Versão em PDF: https://ourl.jp/th0kY Mais uma vez, bom dia. [Bom dia.] Bom, antes de responder às duas perguntas do Amadeus, eu quero falar uma coisa. Depois de ter lido todas as perguntas no Japão, o que eu senti foi que nós estamos nos esquecendo do espírito de Meishu-Sama, de como ele vivia neste mundo e da sua percepção quando estava conosco. E, na verdade, como Meishu-Sama ainda está vivo, depois de ter lido todas as perguntas, e como as suas perguntas são um reflexo da minha postura para com Meishu-Sama, eu achei que nós precisamos despertar mais uma vez e nos lembrar do que é o espírito de Meishu-Sama. Por exemplo, temos as Sagradas Palavras de Meishu-Sama: Quando ficamos preocupados ou abatidos, o espírito cai no Inferno, mas o nosso espírito deve permanecer sempre no Paraíso, aconteça o que acontecer. Se não ficarmos ansiosos nem aflitos, o espírito irá para o Paraíso e lá Deus fará tudo dar certo.Sermão de 18 de maio de 1948 Eu repito: “Quando ficamos preocupados ou abatidos, o espírito cai no Inferno, mas o nosso espírito deve permanecer sempre no Paraíso, aconteça o que acontecer. Se não ficarmos ansiosos nem aflitos, o espírito irá para o Paraíso e lá Deus fará tudo dar certo”. Meishu-Sama disse: aconteça o que acontecer. Então, é sem exceção. Se nós ficarmos preocupados com todas as coisas que acontecem na nossa vida, os nossos espíritos cairão no Inferno e Deus não vai nos abençoar com o Seu poder. Esse era o espírito com que Meishu-Sama vivia neste mundo. Muitas perguntas demonstram: “Ah, estou preocupado...”, “Eu estou triste...”, “Vejam o que está acontecendo com a sociedade...”. Mas nós precisamos sair desse estado e despertar. Me parece que nós estamos vivendo como uma pessoa comum. Mas Meishu-Sama foi uma pessoa revolucionária e nós, eu acho que estamos sendo puxados pela realidade do mundo, pelo pensamento do mundo, e nós acabamos pensando como pessoas comuns, não como seguidores de Meishu-Sama. Mas nós somos seguidores de Meishu-Sama. Ou seja, nós precisamos seguir os passos que Meishu-Sama deu neste planeta Terra. Essas Sagradas Palavras são muito curtas, mas muito fortes. E nós, às vezes, recebemos essas Sagradas Palavras como “ensinamentos”. Mas o fato de Meishu-Sama ter dito essas palavras significa que Meishu-Sama vivia sua vida assim. Nós, às vezes, pensamos: “Ah, Meishu-Sama deixou essas Sagradas Palavras. Será que eu consigo seguir esses passos?” Mas nós precisamos lembrar que, quando algo causou preocupação no seu coração, Meishu-Sama pensou: “Ah! Mas se eu for afetado com esta preocupação, meu espírito vai cair no Inferno. Então, eu preciso permanecer no meu Paraíso, deixar tudo na mão de Deus, e Deus vai fazer tudo dar certo”. Essa foi a maneira como Meishu-Sama vivia neste mundo. “Gratidão gera gratidão”, não é? Meishu-Sama disse: Gratidão gera gratidão; reclamações atraem mais reclamações: isso é realmente verdade. Isto porque o coração agradecido alcança Deus e o que reclama alcança o Diabo. Dessa maneira, é fato que quem sempre agradece se torna uma pessoa feliz, e quem sempre reclama ou resmunga se torna uma pessoa infeliz. No Ofudesaki da Oomoto está escrito: “Se você se alegra, coisas para se alegrar virão”. Isso é realmente uma ótima colocação. Isso é “Tudo depende do seu sonen”. “Gratidão gera gratidão. Reclamações atraem mais reclamações”: então, preocupação atrai mais preocupações; sentir tristeza atrai mais tristeza. É algo normal, não é? Quem planta semente de banana, colhe banana. Quem planta gratidão, colhe gratidão. Quem planta preocupação, colhe preocupação. É a lei da vida, não é? Quando nós plantamos sementes de maçã, nós colhemos maçãs. Então, se você fica preso na sua preocupação, reclamando, é impossível ter uma vida feliz. É impossível, porque isso é a lei da vida. “Ah, tem esse problema da sociedade atual...”. “Ah, tem esse problema, não tem membros o suficiente, não tem dinheiro o suficiente, não tem relação boa”. Quando você fica preso nesse tipo de pensamentos, você vai atrair todas as coisas negativas, é claro. E Meishu-Sama disse aqui: “Se você se alegra, coisas para se alegrar virão”. Não é: quando coisas boas vêm, se alegrem. É o oposto, não é? Mesmo não acontecendo nada, se você se alegra, coisas para se alegrar virão. Se você se alegra depois de ter acontecido coisas boas, é normal. Todo mundo está fazendo isso. “O Brasil ganhou, então vamos ser felizes!” É normal, não é? Mas Meishu-Sama é uma pessoa realmente revolucionária e está dizendo que, antes de algo bom acontecer, você precisa se alegrar como se fosse: esse algo bom já aconteceu. E muitas perguntas não estão mostrando esse espírito de Meishu-Sama. Ficam presas no pensamento mundano, no pensamento normal. As Sagradas Palavras de Meishu-Sama (“Características peculiares da salvação pela nossa Igreja”, 5 de outubro de 1949): “A missão da nossa Igreja é salvar aqueles que estão sofrendo no inferno ao Paraíso”. Essa é a nossa missão: salvar. Nós estamos na posição de salvar pessoas. Nós não somos quem precisa ser salvo. Mas me parece que a premissa de muitas perguntas é: “Eu quero ser salvo. Eu quero receber bênçãos. Em vez de salvar as pessoas, eu quero receber algo bom, eu quero receber a bênção de Deus”. É o oposto, não é? Meishu-Sama está dizendo que a nossa missão é salvar as pessoas. Nossa missão não é ser salvo. E, como essa é a nossa missão, “a fim de salvar as pessoas ao Paraíso, vocês devem primeiro subir ao Paraíso e se tornarem habitantes” do Paraíso. É “primeiro”. Então, Meishu-Sama está nos dizendo que a primeira coisa que nós devemos fazer é subir ao Paraíso. Aqui, nós, às vezes, nos perguntamos: “Realmente o Paraíso existe?” Mas Meishu-Sama não está nem falando sobre esse ponto. O conceito de que o Paraíso já existe, já está imbuído nas suas Sagradas Palavras, porque Meishu-Sama está dizendo que vocês devem primeiro subir ao Paraíso. Então, a premissa é que o Paraíso realmente existe. Isso é revolucionário também, porque ao contrário de Meishu-Sama, nosso pensamento é: “Ah! Nós precisamos praticar isso, ultrapassar este problema, ultrapassar esta preocupação. E depois de ter ultrapassado esses problemas, essas preocupações que nós temos, então nós vamos subir ao Paraíso”. Isso é o nosso pensamento, nossa atitude, esperando a situação atual mudar. Por exemplo, antigamente, era o seguinte: se nós ministrarmos muitos Johreis, encaminharmos muitos novos membros, depois, finalmente poderemos nos tornar um ser digno de entrar no Paraíso. Mas o espírito de Meishu-Sama é o oposto. Para Meishu-Sama, a primeira coisa que vocês precisam fazer é subir ao Paraíso. Mesmo com todos os problemas que nós temos agora, Meishu-Sama está dizendo: “Vocês devem!” É um dever: Meishu-Sama usa uma palavra muito forte. Isso é o nosso dever. Obrigação: dever é uma obrigação. Então, Meishu-Sama está nos dizendo que vocês devem primeiro subir ao Paraíso. E, quando nós ficamos presos na nossa preocupação, isso significa que não estamos subindo ao Paraíso, não é? Depois, nessas mesmas Sagradas Palavras, Meishu-Sama disse: Deixem-me dizer isto: não são somente cópias (isso é, os Solos Sagrados físicos), mas cada ser humano também precisa se tornar um habitante do Paraíso, ou melhor, chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante. Eu achei essa colocação, essa maneira de se expressar, muito interessante, porque, primeiro, Meishu-Sama disse: “Ah, vocês precisam se tornar um habitante do Paraíso”. É um “ah, vocês precisam fazer isso”, não é? Se Meishu-Sama terminasse as suas Sagradas Palavras aqui, a nossa resposta seria: “Sim, nós precisamos subir ao Paraíso e nos tornarmos um habitante do Paraíso”. Nossa resposta seria: “Sim, senhor”. Simplesmente: “Sim, senhor”. Porque Meishu-Sama está nos dizendo: “Vocês precisam fazer isso”. E a resposta precisa ser: “Sim, senhor”. Mas Meishu-Sama disse: “Ou melhor, chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante”. É “pode”: uma possibilidade. Então, primeiro, Meishu-Sama disse que vocês precisam fazer isso, mas, em vez de ser muito forte – desta maneira, nós não temos nenhuma opção e precisamos dizer: “Meishu-Sama, sim, senhor” – mas, aqui, Meishu-Sama está mudando as palavras e dizendo: “Chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante”. Então, é o seguinte: “Se você quiser, sim. É a sua escolha, a sua opção”. Meishu-Sama não está nos forçando a dizer “sim”. Meishu-Sama está deixando um pouco de espaço para nós, para que possamos tomar a nossa decisão com o nosso próprio desejo. Então, a escolha é nossa. Você precisa escolher. Isso está no passado: chegou o momento. Meishu-Sama não está dizendo que chegará o momento. O momento já chegou para que nós possamos entrar no Paraíso. Esse momento já chegou. Isso significa que o Paraíso já está estabelecido firmemente dentro do nosso coração. Mas, caso você não queira admitir isso, é a sua escolha, porque você pode entrar no Paraíso, se você quiser. Se você quiser ficar preso na sua preocupação, você pode ficar neste mundo, em vez de subir ao Paraíso. Então é a sua escolha. É algo muito parecido, mas Meishu-Sama disse: Agora, uma vez que a nossa Igreja construirá o Paraíso Terrestre, a primeira coisa a ser feita é fazer com que o lar se torne paradisíaco. Para tanto, primeiro, o coração da própria pessoa precisa se tornar paradisíaco. Um coração paradisíaco é um coração que está no estado em que não há sofrimentos e preocupações. “Um coração paradisíaco é um coração que está no estado em que não há sofrimentos e preocupações”: Meishu-Sama está dizendo que o coração, o nosso coração precisa se tornar paradisíaco. Sendo este o caso, uma vez que ficar apreensivo é um sofrimento ou preocupação, ficar agoniando quando as coisas não correm conforme o desejado também é um estado infernal. Assim sendo, o que precisa ser feito é, no mínimo, se livrar dos sofrimentos e preocupações. O melhor método para fazer isso é fazer com que os sofrimentos e preocupações desapareçam por meio da gratidão, ou seja, não construir o Inferno dentro do próprio coração.“Deus controla a expansão”, 12 de março de 1952 São palavras que soam normais, vamos dizer assim, mas são palavras que, quando você realmente quer praticar, é algo impossível. Todas essas Sagradas Palavras que eu mencionei agora há pouco são imbuídas do espírito de Meishu-Sama: como Meishu-Sama vivia neste mundo. Esse foi o padrão que Meishu-Sama exigiu para todos os seus membros. Acho que nós estamos esquecendo esse espírito de Meishu-Sama, porque nós pensamos: “Ah, agora a sociedade é assim, a sociedade tem esse problema...”. E, com isso, nos esquecemos completamente do espírito de Meishu-Sama; de como Meishu-Sama tinha essa fé ardente para com Deus. Meishu-Sama conseguia transmitir essas palavras, porque ele tinha a convicção de que Deus iria fazer dar tudo certo. Deus faria dar tudo certo. E por causa disso, Meishu-Sama vivia neste mundo com essa convicção. Acho que nós precisamos despertar mais uma vez para o espírito de Meishu-Sama. Então, voltando para as perguntas, talvez o que eu falei agora há pouco já respondeu, de certa forma, algumas perguntas. Mas, ainda assim, eu quero responder a todas as perguntas preparadas. Bom, mas por causa disso, talvez eu não vá responder de forma muito detalhada, porque temos 14 perguntas. Mas eu quero responder a todas as perguntas. Amadeus Valdrigue (40 anos, masculino, diretor executivo e responsável pela Região Sudeste): Masaaki-Sama, com profundo respeito e humildade, permita-me dirigir uma pergunta sobre um tema de grande relevância em nossos dias. Diante do acelerado avanço da inteligência artificial na sociedade, muitas pessoas manifestam apreensões quanto aos seus impactos – como a substituição de profissionais em diversas áreas, o aumento do desemprego e, até mesmo, o temor de que essa tecnologia possa vir a dominar a humanidade. Em meio a esse cenário, e tendo em vista que buscamos trilhar o caminho da fé sob a orientação de vossa sagrada pessoa, rogamos humildemente: como devemos, enquanto religiosos, encarar e utilizar essa tecnologia? Em relação aos relacionamentos homoafetivos, qual a visão do senhor sobre este assunto? Masaaki-Sama: Sobre a IA, bom, você falou sobre desemprego, apreensão, pelo surgimento dessa nova tecnologia, mas isso é algo natural no processo da humanidade. O surgimento da internet, por exemplo, gerou e ainda está gerando muitos desempregos, eu acho. Mesmo na cidade de Atami, onde eu moro, muitas livrarias estão fechando, porque as pessoas estão comprando cada vez mais livros pela internet, e isso é um processo normal. E, acho que, bom, com cautela, nós precisamos aproveitar essa nova tecnologia, a IA. Eu utilizo bastante também. Você disse que a IA pode dominar a humanidade. Sim, talvez a IA vá dominar a humanidade, mas a IA não pode dominar Deus. Com a nossa maneira de viver neste mundo, nós estamos dominados por muitas outras coisas também. Dinheiro – eu acho que nós já estamos dominados pelo dinheiro – coisas materiais nos dominam, não é? Mas nada pode dominar Deus. Então, no final das contas, se nós mantivermos a nossa fé em Deus, não precisaremos nos preocupar. Em relação à segunda pergunta sobre os relacionamentos homoafetivos, a minha visão é que isso é algo normal. Eu sou homem, então, dentro de mim existe a alma feminina, e dentro das mulheres existe a alma masculina. Então, caso esse elemento, esse lado feminino se manifeste de forma forte, essa pessoa vai exibir, demonstrar, mais características femininas. Então, isso é algo normal. É algo que nós nunca podemos julgar, porque poderia ter acontecido comigo também, porque tem um elemento feminino dentro de mim. Se isso tivesse se manifestado, eu poderia ter tido esse sentimento por homens. Mesmo que eu seja um homem, eu posso ter, quando esse lado feminino aparece, afeto por homens. Então, é algo normal. É importante admitir que, em cada ser humano, existem dois lados: lado masculino e lado feminino. Mas quando vemos uma pessoa com a aparência de um homem, queremos limitar que essa pessoa só pode amar mulheres. Isso acontece porque não estamos reconhecendo o outro lado que existe dentro de cada pessoa. Porque, quando nós pensamos sobre Meishu-Sama, ele disse que nasceu de novo como o Messias, mas Meishu-Sama encontrou uma outra mulher neste mundo? Não, ele não encontrou. Mas, Meishu-Sama já tinha 70 anos ou 71 anos, e ele disse que nasceu de novo. E, para nascer, homem e mulher precisam se unir. Mas Meishu-Sama é uma pessoa só. Então, como Meishu-Sama conseguiu dizer que ele nasceu de novo? É simplesmente porque dentro dele existia essa alma feminina, e Meishu-Sama, o seu lado masculino, se encontrou com o lado feminino que existia dentro dele e, por causa disso, quando isso aconteceu, o bebê nasceu e, então, ele nasceu de novo. Sem admitir que o lado feminino ou masculino existe dentro de você, é impossível nascer de novo. Talvez essas pessoas estejam tendo esse tipo de relacionamento homoafetivo para que nós possamos nos lembrar que esse outro lado também existe dentro de nós. Bom, no meu caso, o lado feminino e, para mulheres, o lado masculino. Então, acho que Deus está utilizando essas pessoas para que nós possamos realmente nascer de novo. Às vezes essas pessoas são criticadas, mas isso não é uma atitude boa. Mais do que isso, eles estão nos ajudando a cumprir nossa missão de nascer de novo. No mínimo, nós precisamos ter gratidão por essas pessoas. Porque mesmo elas recebendo muitas críticas, elas não podem mudar o que elas sentem porque, se você tem afeto por uma pessoa, quem pode negar esse afeto? É impossível, não é? Mas, mesmo assim, essas pessoas estão recebendo críticas por causa da norma que a sociedade exige das pessoas. Então, eu acho que é importante, pelo menos na Igreja Mundial do Messias, nós mostrarmos a nossa gratidão baseada na verdade. Eu disse que eu iria dar respostas curtas, mas eu acho que eu me estendi um pouco agora com a sua segunda pergunta, porque foi uma pergunta muito importante para nós também. Edna dos Anjos Soares de Brito Rezende (65 anos, feminino, responsável da Igreja Zona Norte – RJ) Minha pergunta ao senhor é a seguinte: em um mundo onde várias mudanças vêm ocorrendo ao longo dos anos em todas as áreas, às vezes nos vemos sob cobrança da sociedade em nos posicionarmos com relação a alguns temas polêmicos, como política e outros. Como religiosos que somos, e cientes de que Deus está no comando de tudo, qual deve ser a nossa postura para responder a esses questionamentos? Masaaki-Sama: Bom, acho que, por exemplo, sobre a segunda pergunta do Amadeus sobre o relacionamento homoafetivo, Edna, isso também foi um posicionamento, porque principalmente os cristãos têm uma visão forte sobre esse assunto às vezes, mas, pelo menos com relação