita harmonia, e que a perspectiva da “desarmonia” é restrita, limitada e de mente estreita, enquanto a da “harmonia” é ampla e abrangente. Então, na verdade aquilo que à primeira vista parece ser desarmonioso aos nossos olhos, quando visto a partir do ângulo de visão de Deus, é necessário por algum motivo, está totalmente adequado e em perfeito equilíbrio, não é? Obviamente, isso não se limita apenas ao clima, pois existem os relacionamentos e questões referentes ao corpo que, à primeira vista, são vistas como uma desarmonia, não é? Conflitos com os vizinhos; desentendimentos entre irmãos; questões relacionadas ao corpo. Aos nossos olhos, essas e outras inúmeras situações parecem ser desarmoniosas, não é mesmo? Eu mesmo, durante o verão deste ano, tive um pouco de irritação de pele nas mãos, nos pés e no pescoço. Tive irritações parecidas com uma dermatite e, embora tenha tido muitas irritações de pele, isso já está começando a se normalizar pouco a pouco. O que acontece em situações como essa é, em primeiro lugar, ver isso como sendo desarmonioso, como sendo uma desarmonia. O pensamento que vem à mente é desejar que isso termine rápido. Mas, na verdade, aos olhos de Deus isso é uma harmonia. Assim sendo, fisicamente falando, a dermatite está tentando fazer com que o sangue sujo saia do corpo e, uma vez que o pensamento de Meishu-Sama também consistia em ser bom que saia do corpo, qualquer coisa que seja, a dermatite é uma coisa boa. Portanto, embora haja o pensamento de querer que isso acabe, por outro lado, caso haja impurezas, realmente elas precisam devidamente sair do corpo. Expressando isso de uma maneira um pouco religiosa, os senhores poderiam dizer algo como: “Deus está me purificando”, certo? No meu caso, tive muita dermatite nas mãos e nos pés. Ao pensar a respeito do seu significado, o pensamento que me veio à mente foi que tanto as mãos como os pés são extremidades do corpo humano. Para Deus, no entanto, a extremidade é o coração, ou seja, o sentimento humano, e, por assim ser, tenho aceitado isso como sendo os meus sentimentos que precisam se tornar mais adequados – o coração tornar-se algo mais adequado para receber Deus – e que, portanto, Deus está me purificando agora. Tenho aceitado isso dessa maneira. Além disso, muitos sentimentos surgem em nós através de questões relacionadas ao corpo, através do relacionamento com os vizinhos e por causa de outras coisas mais, certo? Surgem em nós pensamentos e sentimentos como “quero ser curado rapidamente”, “até quando isso ficará sem cura?” ou “o relacionamento com outras pessoas continuará sendo sempre complicado”, entre outros. É dessa maneira que Deus reúne todos esses inúmeros sentimentos humanos dentro do coração de cada um de nós. Acho que é assim que Deus está nos utilizando para a salvação. É isso o que, agora, eu tenho pensado graças à minha dermatite. Com isso em mente, existe o que eu digo para os senhores em ocasiões como esta, ou seja, nos cultos, certo? Sob a permissão de Kyoshu-Sama, sob a autoridade de Kyoshu-Sama, eu estou tendo agora a oportunidade de me encontrar com os senhores com muita frequência [risos], tanto em cultos especiais como em cultos mensais, o que me deixa feliz. Mas, no final das contas, acontece de eu ficar pensando a respeito do que falarei no dia do culto. O meu sentimento se resume em algo como: “Desta vez, gostaria de falar sobre isso, sobre isto e sobre aquilo”. Mas também há ocasiões em que não tenho a mínima ideia do que falarei [risos], embora o culto esteja se aproximando. Mas, por fim, acontece algo que, como posso dizer, é misterioso, pois conforme o dia do culto se aproxima, independentemente do que eu esteja sentindo ou não, é como se através de inúmeras coisas – situações do dia a dia com a família ou enquanto escuto vários relatórios a respeito das atividades da Igreja, ou até mesmo quando penso a respeito da situação da sociedade ou a situação mundial, bem como sobre situações envolvendo o meu corpo e outras inúmeras coisas – acontece de as coisas definitivamente progredirem rumo a certas direções que às vezes eu sequer intencionava ou nem mesmo pensava. Com isso, a sensação que eu tenho é a seguinte: “Será que não seria isso o que Meishu-Sama deseja transmitir, o que Kyoshu-Sama deseja transmitir através de mim?” Portanto, a sensação que eu tenho é a de que, em vez de eu estar transmitindo algo aos senhores de forma arbitrária, o conteúdo que transmito é aquilo que eu próprio preciso aceitar junto aos membros. Bem, é óbvio que, na forma, existe a posição de quem fala e a de quem escuta. Contudo, eu obviamente preparo um esboço para as minhas palavras e, na prática, enquanto olho para o rosto dos senhores no dia do culto, também acontece de eu pensar: “Acho que eu preciso falar um pouco mais a respeito deste ponto”. Bem, não que eu esteja olhando assim com tanto afinco para os senhores [risos], mas também há ocasiões em que sinto algo ao olhar o rosto dos senhores, e é isso o que eu estou lhes transmitindo. O que eu penso é que, por estarmos sob a liderança de Kyoshu-Sama, realmente a direção de Meishu-Sama está sendo mostrada para nós e que, com isso, estamos tendo a permissão de receber em comunhão essa direção nos cultos. Se não estivéssemos sob a liderança de Kyoshu-Sama, a única coisa que nos restaria seria avançar pensando intensamente em algo como “o que é isso?... o que é isso?” Porém, já que nós somos pessoas de fé e a fé não é um estudo, mesmo estudando com afinco, vai ser muito difícil receber o coração de Deus. É realmente por estarmos sob a liderança de Kyoshu-Sama que Meishu-Sama está mostrando para todos nós um passo à frente: o caminho de dar um passo à frente. Enquanto eu pensava a esse respeito, senti que o que eu gostaria de falar para os senhores hoje é a respeito de dizer: “Eu aceito”. Frequentemente dizemos: “Eu aceito”, certo? Bem, quando dizemos que vamos aceitar algo, acho que o conteúdo dessa aceitação é bastante