Versão em PDF: https://ourl.jp/VpVYy [Nota do Editor: no dia 8 de julho de 2022, um mês antes de recebermos estas Sagradas Palavras no Culto às Almas dos Antepassados, o ex-primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, foi assassinado durante um discurso de campanha eleitoral em um evento. O suspeito era uma pessoa que guardava rancor em relação a uma determinada nova religião no Japão e acreditava que o ex-primeiro-ministro tinha ligação com ela, o que motivou críticas contra essa nova religião. Com isso, o Japão passou a ver as novas religiões com um olhar ainda mais crítico do que já tinha, e foi em um cenário como esse que nós recebemos estas Sagradas Palavras do Masaaki-Sama.] Boa tarde! Nós acreditamos na religião, certo? A Igreja Mundial do Messias é uma religião, e nós acreditamos nessa religião. Acerca da religião, no Japão, as religiões já existentes, como o xintoísmo e o budismo, são relativamente aceitas, mas as chamadas novas religiões e as religiões emergentes, que surgiram tanto antes como depois do fim da Segunda Guerra Mundial, são vistas com olhares críticos pela população japonesa. Aqui no Japão, a própria palavra “religião” implica em motivo para zombarem da fé. É só alguém falar algo como: “Aquela pessoa professa uma fé; ela tem uma religião”, para que isso aconteça. Além disso, se um determinado grupo religioso causa um problema, muitas pessoas veem todas as religiões como sendo praticamente a mesma coisa e pensam o seguinte: “As outras religiões emergentes são o mesmo”. Isso é uma realidade no Japão, não é? Não é apenas ser visto dessa maneira. Na prática, o tratamento que as religiões recebem supera um tratamento injusto e chega até mesmo a ser uma discriminação. É difícil alugar um imóvel se o interessado disser que deseja alugá-lo para ser uma igreja de uma nova religião, e é a esse ponto que chega o olhar severo para com as novas religiões no Japão. Mas, na verdade, aqui no Japão, as religiões têm permissão para realizar atividades, já que o governo concede o status de pessoa jurídica religiosa. Como muitos dos senhores sabem, antigamente, o Japão era um xintoísmo estatal e, portanto, toda a sua população foi forçada a professar a crença xintoísta. No entanto, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a liberdade religiosa foi estabelecida de fato e, com isso, em vez de o país promover uma religião, o Estado reconhece que a população pratica atividades religiosas e pretende doutrinar o coração das pessoas através dessas organizações religiosas. Independentemente disso, na prática, as religiões são vistas com olhos extremamente críticos. Bem, eu – acredito que talvez haja entre os senhores, pessoas que pensem da mesma maneira – eu tenho dentro de mim uma espécie de espírito de não querer perder. À medida que aumentam as críticas feitas às religiões, que na verdade não têm qualquer problema em serem praticadas, surge em mim o sentimento de querer trazer cada vez mais a religião à tona. Exemplificando, a vontade que eu tenho é de sair na rua com uma camiseta ou uma faixa na cabeça com os dizeres: “Eu acredito na religião”. Bom, deixemos questões referentes ao estilo de se vestir de lado, por favor [risos], mas esse é o sentimento que aflora em mim. Afinal, não há nada de ruim no que nós estamos fazendo, certo? Professar a fé, pelo contrário, é algo precioso. Então, não acho justo receber críticas descabidas sobre o que estamos fazendo: é esse sentimento que aflora em mim. Por outro lado, dentro de mim existe algo que eu não quero me tornar, algo que acho ser desagradável. Isto é: render-se às críticas que a sociedade faz contra as religiões e passar a fazer atividades não-religiosas. Ademais, não precisa ser a respeito de um assunto tão amplo como esse, pois eu não quero me tornar uma pessoa que, ao ser perguntado: “O que você faz?”, responde que o próprio trabalho tem ligação com o Museu MOA ou que está desenvolvendo atividades culturais. Ou seja, não quero me tornar uma pessoa que evita fazer com que assuntos religiosos venham à tona ou age como que ocultando a religião. Além disso, no caso do Japão, quando as pessoas tomam distância das religiões, na maioria das vezes elas fazem isso porque estão apenas rejeitando o Deus único, certo? Só que os japoneses não