a esse assunto do relacionamento homoafetivo, eu acho que a nossa postura é clara. Com a sua pergunta, vamos pensar o que aconteceu na época de Meishu-Sama. Na época de Meishu-Sama, o posicionamento que ele mostrou de forma muito clara foi o posicionamento dele em relação à área da medicina, não é? Talvez hoje em dia nós não falemos bastante sobre esse ponto, mas Meishu-Sama foi fortemente e completamente contra a área da medicina, o uso dos remédios, o uso das vacinas. Também foi contra o uso dos agroquímicos na agricultura. Principalmente em relação a essas duas áreas (medicina e agricultura), Meishu-Sama mostrou um posicionamento muito forte. E Meishu-Sama não fez isso simplesmente para dizer que o uso de remédios faz mal à saúde, mas sim, para nos mostrar que, em vez de dependermos da medicina, quem cura é Deus. Meishu-Sama queria que despertássemos para a verdade de que quem cura é Deus. E, para colocar essa crença em Deus na prática, mesmo tendo um derrame cerebral, Meishu-Sama não foi ao hospital. É impossível imaginar, não é? Ele teve um derrame cerebral e metade do seu corpo estava paralisado. Uma situação que 100% das pessoas de hoje vão dizer que você precisa ir ao hospital. Na época de Meishu-Sama, tenho certeza de que, claro, as pessoas também pensaram que Meishu-Sama deveria ter ido ao hospital. Mas como Meishu-Sama queria expressar a sua crença em Deus, Meishu-Sama escolheu não ir ao hospital, que é uma atitude impensável, não é? Ter um derrame cerebral, ficar com metade do seu corpo paralisado e não ir ao hospital é uma escolha impensável para nós. Mas, ainda assim, eu acho que hoje em dia é difícil, como Igreja, anunciar de forma forte que nós não tomamos remédios, que não tomamos vacinas e que impedimos os nossos membros de irem para o hospital, porque talvez o governo vá desfazer a nossa Igreja. Isso pode acontecer, porque o poder que as empresas farmacêuticas têm é enorme. Mas, ainda assim, cada indivíduo, cada membro pode tomar a sua decisão; a Igreja não. A sua pergunta é: “Qual deve ser a nossa postura para responder?” Aqui, se nós interpretarmos “a nossa” como “a nossa Igreja”, eu acho que é um pouco difícil para se pronunciar claramente sobre esses assuntos, que a nossa Igreja é 100% contra remédios, vacinas, tratamentos e medicamentos medicinais. Mas, ainda assim, não podemos nos esquecer da postura que Meishu-Sama teve para com essas coisas. Por quê? Por que nós estávamos praticando o Johrei? Em vez de depender do poder da área medicinal, nós podemos depender do poder de Deus. Por causa disso existia o Johrei. Meishu-Sama nos alertou repetidas vezes sobre como o consumo, não só de remédios, mas de carnes, laticínios, entre outros, fazia mal para o seu corpo. Mas nós ignoramos essas Sagradas Palavras, não ignoramos? Como nos afastamos desses ensinamentos de Meishu-Sama, às vezes, nosso corpo precisa receber o tratamento medicinal. Talvez Meishu-Sama não perdoe essa minha postura branda contra medicina, porque a postura que Meishu-Sama tinha contra medicina foi muito forte. Eu não tenho certeza se esse lado de Meishu-Sama foi transmitido para os membros no exterior, mas quando você lê as Sagradas Palavras de Meishu-Sama, tudo é contra esse grande poder da área medicinal. Por causa disso o Johrei surgiu; a Agricultura Natural surgiu. E, mesmo cultivando flores, não se utiliza agrotóxico. Tudo o que Meishu-Sama fez foi contra essa área. É algo que penetra em todas as suas Sagradas Palavras. E sobre a frase que você usou na sua pergunta, “Deus está no comando de tudo”, essa frase é perigosa, porque nós, às vezes, utilizamos ela como desculpa para não fazer algo. Por exemplo, quando esta purificação aconteceu, o lado da Igreja Messiânica Mundial disse que Deus está no comando de tudo, então, nós não precisamos fazer nada. Mas também tem esse lado de que você precisa ser uma pessoa muito justa, porque Meishu-Sama diz que nós estamos no lado bom, e nós vamos destruir o lado mau. Então, realmente nós precisamos ter cuidado com esta frase, mas, pelo menos, o que eu quero dizer com esta pergunta é: nós precisamos pensar mais uma vez sobre a postura que Meishu-Sama tinha para essa área medicinal, porque acho que é muito importante para nós nascermos de novo como Messias. Pensem. Mesmo tendo um derrame cerebral, Meishu-Sama não foi ao hospital, mas ele disse a Deus: “Em vez de depender de médicos, eu vou depender de Você”, e entregou a sua vida a Deus. Deus achou essa postura de Meishu-Sama adequada para chamá-lo de o Seu próprio filho. Então esse assunto de medicina tem uma relação muito forte com o assunto de nascer de novo. Eu acho que a hora chegou. Chegou a hora em que nós precisamos repensar o verdadeiro significado da posição que Meishu-Sama tinha para com a área medicinal. Obrigado. Anderson Toshimi Taniguchi (44 anos, masculino, líder de membros da Igreja Londrina) Tenho me esforçado na prática da alimentação vegana. Porém, quando a família se reúne e todos se deliciam comendo carne, sinto uma certa tristeza ao presenciar isso. O que podemos fazer nesses momentos? Masaaki-Sama: Obrigado pela sua pergunta. Quando eu li esta pergunta, na verdade, deu uma vontade de perguntar: qual tipo de tristeza você está sentindo? Porque, nós podemos imaginar: “Essas pessoas estão comendo carne, que Meishu-Sama disse repetidas vezes que é a causa do câncer. Ah! Eu estou triste porque esta pessoa está maltratando o seu próprio corpo. Ah, essas pessoas vão ficar doentes, vão sofrer”. Ou a seguinte tristeza: “Como o Mundo de Miroku, na verdade, é o local onde as pessoas praticam a dieta vegana e, por isso, eu estou sentindo uma tristeza”. Ou, pode ser: “Ah, eu também quero comer carne”. Pode ser essa tristeza também [risos]. Então, qual tipo de tristeza você sentiu? [Taniguchi: O tipo de tristeza que eu sinto é que todo mundo quer obter uma boa saúde, mas não quer dispensar de comer a carne, quer deixar de lado. Então, juntam-se os familiares todos com pressão alta, diabetes e todos comendo muita carne. Então, foi esse sentimento que surgiu primeiro e, depois, o sentimento de matar os animais. Esses dois sentimentos.] Ah, entendi. Muito obrigado. “O que podemos fazer nesses momentos?” [Fazendo um gesto com a mão, como que tapando a boca de alguém para não comer carne, o Masaaki-Sama diz:] Nós não podemos fechar a boca das outras pessoas [risos]. Eu acho que o importante é: nossa Igreja talvez seja pequena em comparação à Igreja Católica, por exemplo, ou à antiga Igreja também. E, às vezes, nós pensamos que o que nós estamos recebendo agora é apenas um ensinamento ou uma ideia, ou um conceito, mas se realmente Jesus foi o nosso último sacrifício e nenhum outro ser vivo precisa sofrer mais – e como Meishu-Sama nos ensinou que, no Paraíso Terrestre, toda a humanidade seguirá a dieta vegana – caso isso seja realmente verdade, significa que isso vai acontecer 100%. Eu acho que, às vezes, nos falta essa convicção de que essa coisa que tem relação com a dieta vegana é verdade. Meishu-Sama disse que a verdade é algo muito simples: o sol nasce no Leste e se põe no Oeste. Isso é verdade. Significa que isso sempre acontece, mesmo que o ser humano não faça nada. Isso vai acontecer 100%. Isso é verdade. E, às vezes, esse assunto sobre o nascer de novo, como as palavras soam religiosas, escritas na Bíblia e tal, então, nós pensamos que talvez isso seja verdade. Mas em relação a esse assunto de dieta vegana, como a sociedade também está praticando, falta dentro de nós esse sentimento de que esse caminho realmente é verdade, que, mesmo que nós não nos empenhemos bastante, toda a humanidade, sim, um dia seguirá a dieta vegana. Eu tenho certeza de que tem um processo. Talvez a humanidade toda precise sofrer mais para realmente acordar para essa maneira de viver, mas eu acredito nas Sagradas Palavras de Meishu-Sama que, no Mundo de Miroku, a humanidade seguirá a dieta vegana. Também eu acredito 100% nas palavras da Bíblia que dizem que Jesus foi o nosso último sacrifício, porque as pessoas chamam Jesus de “cordeiro”, significando um animal. Então, Jesus representa todos os animais, e este Jesus entregou a sua vida, sacrificou a sua vida, para acabar com o sofrimento de todo ser vivo. E esta verdade dele se manifestará no futuro. Eu não sei como Deus vai fazer isso, mas isso vai acontecer. Então, primeiro, é muito importante ter essa convicção de que este caminho realmente é verdade, porque, às vezes, no Japão – bom, isso tem relação com a pergunta da Roberta também – tem alguns membros que dizem: “Como eu não consigo praticar a dieta vegana, eu vou parar de ser membro” ou “Vou parar de ser ministro”. E as pessoas entram em pânico, mas, para mim, é: “Sim, você pode deixar esse caminho, mas Deus vai pegar você mais uma vez para entrar nesse caminho de novo no futuro”. Então, não é uma preocupação, porque, se realmente este caminho é verdade, isso vai acontecer. Isso é a minha resposta. Alline Tiaky Yasumura (35 anos, feminino, líder de membros da Igreja Londrina) Na sua mensagem N.