variado. Primeiro, temos o seguinte ponto: “Eu aceito as Palavras de Kyoshu-Sama”. Além disso, temos a purificação. Também acontece de dizermos: “Eu aceito isso”, quando uma doença e inúmeras coisas se manifestam no nosso corpo e mente, não é? Além disso, numa analogia um pouco mais concreta, quando recebemos ordens concretas vindas de um superior no trabalho, nós dizemos: “Sim, eu aceito. Assim o farei”, certo? Com isso em mente, mesmo dizendo: “Eu aceito”, o conteúdo a ser aceito é bastante variado, não é? Sem contar que, conforme a pessoa, existem incontáveis formas de aceitar. Mas, por fim, o que nós estamos aceitando através dessas situações? Será que não existe algo transpassando através de todas essas aceitações que existem, aceitações que são incontáveis? É isso o que eu penso. Existem inúmeras Palavras de Kyoshu-Sama. Diariamente, somos cercados por inúmeros acontecimentos. Se listarmos tudo o que aceitamos, cada uma dessas aceitações, certamente essa lista será extensa, mas o pensamento que surge é: “Será que não existe algo transpassando através de tudo isso?” Bem, o que seria isso? De nossa parte, podemos dizer que é o coração de Meishu-Sama, a sua vontade que é transmitida a nós através de Kyoshu-Sama, certo? Em suma, é Meishu-Sama. Nós aceitamos Meishu-Sama. Por mais que haja inúmeras situações, nós aceitamos Meishu-Sama. As Palavras de Kyoshu-Sama: nós as aceitamos como sendo palavras que vêm de Meishu-Sama. Com a purificação acontece o mesmo. Nós aceitamos a purificação como algo que vem de Meishu-Sama; um presente que recebemos de Meishu-Sama. Mas embora digamos “Meishu-Sama”, se explanarmos isso de uma forma mais específica, Meishu-Sama é o ser que nasceu de novo como o Messias. Por último, Meishu-Sama disse que nasceu de novo como o Messias. O que eu creio ser realmente o mais importante aqui é a expressão “filho de Deus”. Na verdade, Meishu-Sama não usou a expressão “filho de Deus”; ele não usou essa própria expressão. No entanto, por ter dito que nasceu de novo, definitivamente existe alguém que deu à luz. Definitivamente existe o ser que deu à luz. E esse ser não é outro senão Deus! Ou seja, a última imagem de Meishu-Sama foi o nascer de novo como filho de Deus, como Messias! Além disso, Meishu-Sama disse que não se trata de uma reencarnação, mas sim, nascer de novo, certo? Já que ele disse: “Vocês nascem e virão a morrer um dia. Então, vocês vão nascer novamente e morrer novamente. Dessa maneira, sua vida continua pela eternidade através da reencarnação”, então a reencarnação ocorre depois da morte, certo? Mas enquanto estava vivo – enquanto estava vivo – Meishu-Sama disse que ele nasceu de novo. Ou seja, uma vez que também estamos vivos neste exato instante, cada um de nós precisa aceitar o nascer de novo como filho de Deus, como Messias, enquanto estamos vivos, ou até mesmo depois de deixarmos este mundo, e isso é aceitar Meishu-Sama. Não importa o que aconteça no nosso dia a dia, temos que encarar isso e aceitar, seja lá o que for, da seguinte maneira: “Eu aceito isso como o caminho para o nascer de novo como filho de Deus, como Messias”. Mas, falando isso de uma maneira ainda mais simples, a vontade de Deus é fazer com que nós nos tornemos Seus filhos. É verdade que existem inúmeras coisas que precisam ser aceitas na nossa vida. Porém, o que nós mais devemos aceitar é, em suma, algo que se resume em um único ponto. Ou seja, resume-se em dizer: “Eu aceito isso como sendo a vontade de Deus”. Bem, ao escutar isso, o que pensamos é o seguinte: “Como explicação, eu entendo isso”, não é? Mas, deixe-me ver como posso dizer... Acho que existe o que pode ser chamado de um ponto de aceitação. Acho que existe algo nesse sentido. O que seria isso? Tenhamos como exemplo um presente de aniversário. Existem ocasiões nas quais recebemos um presente de aniversário, certo? Ao ter recebido algo extremamente caro de alguém, o sentimento que aflora na pessoa que recebeu o presente não é dizer: “Muito obrigado por ter comprado algo tão caro!” Não, não é esse o ponto, apesar de, na verdade, ser o que acontece com frequência, certo? [risos] Também acontece de a pessoa que recebe o presente dizer: “Você foi até um lugar tão longe só para comprar este presente tão precioso para mim?” Com isso, a pessoa está agradecendo o esforço de quem a presenteou, certo? Entretanto, no final das contas, houve um momento em que a pessoa que comprou o presente pensou, antes de fazer qualquer coisa, o seguinte: “Ah! Vou comprar isso para aquela pessoa”. Essa é uma etapa que antecede a ação. Existe aquele momento em que, pensando em alguém importante, a pessoa pensou: “Vou até aquela loja para comprar aquele presente”. Isso pode ter acontecido quando ela estava em casa ou em qualquer outro lugar, mas houve um momento em que ela pensou. É por isso que nós, ao recebermos um presente de aniversário, ficamos realmente alegres com o momento em que a pessoa que nos presenteou pensou em nós, o momento em que a pessoa voltou o seu pensamento para nós. Bem, também existem pessoas que, se o presente for caro, sentem uma alegria ainda maior [risos]. É dessa maneira que, ao responder dizendo “obrigado”, agradecemos ao sentimento que essa pessoa teve por nós, o fato de ela ter pensado em nós. Com isso, essa pessoa sente o seguinte: “O meu sentimento foi aceito”. Por assim ser, o sentimento do amigo que presenteou e o da pessoa que recebeu o presente se tornam um só sentimento, certo? Se não for assim, o que acabaria acontecendo é quem recebe o presente dizer algo como: “Ah... não tinha um presente mais caro, não?” [risos], ou: “Eu não gosto disso”, ou: “Em vez desta loja, poderia ter sido daquela outra loja...” [risos]. Eis o que acabaria acontecendo. É assim que, em síntese, trata-se desse “sentimento”, não é? É o sentimento de pensar: “Aquela pessoa pensou em mim”. Esse sentimento é gratificante, não é? Com Deus acontece o mesmo. Deus, até mesmo quando não havia nada – quando não havia nada – estava pensando em nós. O que viria a ser isso? Como Kyoshu-Sama diz, a criação de Deus foi, primeiro, dar à luz nós no Paraíso e, através de nós, Deus preparou toda a criação. Só que essa etapa já evoluiu para uma “ação concreta”, não evoluiu? Ou seja, usando a analogia que fiz há pouco, já é a etapa de ir comprar o presente de aniversário. No entanto, incluindo essa etapa, existe a etapa que antecedeu o início de tudo, certo? Existiu o momento em que não existia nada, o momento em que ninguém existia, o momento em que Deus estava sozinho. Senhores, esse momento existiu. Foi nesse momento que Deus deve ter pensado: “Eu não viverei sozinho. Criarei filhos que são a Minha imagem e semelhança. E Eu quero viver com esses filhos, viver como uma família maravilhosa, ou seja, viver em um mundo repleto de alegria”. Esse momento existiu! Deus pensou isso no momento em que não havia nada e, depois disso, Ele iniciou toda a criação. Tudo o que existe nos Céus e na Terra foi criado a partir dessa vontade de Deus. Tudo foi criado a partir do sentimento que Deus teve quando Ele estava sozinho. Como isso realmente é inspirador, não é? Então, pensemos a respeito da maneira como a criação de Deus avançou concretamente depois disso: assim como Kyoshu-Sama está orientando a todos nós, primeiro, Deus preparou o Paraíso e, nele, deu à luz inúmeras almas. Depois disso, primeiro Ele escolheu Jesus; escolheu a alma que posteriormente nasceria como Jesus. Além disso, nesse ínterim, Ele também escolheu a alma que nasceria como Meishu-Sama. Entretanto, não há diferença entre superior ou inferior entre a alma de Jesus e a nossa alma, entre a alma de Meishu-Sama e a nossa alma. Há diferença no papel que cada um desempenha, mas todos nós somos filhos de Deus, não somos? Depois de ter feito essa escolha, Deus, através de nós, que somos a Sua alma, criou tudo o que existe em todo o Universo, incluindo a Terra. Ou seja, criou o mundo da matéria. Isso parece uma história completamente sem sentido, não é? Afinal, trata-se de um assunto referente ao Paraíso, um mundo que é invisível. Por assim ser, os senhores não conseguirão compreender se não tentarem visualizar um pouco o que seria isso. Aqui, creio que o importante são as Sagradas Palavras de Meishu-Sama “O plano de Deus”. Nelas, Meishu-Sama menciona os momentos da construção do Solo Sagrado de Atami, a Terra Celestial, e vejam como Meishu-Sama se expressou. São as famosas Sagradas Palavras onde ele diz “quando era deus, na era mais remota”. Vejam a maneira como Meishu-Sama se expressou: “Isso deve ser algo que eu próprio projetei quando era deus, na era mais remota, planejando o futuro”. Eu estou dizendo exatamente o que Meishu-Sama disse. Foi dessa maneira que ele se expressou. Nós, quando líamos esse trecho, pensávamos algo como: “Então, Meishu-Sama era deus na era mais remota? Que magnifico!”, e ponto final. Mas o que eu acho importante aqui nesta fala, é o termo “deve ser”, dentro de “Isso deve ser algo que eu mesmo projetei quando era deus, na era mais remota, planejando o futuro”. Sinto que a chave está nesse termo, ou seja, nesse “deve ser”. Afinal, se isso fosse um “aquilo foi projetado por mim”, então teríamos que dizer: “Ah, é? Como isso é maravilhoso...”, e ponto final. Mas a maneira de se expressar dizendo “deve ser”, significa que Meishu-Sama não possuía essa percepção. No entanto, ele acreditava que certamente, que indubitavelmente, era isso. Assim sendo, quando Meishu-Sama pensou: “Como esta paisagem é maravilhosa”, o pensamento que lhe veio à mente foi o seguinte: “Mas, na verdade, se eu estava junto a Deus há muito, muito tempo atrás, recebi a alma de Deus e era uno a Ele, então deve ser algo que eu mesmo projetei”. Então, esse termo, “deve ser”, possui um grande significado. Em suma, Meishu-Sama estava falando sobre a posição de deus dentro dele. É por isso que ele disse que isso deve ser algo que ele mesmo projetou quando era deus, na era mais remota, planejando o futuro. Então, quando achamos aqui na Terra que uma paisagem é muito bonita, podemos achar que essa paisagem não tem nenhuma relação conosco ou também podemos pensar: “Bem, na verdade, isso deve ser algo que eu mesmo projetei na era mais remota, quando eu era uno a Deus, quando eu era deus”. Não há como dizer: “Isso é algo que eu mesmo projetei”, pois não temos essa recordação. Meishu-Sama também não se lembrava disso. Afinal, caso ele tivesse essa recordação, qual seria a razão de ele ter usado o termo “deve ser”? Ou seja, Meishu-Sama acreditava que ele, há muito, muito tempo atrás, era uno a Deus e que, naquele momento, ele havia construído a Terra com Deus, não é? Assim sendo, nós vamos dizer que não acreditamos só porque não nos lembramos? O que nós faremos? A premissa que existia desde o início dentro de Meishu-Sama era a crença de que ele já estava em uma posição de deus dentro dele. A premissa de Meishu-Sama consistia no seguinte: “Há muito, muito tempo atrás, quando eu era a alma de Deus, construí este mundo da matéria com Deus; é nisso que a minha existência consiste”. Ele se expressou por meio dessa premissa e nós também podemos fazer o mesmo. Deixem-me citar um assunto muito semelhante a esse. Temos as Sagradas Palavras que foram lidas na Cerimônia Especial de Comemoração do Nascimento do Messias, certo? Se alguém entre os senhores ainda não conhece essas Sagradas Palavras, procure ler depois em nossas publicações. Nelas, há uma pergunta que foi feita a Meishu-Sama a respeito do ken-shin-jitsu (conhecer a verdade). Essa pergunta consiste em querer saber se alguém consegue alcançar o nível de ken-shin-jitsu se aprofundar sua fé. Ao responder a essa pergunta, primeiro, Meishu-Sama disse que não, de jeito nenhum. E ele afirmou que somente uma pessoa em milhares, não, dezenas de milhares de anos, é escolhida para alcançar esse nível. Mas, depois de dizer isso, Meishu-Sama disse que esse momento chegará, que agora