rejeitam os chamados “oito milhões de deuses do xintoísmo” ou o budismo, ou seja, não rejeitam a religião em si. Nas Sagradas Palavras de Meishu-Sama lidas hoje, está escrito acerca de como nós precisamos dizer a palavra Deus. Os japoneses usam a palavra deus no sentido xintoísta como, por exemplo, deuses casamenteiros, deuses do futebol, deuses do beisebol, entre outros, não é? No entanto, quando Meishu-Sama usa a palavra Deus, ele está se referindo ao Deus único. Nesse sentido, ele está dizendo que é preciso dizer a palavra “Deus”, certo? Com relação a esse Deus único, os japoneses possuem um sentimento de rejeição em nível instintivo, e isso se transforma em um sentimento de rejeição pela religião. Bem, Meishu-Sama frequentemente comparou o Japão com os Estados Unidos e, então, vejamos como é isso nos Estados Unidos da América. Assim como está escrito nas Sagradas Palavras que foram lidas hoje, Meishu-Sama disse que, ao ver o juramento feito com a mão sobre a Bíblia na posse presidencial, ele se sentiu extremamente emocionado. Já que ele disse: “Senti algo inexplicável dentro de mim”, ele ficou maravilhado com isso. Em primeiro lugar, até mesmo na época atual, naturalmente uma pessoa não consegue de fato se eleger ao cargo de presidente dos Estados Unidos caso ela não acredite no Deus único. Sem a crença no cristianismo, é impossível de fato se tornar o presidente dos Estados Unidos. Por assim ser, nos Estados Unidos, dizer: “Eu acredito em Deus” é, ao contrário do Japão, algo que as pessoas fazem, pois querem fazer uma espécie de propaganda efetiva. Além disso, temos o dinheiro americano. No dólar americano está impresso, tanto nas notas quanto nas moedas, a seguinte frase: IN GOD WE TRUST. A frase IN GOD WE TRUST significa “em Deus confiamos”. Senhores, é isto o que está escrito no dinheiro americano, seja nas notas, seja nas moedas: “Em Deus confiamos”. Trata-se do dinheiro, que sustenta o cotidiano. Geralmente, as pessoas confiam no dinheiro, mas é nesse dinheiro onde está impresso: “IN GOD WE TRUST”. Essa forma de dizer, “em Deus confiamos”, está expressando o pensamento deles em dizer que “é justamente em Deus que nós confiamos”, certo? Pesquisei um pouco a respeito dessa expressão. Descobri que “IN GOD WE TRUST” é um lema nacional nos Estados Unidos. O lema de toda a nação americana é: “Em Deus confiamos”. É claro que essa situação dos Estados Unidos pode sofrer mudanças de agora em diante, como, por exemplo, isso não ser mais impresso no dinheiro. Acho que os senhores talvez tenham muitos pensamentos e sentimentos com relação aos Estados Unidos, mas Meishu-Sama ao menos pensava muito bem a respeito dos Estados Unidos, uma nação que aceita plenamente a Deus. Meishu-Sama disse que sentia inveja do fato de, nos Estados Unidos, toda família possuir pelo menos uma Bíblia em seu lar (Sagradas Palavras: “Os japoneses e sua religiosidade”). Então, se ele soubesse que a frase IN GOD WE TRUST (em Deus confiamos) estava impressa no dinheiro americano, acho que Meishu-Sama certamente diria o seguinte: “Que inveja... Espero que isso também aconteça no Japão um dia”. Agora, em relação a esse espírito de Meishu-Sama em querer trazer Deus à tona, como tem sido a nossa postura durante muitos anos? É óbvio que isso mudou depois que passamos a atuar como Igreja Mundial do Messias, mas, mesmo com relação à Agricultura Natural, por exemplo, durante muitos anos viemos dizendo expressões como “a força da grande Natureza” e outras mais, em vez de falarmos em Deus, não viemos? Mesmo falando um pouquinho a respeito de Deus, basicamente, nós tentamos evitar o uso da palavra “Deus”, não tentamos? Seja com relação ao Museu MOA, seja com relação ao Johrei, nosso pensamento básico era o seguinte: “Como podemos fazer para não apresentar Deus; como não apresentar a religião”. Viemos pensando dessa maneira, não viemos? No que diz respeito ao Johrei, fazíamos algo como levantar dados científicos. No que diz respeito à Arte, jamais dissemos até hoje que, na verdade, temos contato com a Arte para nos lembrarmos de Deus, que é o verdadeiro Senhor da criação, não é mesmo? Temos os oito salmos compostos por Meishu-Sama que foram entoados hoje. Acho cada um desses salmos maravilhoso. Vejamos então o primeiro salmo entoado hoje: “Eu estou