º 16, “Tetsuo Watanabe: meu mentor”, o senhor relata como Kyoshu-Sama autorizou o reverendíssimo Watanabe a “ferver e assar” o senhor, e como, por meio dessa experiência, aprendeu o que significa o verdadeiro servir. Diante dessa expressão de entrega total, como posso cultivar em meu coração a verdadeira humildade, de modo a não confundir essa entrega com questões de poder ou de hierarquia, mas sim compreendê-la como um caminho de amor e devoção a Deus? Masaaki-Sama: Mesmo depois de ter sido fervido e assado, eu estou aqui hoje [risos]. Bom, essa é uma pergunta muito boa, muito obrigado. Na verdade, é difícil de separar esses dois lados: poder ou hierarquia e amor. Eu acho que é muito difícil de separar, porque mesmo Jesus, quando ele foi até João, Jesus era uma pessoa tão elevada que João não tinha o direito nem de desamarrar os sapatos dele. Isso significa que Jesus era um ser tão elevado, na visão de João, que João precisou obedecer a Jesus 100%. Mas isso é a hierarquia espiritual. Na hierarquia mundana, Jesus respeitou essa hierarquia e recebeu o batismo com a água de João. Jesus foi o primeiro a simbolizar e representar o nome Messias, o nome mais sagrado que Deus preparou e, ainda assim, ele recebeu fisicamente o batismo com a água de João, porque Jesus respeitou a hierarquia deste mundo. Claro, não é bom quando as pessoas se aproveitam do poder de forma negativa e submetem as pessoas, por exemplo, utilizando esse poder e hierarquia. Mas, ainda assim, nós precisamos ter uma ordem e hierarquia claras neste mundo porque, caso contrário, o mundo entra em pânico. Todos esses seguranças aqui [o Masaaki-Sama faz um gesto, mostrando os seguranças na sala], por exemplo, eles precisam receber ordem do superior e fazer o seu trabalho. Caso contrário, a ordem não pode ser estabelecida. Então, hierarquia e poder são importantes neste mundo. Eu acho: “Por que nós precisamos ser cercados por este tipo de ordem e hierarquia, que parecem tão complicadas e, às vezes, as pessoas se aproveitam de forma negativa? É porque, no final das contas, nós precisamos aprender que existe uma hierarquia, que é a hierarquia entre Deus e o Homem”. No final das contas, nós precisamos entregar tudo que temos a Deus: nossa respiração, nosso corpo, nosso pensamento, nosso cabelo, nossas roupas, todos os nossos bens materiais, inteligência, sentimentos, vida. No final das contas, a vida. Nós precisamos entregar a nossa vida a Deus. E, com amor, sim, com abundância de amor, Deus está nos permitindo utilizar todas essas coisas, não é? Palavras, essas máquinas que a equipe da reportagem está utilizando, canetas, papéis, pedras, esse prédio, esse hotel: Deus está permitindo utilizarmos todas essas coisas, mas, no final das contas, nós precisamos reconhecer que tudo pertence a Deus, porque essa hierarquia é algo sagrado. E essa hierarquia é sagrada pelo seguinte motivo: se nós conseguirmos despertar para essa hierarquia, entregar tudo a Deus [Masaaki-Sama pega o copo de água e simula entregar a alguém], e dissermos: “Então, vamos entregar realmente a nossa vida a Deus”, Deus não vai dizer: “Como Eu tenho todo o poder, você precisa entregar tudo, e somente Eu vou ser feliz”. Não é isso. Uma vez que nós, realmente, entregarmos a nossa vida a Deus, Ele vai nos dizer: “Na verdade, você pode ter essa vida de novo, você pode receber de novo essa vida”. Pensem bem: se vocês disserem a Deus: “Eu vou entregar a minha vida ao Senhor”, e Deus disser: “Ah! Sim!”, e Ele pegar para Si a sua vida, vocês vão morrer nesse exato momento. Mas é o contrário: Deus, com o Seu amor, está lhes dizendo: “Na verdade, você pode ter essa vida. Eu vou dar a Minha vida para você”. E quando Meishu-Sama sofreu um derrame cerebral, ele estava prestes a morrer e, em vez de ir ao hospital, ele disse a Deus: “Em vez de entregar a minha vida para um médico, eu vou entregar a minha vida para o Senhor”. E Deus achou que esta postura de Meishu-Sama foi tão admirável, como Seu filho, que Deus decidiu dar a vida mais uma vez para Meishu-Sama. Por causa disso, quando Meishu-Sama recebeu de novo a sua vida, as palavras que Meishu-Sama disse naquela época foi que ele nasceu de novo. Ele entregou e retornou a sua vida a Deus, e Deus lhe deu mais uma vez a Sua vida. A sensação foi algo muito novo e, por causa disso, Meishu-Sama não teve outra escolha, senão utilizar essas palavras: nascer de novo. Então, esta hierarquia parece severa, às vezes, mas dentro da hierarquia espiritual, penetra o amor de Deus, porque Deus quer que nós adquiramos a vida eterna e que nós vivamos com Ele eternamente no Seu Paraíso. Nesse sentido, é difícil de separar hierarquia e amor. Isso é a minha resposta. Ana Patrícia Cavalcanti Athayde (55 anos, feminino, membro do Conselho Superior) Masaaki-Sama, sou muito grata a Deus e ao senhor por termos mais uma vez a permissão e graça da sua presença aqui no Brasil. Tenho refletido que, para nascermos de novo como filhos de Deus, é necessário aceitar o sangue expiatório de Jesus e dizer um ‘sim’ a Ele, como nos mostrou Meishu-Sama. No entanto, sinto que muitas vezes esse ‘sim’, embora pareça simples, se torna difícil diante das polaridades que carregamos e dos sentimentos, crenças, dores e dúvidas que nos afastam da plenitude já existente dentro de nós, ou seja, a nossa verdadeira essência. A minha dúvida é: diante dessa dificuldade, como podemos, na prática, entregar nossas limitações a Deus e renascer plenamente como Messias? E, quando aceitamos o sangue de Jesus, esse renascimento se manifesta apenas como uma ciência intelectual, ou podemos ter de fato a consciência viva dessa experiência? Masaaki-Sama: Acho que a minha resposta para a pergunta da Aline respondeu de alguma forma a esta pergunta também. “Diante dessa dificuldade, como podemos, na prática, entregar nossas limitações a Deus e nascer plenamente como o Messias?” No caso de Meishu-Sama, na prática, ele recebeu um derrame cerebral e não optou por ir ao hospital. Isso foi, na prática – coisa muito concreta – o que aconteceu com Meishu-Sama. E, sobre essa segunda parte da pergunta, a sensação de nascer de novo é algo tão magnífico que está fora do conceito que nós tivemos até hoje, porque, nascer de novo como filho de Deus, significa adquirir a vida eterna e viver como um filho de Deus eternamente no Seu Paraíso. É muito difícil de imaginar porque, para nós, a nossa inimiga é a morte. Quando nossa respiração parar, nós morreremos e, com esse medo de morrer, todos os nossos pensamentos estão sendo afetados por esse medo. Então, é muito difícil de expressar em palavras, eu acho, o que aconteceu com Meishu-Sama, porque como eu disse agora há pouco, nós podemos, sim, dizer a Deus: “Ah! Eu vou entregar a minha vida para Você”. Porque, a qualquer momento, nós também podemos receber um derrame cerebral e nós podemos optar por não ir ao hospital e fazer a mesma coisa que Meishu-Sama fez. Nesse momento, nós podemos dizer a Deus: “Eu vou entregar a vida para Você”. Mas, mesmo dizendo estas palavras, eu acho que nós não morreremos nessa hora, porque nós podemos dizer estas palavras agora e realmente se Deus tirar a nossa vida, todos nós nesta sala vamos morrer num instante. Vamos supor que nós digamos: “Nós entregaremos a nossa vida ao Senhor, em nome do Messias”. Nós não estamos morrendo, não é? Isso significa que Deus está dando mais uma vez a Sua vida para nós neste exato momento, mas o que nós estamos sentindo agora? É uma alegria muito grande, uma nova consciência? Não, não é? Mas, para Meishu-Sama, esta sensação foi tão forte que ele chorou por causa do tamanho da felicidade que ele estava sentindo. Não tenho certeza sobre o que falta, porque nós também queremos ter esta permissão de nascer de novo. Às