existem os espíritos malignos, e que já não existirá mais essa coisa de ken-shin-jitsu no Mundo de Miroku, pois todos serão capazes de conhecer a verdade. Como nós devemos aceitar essas Sagradas Palavras? A questão é essa, senhores. No início dessas Sagradas Palavras, ele diz: “De jeito nenhum. Absolutamente, não”. Então, será que nós vamos dizer: “Ah, se é assim, nós absolutamente não conseguiremos”, e ponto final? Ou, será que aceitaremos o que está escrito do meio até o fim dessas Sagradas Palavras? Meishu-Sama disse que o ken-shin-jitsu deixará de existir e que todos serão capazes de conhecer a verdade. Ou seja, por fim, toda e qualquer pessoa será capaz de chegar aonde Meishu-Sama chegou; alcançar exatamente o mesmo nível que Meishu-Sama alcançou. O ken-shin-jitsu deixará de existir: o que isso significa? Significa que Deus é a própria verdade e que, além disso, Ele é o nosso verdadeiro corpo. Por assim ser, é claro que todos estão destinados a conhecer a verdade. É isso o que essas Sagradas Palavras significam.P.S. inserido pelo Masaaki-Sama: Então, pensemos a respeito da razão pela qual Meishu-Sama disse: “De jeito nenhum. Absolutamente, não” e “Somente uma pessoa em milhares, não, dezenas de milhares de anos é escolhida para alcançar esse nível”. Ele disse isso porque podem surgir entre nós algumas pessoas que, ao escutar que nós também podemos alcançar o nível do ken-shin-jitsu, acabam aceitando isso com vaidade e passam a ter inúmeros pensamentos e sentimentos, como: “Eu alcancei o ken-shin-jitsu”. Para que isso não aconteça, ele nos fez uma advertência, dizendo que não, absolutamente não é possível, de jeito nenhum é possível “por meio da inteligência e capacidade humanas”, e que se não for uma escolha feita por Deus, ou seja, sem a permissão de Deus e sem nos lembrarmos da posição de deus que cada ser humano carrega dentro de si, absolutamente não é possível. Acredito que Meishu-Sama se expressou dessa maneira para nos fazer essa advertência. É dessa maneira que nós, primeiramente, fomos gerados no Paraíso e, assim como Meishu-Sama se expressou nas Sagradas Palavras “O plano de Deus”, criamos a Terra em comunhão com Deus, pensando em fazer com que a Terra fosse um mundo maravilhoso. E não é só isso. Apesar de Meishu-Sama ter dito que era deus na era mais remota, posteriormente ele desceu à Terra e nós, assim como aconteceu com ele, também viemos à Terra. Entretanto, a situação da humanidade ao longo dos anos é a seguinte: uma vez que nós viemos à Terra, o que aconteceu nessa ocasião foi nos esquecermos por completo de onde saímos, passamos a pensar que Deus não existe, pecamos para com Deus e também cometemos inúmeros pecados neste mundo. Com isso, nos tornamos existências pecaminosas que já nem sequer conseguem mais voltar para um lugar tão puro como o Paraíso. Quando nos tornamos uma existência pecaminosa como essa, o Redentor – realmente não há palavra mais adequada do que essa – Jesus, o nosso Redentor, expiou e purificou nossos pecados, tornando possível que venhamos a regressar para o mundo onde éramos deuses na era mais remota. Acerca de Jesus Cristo, será que o fato de, por fim, Jesus ter sido morto na cruz significa a conclusão dessa história? Não, não significa isso. Depois de um período de dois mil anos, tivemos Meishu-Sama. Porém, até mesmo o sentimento de Meishu-Sama foi distorcido pela nossa conveniência humana, mas foi nessa situação que Kyoshu-Sama veio até nós agora, indicando-nos o caminho de regresso, o caminho de regresso ao lar e, com isso, finalmente nos tornamos pessoas capazes de tentar corresponder ao amor de Deus, que está nos convidando a sermos acolhidos por Ele no Paraíso e convivermos como uma maravilhosa família. Essa é a etapa que vivemos atualmente, não é? Então, o que Deus sentiu quando Ele estava sozinho é tudo o que eu disse agora. Deus, no momento em que Ele estava sozinho, planejou tudo o que eu disse agora. Ele planejou isso desde o princípio da criação até a chegada de Kyoshu-Sama. Deus não é um ser que não teria planejado nada e pensado: “Ah! Puxa vida... os seres humanos cometeram um pecado. Isso precisa ser purificado a qualquer custo”, depois de enviar os seres humanos à Terra. Desde o momento em que Deus planejou criar o ser humano, Ele já estava ciente de que o ser humano viraria as costas para Ele e pecaria. Isso no princípio, quando Deus ainda estava sozinho. Naquele momento, Deus pensou: “Criarei Meus filhos, mas eles se afastarão de Mim uma vez. Eles se afastarão de Mim, mas Eu irei purificá-los, acolhê-los e criarei um mundo maravilhoso”. Foi aqui que Deus definiu tudo isso e, a partir de então, Ele criou a primeira fagulha do início da criação. No trecho da Bíblia que foi lido hoje (João 1:1–13) está escrito: “No princípio, era o Verbo”, não está? E esse Verbo é a palavra “Messias”. Tudo está imbuído nessa palavra. “Eu darei à luz todos vocês, mas vocês se afastarão de Mim. Apesar disso, Eu os perdoarei e os acolherei. E nós viveremos em comunhão em um mundo maravilhoso”: tudo isso já está imbuído nessa palavra, na primeira de todas as palavras. Afinal, por mais que se diga que “no princípio, era o Verbo”, o Verbo está sempre com o pensamento, não está? Além do mais, o pensamento ocorre primeiro. Isso aconteceu quando ainda não existia nada! Deus já havia definido tudo isso muito antes de “quando era deus, na era mais remota”. Isso também consta nas Sagradas Palavras que foram lidas hoje, certo? Nelas, Meishu-Sama disse que se trata do “plano de Deus, que foi definido há milhares, ou melhor, há dezenas de milhares de anos”. Ou seja, é algo que já foi definido há muito, muito tempo atrás, não é? É o plano de Deus que foi definido há milhares, ou melhor, há dezenas de milhares de anos, não é? Ou seja, isso aconteceu no princípio, quando Deus ainda estava sozinho. Penso comigo mesmo: “Será que existe amor maior do que esse?” Então, vejamos o primeiro salmo que foi entoado hoje: “O plano de