vezes, as pessoas dizem que você vai adquirir a vida eterna depois de ter morrido; depois de morrer, você vai entrar no Paraíso e viver eternamente. Mas Meishu-Sama cumpriu isso mesmo estando no planeta Terra. Com o corpo físico, ele nasceu de novo. E isso é o que nós estamos almejando realizar. Alguns anos atrás, no Culto do Natalício de Meishu-Sama, no Japão, algo interessante aconteceu. Eu preparei a minha fala e eu transmiti minhas palavras durante o culto para os membros. E, depois de eu ter falado, Kyoshu-Sama também transmitiu as suas palavras. Mas, enquanto Kyoshu-Sama estava transmitindo as suas Sagradas Palavras, minha mãe me disse algo. Naquela época, minha mãe estava na nave durante o culto – agora ela não está, por causa da saúde dela. Ela estava ao meu lado e eu tinha falado na minha fala algo sobre a Igreja Mundial do Messias, eu queria dizer: “Vamos juntos avançar com a Igreja Mundial do Messias”, ou algo assim, mas em vez de dizer “Igreja Mundial do Messias”, eu disse “Igreja Messiânica Mundial”. E minha mãe apontou esse erro: “Ah, você errou. E você precisa corrigir isso”. Ela disse isso enquanto Kyoshu-Sama estava falando. Então, depois que Kyoshu-Sama terminou as suas Sagradas Palavras, eu subi ao palco, mais uma vez, quando Kyoshu-Sama estava prestes a sair do palco. E, naquele momento, teve esta interação com Kyoshu-Sama. [Expressando em gestos o que aconteceu naquela ocasião, o Masaaki-Sama disse:] “Ah, Kyoshu-Sama, poderia utilizar o seu microfone?” E Kyoshu-Sama disse: “Sim, sim. Você pode”, ou algo assim. Eu corrigi o meu erro e disse aos membros: “Eu falei de forma equivocada”. Naquele momento, os membros gostaram bastante dessa interação, porque é algo que não acontece sempre. Depois disso, minha mãe me disse: “O que vocês fizeram lá no palco foi algo que mais me marcou”. Foi o que fez com que ela se sentisse mais emocionada. Ou seja, eu falei quase uma hora para tentar emocionar pessoas, mas esse meu erro e o que aconteceu depois foram coisas que realmente impactaram a minha mãe. E, quando isso aconteceu, eu pensei que, para Deus, talvez fosse a mesma coisa. Nós pensamos: “Deus vai gostar disto. Deus vai gostar daquilo. Eu vou fazer isso para nascer de novo”, pensando em algo conveniente para nós, da nossa maneira, mas talvez o pensamento de Deus seja tão profundo que é muito difícil nós adivinharmos ou imaginarmos o que realmente Deus está querendo de nós. Então, neste sentido, temos a oração, alimentação e canção. Pelo menos Meishu-Sama está nos permitindo praticar essas três coisas. Eu acho que é importante nós praticarmos essas coisas, acreditando que talvez essa prática nos leve até esse feito que nós queremos cumprir, que é nascer de novo como Messias. Acho que esse sentimento é importante, porque nós, às vezes, limitamos: “Para nascer de novo, você precisa fazer isso, você precisa fazer isto”, com o nosso pensamento limitado. Talvez, às vezes, nós queiramos questionar: “Por que nós precisamos fazer isso?” Mas o fato de Meishu-Sama ter dado essas três práticas significa: “Para nascer de novo, agora, neste momento, no ano de 2025, vocês membros precisam praticar isso para seguir os meus passos e nascer de novo”. Eu acho que é importante receber o que Meishu-Sama está nos dando com o coração aberto. Mas eu garanto: pelo menos, quando você realmente conseguir nascer de novo, a sensação que você vai sentir é algo que você nunca vivenciou até hoje. É algo fora do mundo. É uma euforia tão grande que parece um sonho. A beleza do Paraíso é tão maravilhosa, grande, que você nunca conseguirá imaginar com os seus próprios olhos. Obrigado. Vanessa Gusmão Ikehara (43 anos, feminino, membro do Conselho Superior) Masaaki-Sama, muito obrigada pela oportunidade de estar aqui e de poder dirigir esta pergunta ao senhor. Na Bíblia, no Antigo Testamento, em Malaquias 2:16, está escrito: “Eu odeio o divórcio, diz o Senhor, Deus de Israel” (NVI). E no Novo Testamento, em Mateus 19:9, lemos: “Eu lhes digo o seguinte: quem se divorciar de sua esposa, exceto em caso de imoralidade sexual, e se casar com outra, comete adultério” (NVT). Por favor, o senhor poderia nos esclarecer melhor a respeito do divórcio? Masaaki-Sama: Muito obrigado pela sua pergunta, Vanessa. Eu quero começar lendo um trecho da Bíblia: Romanos capítulo 3, versículo 9. Começando com este versículo [O Masaaki-Sama repetiu a leitura de alguns versículos da Bíblia durante a leitura, transmitindo o seu sentimento sobre alguns deles, e esses trechos foram colocados entre chaves na transcrição]: Já mostrei que todos, judeus e não judeus, estão debaixo do poder do pecado. Como dizem as Escrituras Sagradas:“Não há uma só pessoa que faça o que é certo [não há uma só pessoa que faça o que é certo];não há ninguém que tenha juízo [não há ninguém que tenha juízo];não há ninguém que adore a Deus [não há ninguém que adore a Deus].Todos se desviaram do caminho certo, todos se perderam.Não há mais ninguém que faça o bem, não há ninguém mesmo.Todos mentem e enganam sem parar.”Romanos 3:9-13 Pulando um pouco: Nós sabemos que tudo o que a lei diz é dito para os que vivem debaixo da lei. Isso a fim de que todos parem de se justificar e a fim de que todas as pessoas do mundo fiquem debaixo do julgamento de Deus. Pois ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda [“Ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda”. É interessante, não é? “Ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda”], porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras [a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras – nós somos pecadores, não é?].Mas agora Deus já mostrou que o meio pelo qual ele aceita as pessoas não tem nada a ver com lei. A Lei de Moisés e os Profetas dão testemunho do seguinte: Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo [“Deus aceita as pessoas por meio da fé” – em vez de por meio de seguir as leis – “por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo”]. É assim que ele trata todos os que creem, pois não existe nenhuma diferença entre as pessoas. [Por quê?] Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus [Nós não temos nenhuma diferença entre nós, não é? Não existe nenhuma diferença entre as pessoas: todos pecaram. Isso está no passado, não está? Todos pecaram. Não é: “Ah! eu sou uma pessoa boa, que não vai pecar”. A Bíblia está dizendo que todos nós já pecamos, e estamos afastados. Então, agora, nós estamos afastados da presença gloriosa de Deus]. Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva. Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos seus pecados, pela fé nele. [...] No passado ele (Deus) foi paciente e não castigou as pessoas por causa dos seus pecados; mas agora, pelo sacrifício de Cristo, Deus mostra que é justo. Assim ele é justo e aceita os que creem em Jesus.Romanos 3:19-26 E a Bíblia diz: Será que temos motivo para ficarmos orgulhosos? De modo nenhum! E por que não? Será que é porque obedecemos à lei? Não; não é. É porque cremos em Cristo. Assim percebemos que a pessoa é aceita por Deus pela fé e não por fazer o que a lei manda. Ou será que Deus é somente Deus dos judeus? Será que não é também Deus dos não judeus? Claro que é! Deus é um só e aceitará os judeus na base da sua fé e também aceitará os não judeus por meio da fé que eles têm.Romanos 3:27-30 Não só sobre o divórcio, mas a Bíblia parece exigir muitas coisas sobre como nós precisamos viver: resumidamente, os Dez Mandamentos. E, sim, esta segunda parte da sua pergunta, o trecho de Mateus, é dito por Jesus. É Jesus mesmo. Mas como Paulo diz claramente aqui, a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras. É um conceito completamente diferente do conceito que a humanidade tem agora, porque nós acreditamos que precisamos seguir a lei, praticá-la, ser uma pessoa boa, seguir as leis. Mas Paulo está dizendo que a lei existe somente para mostrar que o ser humano é pecador. Então, o divórcio também. Jesus deixou essas palavras na sua pergunta para nos alertar: “Olha, mesmo que eu diga essas coisas, vocês não conseguirão seguir as minhas leis, não é?” Jesus está mostrando isso claramente. Eu pergunto a vocês: qual é a diferença entre a Igreja Cristã e a Igreja Mundial do Messias em relação a esse assunto de divórcio? Talvez seja fácil dizer, quando você se divorciar: “Eu não consegui seguir a lei que Deus exigiu, então eu quero receber o sangue expiatório de Jesus”. Isso é o que os cristãos fazem, mas nós, na nossa Igreja, não fazemos isso. Porque todos os pecados já foram perdoados dois mil anos atrás e o que está acontecendo agora é que Deus está querendo acolher todos os pecados. Até dois mil anos atrás, as pessoas estavam tentando seguir a lei, mas elas não conseguiram. Isso é um ponto: dois mil anos atrás. As pessoas estavam tentando, mas não conseguiram, e depois desse tempo, nós já entramos em uma nova era, uma completamente nova em que Deus, em vez de julgar, acolhe todos os pecados através de nós. E a maneira como Deus avança é algo milagroso, ou seja, Deus utiliza o ser humano para fazer isso. Então, nós precisamos vivenciar dificuldades na nossa vida, porque Deus quer acolher todas as coisas que nossos antepassados cometeram e ainda não foram recebidas por Ele. Então, Deus quer receber pessoas que têm relacionamento muito negativo com o seu marido ou sua esposa ou, talvez, algo como alguém que mata as pessoas. Todas as coisas que estão acontecendo agora neste mundo não são algo que nós podemos julgar dizendo: “Isso é bom; isso é mau”, não. Deus quer receber todas essas coisas no Seu Paraíso, como algo que Ele já perdoou dois mil anos atrás. Mas como a humanidade não está percebendo isso, Deus escolheu um grupo de pessoas que vai perceber isso e entregar essas coisas como algo que já foi perdoado. E Deus concedeu essa missão à Igreja Mundial do Messias. É uma missão muito grande, porque no mundo as pessoas dizem: “Precisamos ter um mundo melhor. Nós precisamos orar. Nós precisamos fazer coisas boas”. Esta era já terminou dois mil anos atrás, e nós já entramos na era completamente nova em que, através da nossa vivência neste mundo, nós entregaremos tudo o que passa na nossa vida. E isso é o ponto que os cristãos... eles recebem o sangue expiatório de Jesus, mas ainda estão esperando o retorno de Jesus. Mas, para nós, como Jesus já retornou, nós podemos retornar ao Paraíso, junto a Jesus Cristo, com todas as coisas difíceis que passam na nossa vida. Então, nesse sentido, existem as pessoas que precisam passar por essa experiência de divórcio. Para nós, Deus está de alguma forma concedendo uma tarefa muito admirável, porque cada pessoa tem a sua missão. Deus vai pegar cada pessoa e vai colocá-la numa situação muito difícil, vai levá-la até o fundo, porque nós precisamos limpar o mundo todo. E, para realmente completar esta limpeza, nós precisamos ir ao ponto que nós não queremos ir. Mas, como Deus confia em nós, Ele pega cada um e coloca numa situação difícil. Mas Deus sabe que você vai superar esta dificuldade, caso não, Ele não vai colocar você nesta posição. Então, cada pessoa tem uma missão diferente, mas, mesmo sendo difícil, servir nessa missão é o que Deus está esperando de nós. É algo muito nobre, eu acho. Obrigado. Maycon Chiceri (43 anos, masculino, líder de membros na Igreja Vila Mariana) Nas Sagradas Palavras de Kyoshu-Sama aprendemos que todos os nossos sentimentos devem ser entregues a Deus. Contudo, vivemos em uma sociedade marcada por sofrimentos modernos, como a ansiedade, o burnout e a depressão, que atingem até mesmo aqueles que frequentam a igreja, participam dos cultos e buscam sinceramente viver a fé. São crises que brotam das pressões do trabalho, das responsabilidades familiares e das incertezas que envolvem a vida em nossos dias, que sufocam a pessoa de tal maneira que ela se sente incapaz, naquele instante, de voltar o pensamento a Deus. Diante disso, humildemente, pergunto: como a fé pode nos guiar, de maneira prática e concreta, a atravessar esses momentos em que nos sentimos sem forças e sem clareza? E, ao mesmo tempo, como podemos nós, como fiéis, acolher, apoiar e orientar os familiares, amigos e colegas que convivem conosco e que também enfrentam essas angústias que se tornaram tão presentes na sociedade atual? Masaaki-Sama: Maycon, obrigado pela sua pergunta. Acho que tem pontos importantes para esclarecer com esta pergunta. A sua pergunta contém algumas premissas que precisam ser corrigidas. Por exemplo, você diz que “ansiedade e depressão que atingem até mesmo aqueles que frequentam a igreja”, ou seja, este tipo de sofrimentos, ansiedade, depressão, afetam até mesmo os membros da Igreja Mundial do Messias. Mas isso é o oposto. Como eu expliquei agora para Vanessa, Deus nos pega e nos coloca numa situação difícil para salvar todos os sentimentos, todos os sofrimentos do mundo porque nós pertencemos à Igreja Mundial do Messias. Então, para as pessoas que não pertencem à Igreja Mundial do Messias, a tarefa que Deus está preparando é uma tarefa simples, uma limpeza simples. “Ah, você vai limpar a mesa ou talvez colocar o lixo numa caixa”, por exemplo. Mas a nossa tarefa é finalizar esta tarefa de limpar o mundo todo. Então, nós estamos recebendo tarefas difíceis, tarefas que normalmente as pessoas não querem fazer, um tipo de limpeza que normalmente as pessoas não querem fazer. Neste mundo tem pessoas que limpam as ruas, e a nossa tarefa é a mesma: nós precisamos limpar o mundo todo retirando toda a impureza que está cobrindo o mundo. Por causa disso, nós enfrentamos sofrimentos de forma física e de forma emocional. Mas caso aceitemos esta tarefa com gratidão, Deus vai nos proteger. Mesmo enfrentando dificuldade e sofrimento emocional e físico, caso aceitemos esta missão, Deus vai nos proteger. Na sua pergunta, também tem esta palavra “contudo”. [O Masaaki-Sama lê o trecho da pergunta que contém essa palavra:] “Nas Sagradas Palavras de Kyoshu-Sama aprendemos que todos os nossos sentimentos devem ser entregues a Deus. Contudo, vivemos em uma sociedade marcada por sofrimentos modernos”. Mas isso também precisa ser invertido. Me parece que a premissa dessa pergunta é: Kyoshu-Sama não entende a dificuldade que a sociedade atual tem. Mas eu digo: Kyoshu-Sama tem plena consciência do que está acontecendo com todos nós nesta sociedade. E você continua: “pergunto: como a fé pode nos guiar, de maneira prática e concreta, a atravessar esses momentos” difíceis, não é? Eu acho que o nosso entendimento do que é concreto... Quando nós pensamos sobre prática e coisas concretas, eu acho que pensamos que, por exemplo, esta mesa é algo concreto, este mundo é algo concreto, mas o que é o mais concreto é o Mundo Espiritual, não é? Porque o Mundo Espiritual não vai desaparecer. Aconteça o que acontecer, o Mundo Espiritual vai permanecer por toda eternidade. Então, o Mundo Espiritual é algo mais concreto. Mas, como nós não conseguimos ver, nós acabamos caindo neste buraco, vamos dizer assim, de pensar que o que é mais concreto é o que está acontecendo neste mundo físico. Mas esse mundo físico vai desaparecer. O Sol, em si, tem o seu limite de existência; não é algo que existe eternamente. O Sol tem o seu limite, não é? E quando o Sol explodir, será o fim do planeta Terra. Ele não é concreto. Mesmo que isso aconteça, o Paraíso vai permanecer por toda eternidade, porque é o que há de mais concreto. Então, quando Kyoshu-Sama disse que nós precisamos entregar os nossos sentimentos, isso não é algo ambíguo ou algo abstrato. É algo muito concreto. [O Masaaki-Sama pega o copo de água, mostra e diz:] Porque este tipo de coisa pode quebrar de forma fácil. Mas nosso pensamento está mais perto do Mundo Espiritual, então ele é mais concreto. Eu acho que precisamos mudar a nossa maneira de ver as coisas, mas ainda assim, como eu disse para Aline, pelo menos, Meishu-Sama está nos dando essas três práticas – oração, alimentação e canção – então isso é o que nós podemos praticar. Também eu acho que – porque você está perguntando como nós podemos ajudar as pessoas que estão enfrentando essas dificuldades –, depende da pessoa em questão, porque cada caso é diferente. É difícil de generalizar, mas nós podemos ler as Sagradas Palavras de Kyoshu-Sama juntos por exemplo, porque realmente Kyoshu-Sama está nos ensinando algo revolucionário. Você também pode ler as minhas palavras com os seus membros, uma vez que sou representante de Kyoshu-Sama. Dependendo da dificuldade que cada pessoa está passando, seria uma boa prática. Além disso, os animais, antes de morrer, têm essa ansiedade, eles sofrem porque eles querem sobreviver. Antes de serem abatidos, esses animais também têm muitos sentimentos como preocupações e medo e, claro, como nós entramos na era do sonen, esse