Deus já havia sido consumado / Tão silenciosamente que / Isso não foi visto por ninguém.” Meishu-Sama está dizendo que isso aconteceu tão silenciosamente. Ou seja, Deus consumou o Seu plano, por conta própria e tão silenciosamente, dentro do Seu sentimento. Por assim ser, não há como perceber isso por meio dos olhos humanos, já que ninguém havia nascido ainda, não é mesmo? Então, tudo já havia sido consumado antes mesmo do início da criação. Ou seja, foi decidido o seguinte: “Vocês pecarão, mas serão perdoados e regressarão até Mim. Ou melhor, já está definido que vocês regressarão até Mim”. Tudo isso já foi decidido no princípio! “Tão silenciosamente” é uma ótima expressão, não é? É possível visualizar a imagem de Deus sozinho. Seus filhos, nenhum deles, ainda não existiam, Deus ainda estava sozinho e tudo foi consumado dentro do Seu sentimento. E foi então que Deus definiu, dentro do Seu pensamento, o seguinte: “Bem, Eu concretizarei isso”. E, com isso, Ele iniciou toda a criação. Mas vejam o segundo salmo entoado hoje: “Vós esperastes por tanto tempo, ó Deus, / Mas o Vosso plano está prestes a ser consumado / Exatamente agora!” A primeira coisa que vem à mente é: “Ué... Isso não entra em contradição com o primeiro salmo?” Os senhores podem pensar: “Mas já não havia sido consumado?” No entanto, não há uma contradição, pois, na verdade, isso já foi consumado dentro do pensamento de Deus. Só que Ele esperou por milhares de anos até que os Seus filhos aceitassem o Seu sentimento. Eis o sentido do salmo: “Vós esperastes por tanto tempo, ó Deus, / Mas o Vosso plano está prestes a ser consumado / Exatamente agora!” Assim sendo, se cada um dos senhores aceitar esse sentimento de Deus, isso será consumado neste mundo precisamente agora. Se cada um dos senhores disser a Deus agora: “Ó Deus, o Senhor está querendo consumar dentro de mim, precisamente agora, o que Vós consumastes muito tempo atrás”, então, pela primeira vez o sentimento de Deus e o nosso sentimento, o sentimento dos filhos que aceitam esse divino sentimento, entrarão em união e se tornarão um só. Usando a analogia trivial que eu fiz há pouco, se o sentimento de quem presenteia e o de quem é presenteado não se tornarem um só, a alegria não será verdadeira. Antes de entregar um presente, quem presenteia fica muito ansioso e exaltado, e quem o recebe, antes de receber o presente, também pensa: “Será que aquela pessoa vai me presentear?” No entanto, o momento mais feliz para ambos é quando o presente realmente é entregue, não é? Assim sendo, isso está prestes a ser consumado. E está prestes a ser consumado dentro de cada um dos senhores. E Deus esperou tanto tempo por esse momento. O que estou dizendo agora pode ser expressado em palavras por meio do terceiro salmo entoado hoje: “Chegará a hora, senhores / Em que ...” Ah! Me esqueci... como era mesmo? [Depois de o Masaaki-Sama fazer essa pergunta aos membros na nave, algumas pessoas disseram: “Em que vocês ficarão surpresos”.] Sim, é isso mesmo. “Chegará a hora, senhores / Em que vocês ficarão surpresos / Pela preciosidade, profundidade e grandeza / Do plano de Deus.” Senhores, muito obrigado [risos]. A hora em que vocês ficarão surpresos chegou, e essa hora é agora! Meishu-Sama disse que chegará a hora em que vocês ficarão surpresos pela preciosidade, profundidade e grandeza do plano de Deus, e nós viemos pensando até hoje o seguinte: “O que isso significa?” Era assim que pensávamos, não era? Entretanto, o que eu estou dizendo agora não é assunto referente somente aos 14 bilhões de anos a partir do Big Bang. Trata-se de um mundo anterior a esses 14 bilhões de anos; um mundo anterior a isso, onde Deus estava sozinho. O plano de Deus envolve tudo desde esse momento em que Deus estava sozinho. Realmente o momento de os senhores ficarem surpresos chegou. Os senhores não acham que isso é realmente magnífico? O quarto salmo entoado hoje foi: “É a Luz. / Oh, é a Luz / Que dissipa completamente as trevas / Não importa o quão profundas sejam as trevas!” Esse salmo fala a respeito da Luz que dispersa completamente as trevas, mas isso não se trata de algo que acontecerá a partir de agora, não, viu! Não se trata de a Luz surgir de agora em diante e nós dizermos: “Nossa, que bom! As trevas serão completamente dissipadas!” Não, não é isso, pois isso já foi decidido no princípio, e na Bíblia está escrito que as trevas não a compreenderam, ou seja, as trevas não derrotaram a Luz. Em suas Sagradas Palavras, Meishu-Sama também afirma que Deus havia determinado que, com a Transição da Noite para o Dia, a Era das Trevas chegaria ao fim e que o mundo se tornaria um lugar maravilhoso. Meishu-Sama disse que o mundo da noite cairá e se tornará o mundo do dia e que o mundo do dia vencerá, e que o plano de Deus foi decidido há dezenas de milhares de anos, não disse? Portanto, dissipar completamente as trevas é algo que Deus já havia decidido quando Ele estava sozinho. Deus decidiu que a Luz vencerá as trevas e, depois disso, Ele iniciou a criação. Agora, é óbvio que aqueles que são iluminados pela Luz da salvação não são apenas nós, pois no salmo que citarei a seguir, Meishu-Sama disse “todas as almas nos mundos material, místico e divino”. Ou seja, todo o Mundo Espiritual e todos os antepassados também estão incluídos: “No momento em que vocês admiram / A Luz da salvação, / Todas as almas nos mundos material, místico e divino / Serão banhadas em júbilo. / Sim, todas elas!” O que Meishu-Sama está dizendo nesse salmo em relação a ser “no momento” tem o sentido de ser nesse instante. Nós não somos existências que vivem sozinhas. Vivemos com nossos antepassados. No instante em que admiramos a Luz da salvação, cada um de nós consegue, sem exceção, ser banhado em júbilo. Afinal, nós possuímos todas as almas nos mundos material, místico e divino em nós. Mesmo dizendo a palavra “luz”, não há como a salvação existir se essa “luz” não for a luz que se originou no princípio; se