sonen dos animais afeta os nossos sentimentos. Então, eu acho que a prática da dieta vegana também é algo que, talvez não dê o resultado como os remédios vão dar, mas o acúmulo – a prática de continuar se alimentando com a dieta vegana – eu acredito que vai ajudar com esse tipo de sentimentos negativos. Obrigado. Laercio Yukihiro Yamasato (57 anos, masculino, diretor executivo) Gostaria que o senhor nos orientasse sobre um ponto que é recorrente no atendimento com pessoas que não conhecem a Igreja Mundial do Messias. No Brasil, por ser um país católico, é comum identificarmos pessoas devotas de algum Santo. Qual a relação entre a Igreja Mundial do Messias com os santos católicos? Muito obrigado! Masaaki-Sama: Numa frase, a relação entre a nossa Igreja e esses santos é que a nossa Igreja precisa salvar todos esses santos. No Japão também. Como temos o xintoísmo que as pessoas dizem que tem oito milhões de deuses, sempre tem esse tipo de pessoa que gosta dessas coisas: espíritos, deuses, deuses gregos, santos... Eu acho que é importante não se preocupar muito com isso. São oito milhões de deuses. Então, quando você começa a se relacionar com esse mundo, você nunca consegue sair dele. Então, não entre nesse assunto tanto, porque sempre tem essas pessoas. Sempre tem pessoas que gostam dessas coisas espirituais, e, no final das contas, todos os santos precisam ser conectados ao nome do Messias e à verdade do nome Messias. Então escutem – Deus vai utilizar o seu ouvido – e entreguem. Enquanto estiver escutando essa história, ao mesmo tempo, entregue a Deus através do seu ouvido. Na verdade, seu ouvido é um altar, porque está recebendo todos os sentimentos das pessoas. [Colocando as mãos nos ouvidos, expressando um gesto de quem está escutando, o Masaaki-Sama disse:] Seus ouvidos. Porque, no altar, nós entregamos tudo, não é? Nós, simbolicamente, oferecemos alimentos, mas, na verdade, nós queremos entregar a nossa vida. Mas, em vez de entregar a nossa vida, a Criação está nos ajudando. Seus ouvidos funcionam como se fossem um altar. Então, quando você escutar uma pessoa reclamando, falando sobre santos – santos católicos – ou preocupações, você pede: “Ah, Deus, por favor! Me utilize! Utilize meus ouvidos como o Seu altar. Eu quero entregar tudo o que estou escutando”. Porque nosso entendimento é muito limitado. Quando nós escutamos uma história, às vezes, pensamos: “Ah, ele precisa fazer isso”. Nós julgamos muito fácil. Em vez de dizer isso, eu acho que é melhor pedir a Deus: “Ah! Utilize, por favor, os meus ouvidos como o Seu altar e receba, por favor, todos esses sentimentos que esta pessoa diante de mim está me mostrando”. O simples ato de ouvir uma pessoa com esse sentimento, faz com que talvez este problema possa desaparecer, porque se Deus receber o problema dessa pessoa, então algo pode mudar. Por isso, é muito importante entregar nossos ouvidos para Deus, em vez de nós utilizarmos os nossos ouvidos. Peçam para que Deus possa utilizar os nossos ouvidos. E, na verdade, a língua também. Quando nós comemos, podemos dizer: “Ah, esta comida, eu entrego ao Senhor. Através da minha boca, eu entrego esta comida que eu estou comendo. Tudo pertence ao Senhor”. E, dessa maneira, nós podemos compartilhar a bênção, a graça que pertence a Deus, e toda a criação pode se sentir mais feliz. Em vez de comer com nossa boca, nosso paladar, dizendo: “Ah, eu gosto disso. Eu gosto daquela comida”, podemos dizer: “Ah, eu entrego a minha boca, meus olhos também”. Em vez de ver o que você quer ver, diga: “Ah, Deus! Utilize meus olhos. Todas as coisas que eu vejo, eu entrego ao Senhor” Essa é a maneira de utilizar os nossos sentidos. Com o cheiro também. Quando nós cheiramos algo, é a mesma coisa. “Ah, por favor, utilize o meu nariz, o meu sentido do olfato”. Desta maneira nós entregamos tudo nas mãos de Deus e, através do nosso corpo, nós podemos compartilhar a bênção de Deus com tudo. Todos os dias, nós podemos fazer isso em todas as refeições, com todas as pessoas que vocês vão encontrar, todas as histórias que vocês vão escutar. Vocês podem entregar a Deus e compartilhar a Sua bênção com tudo e todos. Mesmo não dizendo nada, vocês podem utilizar os seus ouvidos por outras pessoas. É algo muito maravilhoso esta habilidade que Deus está nos dando. Até hoje, nós utilizamos de forma muito conveniente, dizendo: “Ah, eu gosto disso, eu não gosto disso”, mas vamos orar, juntos, para que Deus possa utilizar os nossos olhos, os nossos ouvidos, a nossa boca e o nosso olfato. Obrigado. Roberta do Amorim Hassib (43 anos, feminino, líder de membros na Igreja ABC) Em sua mensagem de outubro de 2023 sobre "Alimentação", o senhor trouxe um esclarecimento profundo e necessário sobre os ensinamentos de Meishu-Sama a respeito da dieta vegana. Ao mesmo tempo, em sua mensagem, o senhor demonstrou uma compreensão notável da realidade atual dos membros e da natureza da fé, expressando que não deseja que ninguém se sinta pressionado ou forçado a mudar sua dieta. No entanto, nos deparamos com um desafio prático e sensível. Conforme a experiência de muitos, a questão da alimentação, especialmente a transição ou a não adesão ao veganismo, gera grandes resistências. Diante desse cenário, que tensiona o ideal sublime de Meishu-Sama com a realidade humana e a sua própria diretriz de ausência de imposições, e considerando a importância de acolher a todos no caminho da fé e da construção do Paraíso Terrestre sem que se sintam julgados ou inadequados por suas escolhas alimentares atuais: Como o senhor Masaaki-Sama orienta que a nossa postura como membros e como Igreja deve ser em relação àqueles que, mesmo com o conhecimento sobre os ensinamentos de Meishu-Sama, ainda não estão aptos ou 100% convictos a adotar a dieta vegana? Como podemos evitar que comentários como "se não conseguir seguir o veganismo é melhor não ser membro e viver a vida toda como frequentador" gerem sentimentos de exclusão ou inadequação, garantindo que o ideal de Meishu-Sama — de que no Paraíso toda a humanidade seguirá a dieta vegana — seja percebido não apenas como um caminho para a saúde, mas como um caminho de fé que nos une a Deus? Masaaki-Sama: Obrigado, Roberta, pela sua pergunta. Acho que, o primeiro ponto que eu quero confirmar, mais uma vez, é o que eu disse para o Anderson, sobre como esse caminho é a verdade, algo que realmente vai acontecer mesmo que nem nos esforcemos. Ou seja, é muito difícil de forçar, não é? Porque é muito difícil nós colocarmos a comida na boca de outra pessoa. Ou, subitamente visitar uma pessoa, e dizer: “Ah! Você está comendo isso? Não! Vamos jogar tudo isso fora”, e “Você precisa comer isso”. Eu acho que se nós começarmos a fazer isso, todos nós seremos presos. Quando eu comecei a falar sobre a dieta vegana – bom, eu apresentei as Sagradas Palavras de Meishu-Sama sobre como, no Mundo de Miroku, a humanidade seguirá a dieta vegana. Eu apresentei essas Sagradas Palavras –, no começo eu nunca tinha imaginado que a dieta vegana tivesse relação com Jesus. Eu nunca imaginei. No começo, simplesmente por causa das Sagradas Palavras de Meishu-Sama, eu achei importante compartilhar essas Sagradas Palavras com todos os membros e corresponder à vontade de Meishu-Sama. Então, eu estava um pouco preocupado, porque nós estávamos falando sobre Jesus Cristo muito, e eu achei que a dieta vegana não tinha nada a ver com Jesus. Mas, um dia, Meishu-Sama me mostrou essa ideia de que, na verdade, a dieta vegana tem muita relação com a existência de Jesus Cristo, que é: ele foi o nosso último sacrifício e que nenhum outro ser vivo precisa sofrer mais. Até então, eu achava que a prática da dieta vegana era só para corresponder ao desejo de Meishu-Sama, e ponto. Mas, depois de ter percebido a importância de Jesus na dieta vegana, parece que um mundo completamente novo apareceu, algo que eu nunca tinha imaginado. Ontem, como eu disse no culto, segundo a ciência, a dieta vegana tem esse poder de curar, não tem? Eu tinha esse conhecimento, mas como eu estava me preparando para a minha viagem ao Brasil, eu comecei a sentir que, na verdade, a dieta vegana tem o poder de curar, não por causa dos vegetais, mas porque esta dieta, que não tem sofrimentos de animais, é baseada na crença de que Jesus foi o último sacrifício. Então, a dieta vegana é uma dieta que aceita o sacrifício e o sangue expiatório de Jesus. E, por causa disso, ela tem o poder de curar as pessoas. Eu acredito nisso. Como você disse, isso não é um caminho para a saúde em si, mas realmente a nossa prática da dieta vegana é um caminho de fé, algo muito sagrado. E, sim, temos pessoas que tem dificuldade de aceitar, e acho que a maneira como nós abordamos cada pessoa é diferente, mas é importante sempre aguardar o momento certo, porque talvez as pessoas precisem ficar doentes para despertar. Quando você está bem de saúde, comendo carne, não faz nenhum sentido parar de comer carne. Mas quando sua família começa a sofrer, quando você mesmo começa a sofrer, essa percepção pode mudar. Então, é muito importante sempre ficar atento e, neste caso, é importante não desistir. Eu acho que Deus vai preparar o momento certo para cada pessoa, e nossa tarefa é servir como Deus quer, para transformar cada pessoa. Obrigado. Elisabete Fernandes (60 anos, feminino, líder de membros na Igreja Belo Horizonte) Nos cultos que realizamos em minha casa, graças a Deus, vários frequentadores participam já há alguns meses, mas a maioria não desperta para ingressar na fé da nossa Igreja, não demonstra comprometimento para com a obra. O que será que está faltando? Com que sonen devo orar a Deus, nesse sentido? Masaaki-Sama: Eu entendo o sentimento por trás dessa pergunta. “O que será que está faltando?” – depende de cada pessoa. Cada pessoa tem uma missão diferente. Bom, nós, Mami e eu, também procuramos evangelizar bastante e, às vezes, por tentar forçar demais, as pessoas acabam se afastando. Esse tipo de coisa às vezes acontece. Não se preocupem tanto, mas eu acho que é importante tentar fazer o nosso máximo. “Ah! Como eu posso dizer?”, “Ah, talvez aquela pessoa, como ela estava falando sobre esse assunto, talvez essas Sagradas Palavras sejam boas para ela” ou “Ah! Como ele gosta de música, acho que eu vou levar esta música para ele”. Cada pessoa é diferente. Mas eu acho que, com esse forte desejo de querer evangelizar, vamos orar juntos a Deus: “Qual é a melhor maneira de evangelizar esta pessoa?” E, mesmo não conseguindo, é importante não desistir e tentar, tentar e tentar. Depois de ter feito todas essas coisas que vieram à sua mente e, ainda assim, as pessoas acabarem se afastando, pensamos: “Talvez não seja o momento certo, então, nós precisamos parar”. Mas o importante é que dizer “não” a Deus não é algo ruim. Nós, às vezes, queremos evitar receber um “não”. Quando evangelizamos, nós pensamos: “Ah, é melhor não pressionar tanto até essa pessoa dizer ‘não’”. Mas dizer “não” é algo importante. Bom, se nós não temos a verdade, eu entendo essa sensação. Mas nós temos a verdade, que é nascer de novo como Messias e isso é a verdade eterna que vai atingir todas as pessoas um dia. Então, se essa pessoa disser “não”, isso não é uma coisa ruim, porque, com esse “não”, um dia, no futuro, essa pessoa pode se arrepender. “Um dia, no passado, tal pessoa me evangelizou e eu disse ‘não’, mas, por causa disso, eu agora posso me arrepender e entregar a minha vida a Deus”. É algo muito importante, porque, nos últimos anos da sua vida, Meishu-Sama disse que se arrepender é algo muito importante. E, caso não rejeitemos Deus, como nós podemos nos arrepender? É impossível, não é? Se a resposta é “sim”, isso é algo muito feliz, mas caso nós recebamos um “não” como resposta, isso não é algo ruim, porque isso significa que um dia, no futuro, esta pessoa vai se arrepender perante Deus e entregar a sua vida para Ele. Então, como nós temos a verdade de Deus, não precisamos ter medo. Caso contrário, talvez precisemos ajustar como nós nos aproximamos da outra pessoa. Mas nós já recebemos a verdade de Deus que é: Jesus Cristo já retornou e toda a humanidade precisa nascer de novo como Messias. Obrigado. Joana D'Arc Aparecida de Almeida Sousa (59 anos, feminino, líder de membros na Igreja Belo Horizonte) Meishu-Sama enfrentou inúmeras dificuldades na sua época, inclusive sendo proibido de falar de religião. Mas hoje, enfrentamos outros tipos de dificuldades também, como as pessoas serem cada vez mais cínicas em relação à religião, egoístas e distantes de Deus. Masaaki-Sama, como o senhor se sente diante dessas dificuldades? Masaaki-Sama: Para começar, a questão é: se nós aceitamos essas coisas como dificuldades ou como felicidade. Sobre purificação, Meishu-Sama disse que a maior bênção é a doença. Receber uma doença é a maior graça de Deus. Então, a dificuldade é a bênção de Deus. Isso é o ensinamento fundamental de Meishu-Sama, não é? Purificação. O ensinamento sobre purificação: algo que parece ruim, na verdade é algo muito bom. Um ensinamento bem simples, mas muito difícil de se colocar em prática. Mas é algo que Meishu-Sama acreditou 100%, tanto que, mesmo recebendo um derrame cerebral, ele achou que em vez de ter perdido a vida, ele ganhou a vida. Ele recebeu essa doença, não como uma dificuldade, mas como uma bênção de Deus. E encontrar pessoas que são cada vez mais cínicas à religião, egoístas e distantes de Deus, é algo ruim também? Não, não é? Nós somos pessoas tão boas? Nós não somos egoístas? Nós somos egoístas; 100% egoístas e distantes de Deus. Somos pessoas cínicas. “Ah, realmente Deus existe?” – tem esse elemento dentro de nós. Então, todas estas coisas que estão se manifestando agora na sociedade não são uma dificuldade. É melhor ter esperança, porque mesmo tendo essa dificuldade, imaginem: Deus vai superar todas essas dificuldades e fazer com que toda a humanidade nasça de novo como Messias. Isso vai acontecer. Como Deus vai realizar isso? Eu até estou muito ansioso, porque, na sociedade, sim, realmente as pessoas são cínicas, egoístas e distantes de Deus, dizendo que a Igreja Mundial do Messias é uma seita, uma heresia. Nós recebemos todas essas críticas. Parece que as pessoas não querem escutar sobre Deus, porque o dinheiro é importante, a saúde é mais importante, o sucesso é mais importante, a relação humana é mais importante, a relação familiar é mais importante, a relação com seus amigos é mais importante. Como Deus vai superar todas essas “dificuldades” e fazer com que toda a humanidade nasça de novo como os Seus filhos? Meu Deus! É algo que gera muita esperança dentro de mim. “Como Ele vai avançar esta obra de transformar todas as pessoas no mundo, para que acreditem em Deus e se tornem Seus filhos?” Talvez o mundo precise enfrentar muitas dificuldades, muitas guerras, não tenho certeza, para que isso aconteça. Mas, ainda assim, Deus já preparou o caminho para toda a humanidade nascer de novo como Seus filhos. Ter essa crença é muito importante. Isso é como eu me sinto diante dessas “dificuldades”. Maria das Graças Furtado Rebollal Lopez (74 anos, feminino, líder de membros na Igreja Copacabana) Na difusão, temos o objetivo de oferecer muitos novos membros a Deus, mas enfrentamos dificuldades. Por que é tão desafiador formarmos novos membros aqui no Brasil? Masaaki-Sama: Eu acho que é uma continuação da última pergunta. Imaginem. Quando nós assistimos a um filme, você quer que o problema seja tão pequeno, que o personagem consiga superar de forma tão fácil e acabe em 10 minutos? Esse tipo de filme é muito chato, não é? [risos] Mas imaginem a história em que, às vezes, há missões impossíveis; superar missões impossíveis e, superando todas as dificuldades, chegar até o fim. Não é este tipo de filme que nós gostamos? [risos] Deus preparou o filme mais maravilhoso e mágico para nós apreciarmos, e é melhor estar do lado de Deus, eu acho. É melhor ter desafios, porque, quando o desafio é tão grande, a alegria que vem depois é maior. Deus está colocando todos estes desafios para nós, para que nós possamos sentir tanta alegria no futuro. E, na verdade, quando nós pensamos sobre esse coração de Deus, nós até já conseguimos sentir um pouco de alegria. Quando nós pensamos na magnitude da obra de Deus, já conseguimos sentir essa alegria que Deus já nos preparou. Então, é melhor ter desafios. Quanto mais desafios nós tivermos, maior será a nossa alegria. Então, com essa forte esperança, vamos servir, juntos, na obra de Meishu-Sama e de Jesus Cristo, porque Deus vai renovar os corações de toda a humanidade, e é melhor participar dessa história, desse filme, desse livro que Deus já escreveu. E, com a crença de que Deus já nos deu essa alegria, vamos servir na divina obra juntos, com muita alegria e esperança. Obrigado.