não for a Luz que vem de Deus. Ou seja, as trevas se fazem presentes no coração, contraímos doenças e sentimos inúmeras coisas através do relacionamento com outras pessoas e, em relação a isso, naturalmente existem inúmeras soluções. Existem inúmeras soluções que, à primeira vista, têm uma característica luminosa. Mas como a mais intensa de todas as luzes é a Luz de Deus, a salvação só existe nela. Além do mais, essa Luz não é algo que surgiu no “meio do caminho”, pois ela é a primeira de todas as luzes. Ela é a luz primordial – bem, mesmo dizendo que é primordial, ela já faz parte da criação – e essa Luz existe dentro de nós. Então, se dissermos: “Eu admiro essa Luz com todas as almas nos mundos material, místico e divino”, cada um de nós conseguirá, sem exceção, ser banhado em júbilo. A seguir, vejamos o sexto salmo entoado hoje: “As vozes resolutas / Que exaltam e louvam a Vossa realização, ó Deus, / Ressoam por todo o Universo!” Esse salmo está se referindo à realização de Deus, certo? Só que Deus realizou inúmeras coisas, não realizou? Ele realizou muitas coisas, como, por exemplo, ter dado à luz Meishu-Sama, e inúmeras outras coisas mais. No entanto, a mais sublime de todas as realizações que Deus fez foi o sentimento que Deus teve no momento em que Ele estava sozinho. Ou seja, o sentimento de querer realizar tudo, de querer perdoar todos os seres humanos e acolhê-los em Si; o sentimento de dar início à criação depois disso. Essa, senhores, é a realização de Deus mais importante que nós devemos louvar. Mesmo que uma doença seja curada, eis onde está a fonte do poder. Afinal, tudo foi decidido naquele momento – o momento em que Deus estava sozinho. Assim sendo, o local onde louvamos a Deus é um local no qual o ser humano não consegue entrar, pois é o local onde Deus está sozinho. Nós conseguimos ir até o estágio seguinte, que é o mundo chamado Paraíso. Afinal, até mesmo o Paraíso é um mundo que foi criado. No entanto, o que nós devemos louvar é o que aconteceu antes da criação do Paraíso: a época em que Deus estava sozinho. Assim sendo, não temos outra escolha a não ser louvar isso, não é mesmo? Deus está em um local onde não somos capazes de fazer nada. Louvar essa sublimidade, pureza e força: se formos louvar a Deus, é esse momento primordial que devemos louvar. A seguir, vejamos o sétimo salmo entoado hoje: “Como são patéticos aqueles / Que não conhecem este ensinamento, / Pois eles são incapazes de agarrar a verdadeira felicidade.” Nele, está escrito a palavra “ensinamento”, mas, embora seja um ensinamento, trata-se do amor: o amor de Deus. O amor de Deus assume a forma de um ensinamento. E sem a felicidade de Deus não é possível agarrar a verdadeira felicidade. Além do que eu estou dizendo para os senhores agora, existe tudo o que Kyoshu-Sama sempre nos orientou, certo? Mesmo que busquem a felicidade mundana, sem aceitar tudo isso, os senhores não chegarão a lugar nenhum. Talvez os senhores consigam chegar até uma mera felicidade, mas os senhores não alcançarão a verdadeira felicidade. Então, é como no oitavo salmo entoado hoje: “Ó Deus, / Quando eu penso a respeito da felicidade / De o meu ser ter sido salvo, / Não há nada que eu possa fazer além de retribuir a Vós / Com todo meu corpo e coração!” Meishu-Sama está dizendo que ele foi salvo. Assim sendo, acerca de quando nós fomos salvos, como estou dizendo desde o começo aos senhores, isso aconteceu no princípio. Nós fomos salvos no princípio, dentro do sentimento de Deus. Nós, quando dizemos que fomos salvos, geralmente nos expressamos dizendo algo como: “Ah, foi quando aquela doença foi curada. Isso aconteceu no dia tal, do mês tal de tal ano”. Mas, uma vez que Deus decidiu, no sentimento que Ele teve no princípio, que tudo e todos seriam salvos, então, nós já havíamos sido salvos naquele momento. Na verdade, não existe nada mais gratificante do que isso, não é? Muitas coisas acontecem nessa vida mundana. Afinal, até mesmo Meishu-Sama faleceu de uma doença, um derrame cerebral hemorrágico. Até mesmo Meishu-Sama, viu! Isso é muito sério, não é? Mas acho que, naquele momento, Meishu-Sama não pensou uma vez sequer: “Eu não fui salvo”. Embora estivesse em meio às dores do derrame cerebral, acho que ele já estava em meio a uma alegria muito grande de ter sentido: “Deus me salvou”, não estava? Por conseguinte, ser formos “aceitar”, então temos que aceitar esse ponto. É somente esse ponto primordial, e nada mais. Deus, em um momento no qual ainda não havia ninguém, pensou em nós da mesma maneira que pensamos em alguém quando vamos comprar um presente de aniversário. Deus sentiu que queria gerar Seus próprios filhos e compartilhar com eles uma alegria sublime. Ele sentiu isso e pensou: “Vou salvá-los, haja o que houver. Vou curá-los, acolhê-los e fazer com que eles se tornem existências perfeitas”. Então, o que nós devemos “aceitar”? O que nós devemos aceitar é isso. Ou seja, devemos aceitar esse sentimento de Deus. Geralmente, no entanto, surge aqui uma discrepância. Isto é: quando algo acontece ao nosso redor, vemos esse problema no desenrolar do tempo, desejando: “Quero que isso melhore”. Em relação a esse problema, embora digamos: “Eu aceito”, a nossa aceitação consiste em pensar coisas como: “Quando esse problema será resolvido?”, “Quero que isso melhore...” ou “O que acontecerá?” Por termos essa aceitação, apesar de Deus estar nos dizendo: “Filhos, Eu concretizei tudo”, nós dizemos: “Que isso seja concretizado algum dia. Ó Deus, assim eu rogo ao Senhor”. Com isso, sempre há aqui uma discrepância em relação ao sentimento de Deus. É por isso que, de forma alguma, não nos sentimos aliviados. Mas, quando algo acontece ao nosso redor, se dissermos: “Ah, Vós, ó Deus, preparastes o caminho para que tudo isso seja resolvido, para que tudo corra da melhor maneira, não é?”, então Deus nos dirá: “Sim, pode deixar comigo”, concedendo-nos toda a força que for necessária. Ele preparará o melhor caminho para ser trilhado por nós. Enquanto o nosso sentimento não entrar em união com o sentimento de Deus, seguiremos sempre dentro dessa situação imprecisa. Naturalmente, um problema pode ser resolvido mesmo que ainda haja uma discrepância. Acerca disso, nós dizemos: “Ah, que bom! Muito obrigado, Deus!” Bem, isso até pode ser assim, mas caso uma questão se resolva, imediatamente surge outro problema, como problemas relacionados ao próprio corpo ou ao relacionamento com outras pessoas de várias formas. Por assim ser, enquanto o nosso sentimento não entrar em união com o sentimento de Deus, basicamente, não há uma solução fundamental para os problemas. Além disso, realmente é importante dizer: “Eu aceito. Eu aceito”. Mas existe algo que nós não podemos nos esquecer. Ou seja, até podemos dizer “eu aceito” para o que nos convém [risos], mas a criação de Deus não se limita apenas ao Mundo Espiritual, e sim, a tudo o que está incluso no Mundo Material, tudo o que está incluso no nosso cotidiano. Assim sendo, existem inúmeras coisas que nós não queremos aceitar e vivemos nossas vidas escondendo isso para não expor um aspecto interior como esse diante de Deus. Mas, na verdade, Deus perdoa até mesmo essa nossa postura. Nós, seres humanos, imprudentemente invadimos o sentimento das pessoas e cutucamos a ferida que elas têm. Deus, no entanto, está nos dizendo o seguinte: “Filho, Eu estarei à espera do momento. Estou à espera do momento em que você virá até Mim. Estarei à espera do dia em que você Me mostrará isso e entregará isso na Minha mão”. No entanto, o que por fim Deus está realmente pensando é o seguinte: “Eu quero estar contigo, Meu filho, em tudo o que acontece no seu dia a dia”. Por assim ser, tudo o que estou falando desde o começo das minhas palavras de hoje está relacionado ao mundo invisível. Portanto, existe em nós o sentimento de querer pensar: “Eu não entendo. É difícil”. Eu entendo isso. Contudo, penso que o sentimento que Deus teve no princípio é o amor, e nada mais além disso. Estava perfeitamente tudo bem para Deus quando Ele estava sozinho, mas Ele se deu ao trabalho de dar à luz cada um de nós e, apesar de termos virado as costas para Ele, até mesmo isso Deus perdoou. Ele nos acolheu e, além disso, por se tratar de “todas as almas nos mundos material, místico e divino”, Deus está nos dizendo que acolherá toda e qualquer pessoa, sem exceção, em um mundo de júbilo. Naturalmente, uma vez que Ele também disse coisas severas, como a separação entre o bem e o mal, Deus está nos pressionando [risos]. Mas isso se deve ao fato de termos virado as costas para Ele, e é por isso que essas expressões se tornaram severas. No entanto, Deus é amor, certo? E o amor não é a razão. Apesar de o amor não ser a razão, se tentarmos entendê-lo por meio da razão, será difícil entendê-lo; será difícil conseguirmos compreendê-lo. Mas estamos falando de uma história a respeito do amor. As Palavras de Kyoshu-Sama também são uma história a respeito do amor. Se pensarmos que queremos ter contato com esse amor, talvez encontremos uma chave dentro de nós mesmos para compreender a verdade de Deus. Afinal, na verdade, os senhores possuem consigo a posição de alguém que consegue alcançar o nível de ken-shin-jitsu (conhecer a verdade). Saibam que será difícil se tentarem compreender com base na razão. Mas isso é o amor. Agora, por se tratar do amor, isso não significa que não precisamos fazer mais nada. Não, não é isso. De minha parte, quero dar o melhor de mim para transmitir o que desejo transmitir aos senhores para aceitarmos, todos juntos, o amor de Deus. O trecho da Bíblia que foi lido hoje é o início do famoso evangelho segundo João e o seu conteúdo está relacionado ao nascer de novo, certo? Estava escrito que as pessoas que o receberam, aquelas que creram no seu nome, nasceram de Deus, certo? Está escrito que são as pessoas que não nasceram nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, e que elas não nasceram do sangue – não nasceram do sangue –, certo? Exemplificando, eu faço parte da família Okada e, portanto, embora Meishu-Sama tenha nascido de novo, isso não significa que eu também sou capaz de nascer de novo. Não é bem assim, pois trata-se de algo que não depende da linhagem sanguínea. Existem várias linhagens sanguíneas, certo? Temos, por exemplo, a linhagem sanguínea da família imperial ou a de uma família real. Entretanto, o nascer de novo como filho de Deus não depende disso. A nossa linhagem sanguínea difere de pessoa para pessoa neste mundo humano, mas, na verdade, pelo sangue de Deus somos uma só linhagem. Em termos da linhagem sanguínea de Deus, fazemos parte de uma única família. O nosso sangue foi expiado, certo? Foi expiado. Uma vez que Jesus é o Senhor da Redenção, nosso sangue foi expiado através do sangue de Jesus. Ou seja, o sangue que flui agora pelo nosso corpo já foi purificado e, agora, o sangue que flui em nós é o sangue dourado de Deus – esse sangue flui dentro de cada um de nós. É nesse sentido que todos nós somos uma família. Uma família ligada pelo sangue de Deus, uma família ligada pelo sangue dourado de Deus. Se for pela linhagem sanguínea de Deus, até mesmo nós podemos nascer de novo. No entanto, uma vez que o nosso sangue já se tornou o sangue dourado de Deus, ocorrem inúmeras coisas no nosso corpo agora, como o surgimento de doenças e outras coisas mais, a fim de que todos aqueles dentro de nós que precisam ser salvos sejam purificados. A respeito de como isso deve ser visto, não é achar que o nosso corpo adoece porque o nosso próprio sangue está sujo, considerando que tudo piorará cada vez mais de agora em diante. Não, não é isso. Não é isso, pois, pelo contrário, como nós já fomos purificados e dentro de nós flui o sangue dourado – por ser o sangue dourado, ele ilumina inúmeras coisas – Deus está purificando tudo o que é impuro dentro de nós. O câncer, por exemplo, é uma das coisas que há de mais relevante dentro disso tudo. Também existem outras muitas doenças relacionadas ao sangue, certo? Mas tudo isso não são coisas ruins chamadas “doença”. Pelo contrário, essa atuação consiste no fato de Deus usar o sangue puro que existe dentro de nós, purificando os muitos pecados da humanidade. Mas as pessoas na sociedade – como no salmo que mencionei há pouco, ou seja, o salmo que diz: “Como são patéticos aqueles que não conhecem este ensinamento” – dizem o seguinte quando ficam doentes: “Será que não vai melhorar? Será que não vai melhorar?” e ficam sofrendo, não ficam? Logo, gostaria que, na medida do possível, disséssemos a essas pessoas o seguinte: “Mesmo doente, não é que isso esteja piorando. Em vez disso, saiba que o sangue dourado existe dentro de você! Você está sendo utilizado na obra de salvação”. É isso o que os senhores querem transmitir para essas pessoas, não é mesmo? Então, se nós aceitarmos que já fomos purificados e salvos, nesse momento, o objetivo primordial de Deus será concretizado. E, a seguir, virá a etapa seguinte. Ou seja, a etapa que virá a seguir é aquela onde somos utilizados proativamente na obra de salvação. Nós estamos agora nessa etapa. Não é apenas nos colocarmos na posição de quem recebe e diz: “Eu fui salvo!” Em vez de encerrar dessa maneira, precisamos avançar para a etapa seguinte. Afinal, assim como no salmo que mencionei há pouco, queremos retribuir a Deus com todo nosso corpo e coração, por termos sido informados que fomos salvos, não é? Se acharmos que o corpo precisa ficar perfeito para, então, retribuirmos a Deus, não conseguiremos retribuir ao Seu coração durante a nossa vida toda. Então, é agora, viu! Agora. “Eu fui salvo agora. Tornei-me um ser puro”: é assumir isso ou não. Ou seja, assumir que o nosso coração sofre inúmeras mudanças ou que ficamos doentes porque fomos salvos, porque fomos purificados. Precisamos assumir que estamos sendo utilizados em uma obra de salvação como essa. Então, definitivamente não há outro ponto a não ser este. Deus já concretizou; Ele já salvou e acolheu a tudo e a todos no Paraíso: se excluirmos esse ponto, definitivamente não conseguiremos mais avançar. Afinal, se não for isso, o mundo será um mundo de indecisões. Ou seja, um mundo de indecisões no qual as pessoas pensam: “Será que não vai melhorar?”; “Este mundo é terrível. Aconteceu mais uma guerra... que terrível”. Bem, é dessa maneira que as pessoas na sociedade vivem pensando, não é? Mas não, não é isso, pois existe o amor paternal, não existe? O amor paternal de Deus – esse amor é o verdadeiro amor. Naturalmente, uma punição por meio das leis, ou algo parecido com isso, como existe neste mundo, é necessária. No entanto, independentemente do que venhamos a ser ou quantas coisas ruins façamos, existe o amor paternal pelo qual Deus nos diz: “Eu os perdoo e os acolherei de volta”. Esse amor paternal existe, não existe? Além disso, existe o nosso amor filial em corresponder a esse amor paternal; é o nosso amor filial em corresponder ao amor paternal dizendo: “Muito obrigado”, certo? Então, a questão é esses amores, paternal e filial, se tornarem um só. É o amor filial de querer corresponder ao amor paternal dizendo: “Isso foi concretizado pelo Senhor, certo? Vós, ó Deus, preparastes algo perfeito. Muito obrigado”. Se o amor paternal e esse amor filial entrarem em união, surgirá então um poder ainda maior, pois haverá a união entre o espírito e a matéria. Uma vez que existia o Johrei com a mão levantada e outras coisas mais, sempre tínhamos como consciência estarmos no lado que recebe. Bem, é claro que está tudo bem em tentar fazer com que o mundo seja um mundo melhor, mas existe uma grande diferença em agir com a premissa de que Deus já concretizou tudo dentro dos senhores ou, por outro lado, agir sem essa premissa pensando apenas que é preciso melhorar esse mundo maligno de alguma forma pela força humana. Existe uma grande diferença em ver o mundo como sendo um local onde o Seu plano já foi consumado ou como sendo um local onde isso ainda não foi consumado! Por assim ser, de agora em diante, devemos dar um grande salto transpassando a época em que só recebíamos, que vivemos até hoje, e precisamos salvar toda a humanidade e todos os antepassados ligados a ela. Está tudo bem em não ter seus conhecidos ou amigos. Os senhores podem olhar para o seu interior e dizer: “Eu carrego comigo uma importante missão”. Se pensamentos como o de odiar outras pessoas surgirem, pensem: “Ah! É esse pensamento!” A doença também é terrível, não é? Evidentemente, existem inúmeras maneiras mundanas de lidar com uma doença. Mas se conseguirmos pensar, nem que seja uma fração de segundo, em uma circunstância como essas e dizermos a Deus o seguinte: “Ó Deus, Vós estais me purificando, utilizando o sangue dourado que flui dentro de mim para salvar muitas pessoas”, então Deus nos dirá: “Sim, Meu filho. É isso mesmo!” Por assim ser, a missão de cada um dos senhores é grandiosa. Pode parecer que estamos sofrendo de doenças ou devido ao relacionamento com outras pessoas, mas não, não é isso. Deus confiou uma grandiosa obra de salvação para cada um de nós. Assim sendo, a primeira coisa que devemos fazer em prol disso é “aceitar”. Ou seja, transmitir a Deus o seguinte: “Ó Deus, eu aceito o Vosso amor, o Vosso amor paternal, que fora concretizado pelo Senhor no Paraíso”. E, além disso, dizer: “Eu acredito no Vosso amor”. Afinal, o amor não é a razão. Se avançarmos dessa maneira, já que o amor de Deus é um amor verdadeiro, obviamente o mundo da Luz será concretizado, sem contar que esse mundo é um mundo repleto de amor. Portanto, é esse mundo repleto de Luz e amor – a Luz e o amor de Deus – esse mundo repleto de Luz e amor que eu gostaria que fosse construído por todos nós da Igreja Mundial do Messias. Embora inúmeras coisas possam acontecer, uma vez que Deus está fazendo com que isso aconteça pelo bem da salvação, vamos ter coragem e caminhar em comunhão. Muito obrigado.