agora ‘brandindo o teísmo’ sobre minha cabeça / E esmagarei o ateísmo errôneo, espedaçando-o!” Nele, Meishu-Sama está dizendo que, apresentando o teísmo, ele esmagará e espedaçará o pensamento errôneo de que Deus não existe, não é? Meishu-Sama queria mostrar a existência de Deus ao mundo, viu! As Sagradas Palavras lidas hoje, onde está escrito: “dizer a palavra ‘Deus’”, foram escritas para serem publicadas no Tokyo Nichi Nichi Shimbun (Notícias Diárias de Tokyo), um periódico de circulação geral daquela época. Meishu-Sama não disse isso em Sagradas Palavras voltadas para os membros, mas sim, em um periódico de circulação geral. Foi em um artigo como esse que Meishu-Sama escreveu que os políticos também precisam dizer a palavra “Deus” e que é maravilhoso o fato de o presidente dos Estados Unidos colocar a mão sobre a Bíblia. Ele não escondia nada, nem a religião, nem Deus. O segundo salmo entoado hoje é um que eu adoro: “Criarei aqueles que temem a Deus e / Se mantêm no caminho correto, / Porque esta é minha missão.” Meishu-Sama está nos dizendo que ele quer criar pessoas que temem a Deus. Frequentemente usamos a expressão: “Herdeiros da fé”. Mas, quando falamos isso, qual é a fé que queremos que seja herdada? Já que Meishu-Sama deseja criar pessoas que temem a Deus, então, se formos transmitir a fé para as gerações futuras, precisamos transmitir uma fé como essa. Ou seja, a fé pela qual as pessoas temem a Deus. Além disso, se uma pessoa ingressar na Igreja Mundial do Messias, é preciso transmitir-lhe a fé que teme a Deus e, com isso, ela ingressar na fé. Seria isso, não é mesmo? Agora, será que nós fizemos isso até hoje? Em vez de fazermos isso, o nosso fundamento básico nesse assunto de herdeiros da fé era dizer que “a pessoa conseguiu entronizar a Imagem da Luz Divina; a pessoa consegue praticar o Johrei – então agora ela herdou nossa fé”, não era? O terceiro salmo entoado hoje foi: “Eu reconstruirei / A atual civilização errônea / Para que a realização de Deus / Possa ser glorificada!” “Realização de Deus”. Essa expressão, “realização de Deus”, é bastante misteriosa, não é? Por ser a realização de Deus, significa ser algo que foi concretizado por Deus, certo? Ou seja, nesse salmo Meishu-Sama está dizendo que ele quer glorificar o que foi concretizado por Deus. Assim sendo, o que vem a ser a atual civilização errônea? É a civilização errônea que louva as realizações do ser humano, não é? Meishu-Sama deseja corrigir isso e glorificar o que foi concretizado por Deus. Esse salmo é misterioso, não é? Afinal, trata-se da realização de Deus; o que foi concretizado por Deus. Ou seja, existe algo que foi concretizado por Deus. E o que será que Ele concretizou? O que Ele concretizou é um mundo já concluído dentro de nós, não é? Eis o que foi concretizado. E acho que é isso o que Kyoshu-Sama está nos ensinando agora. O próximo salmo entoado hoje foi: “Aqueles que querem nos acusar ou ridicularizar, / Digam o que quiserem dizer – recebo qualquer ataque contra mim. / Porque eu possuo a sagrada espada de Deus!” Meishu-Sama está dizendo que recebe qualquer ataque contra ele porque possui a sagrada espada de Deus. Mesmo dizendo ser a “sagrada espada de Deus”, o que Meishu-Sama está mesmo dizendo é que ele possui consigo o poder de Deus, certo? O poder de Deus. Atualmente, no Japão, existem muitas críticas feitas contra a religião, certo? São muitas críticas. Por esse motivo, talvez haja pessoas que tenham pensamentos e sentimentos como: “Será que meus familiares, por serem contra a fé, não falarão isso ou aquilo?”, “Vou parar de transmitir para outras pessoas” ou “O que acontecerá com a Igreja no futuro?” Mas há algo com o que mais precisamos nos preocupar. Ou seja, em vez de nos preocuparmos se esta fé é necessária ou não para as pessoas, temos que nos preocupar se Deus a acha necessária ou não; se Ele acha que a existência de cada um de nós e a existência da religião chamada Igreja Mundial do Messias são necessárias ou não. Se Deus achar que essa fé é necessária, por mais que haja quaisquer críticas – bem, é claro que não se deve fazer coisas ruins ou causar transtornos ao mundo – se Deus achar que ela é necessária, por mais que haja quaisquer críticas, por mais que sejamos ridicularizados, definitivamente não seremos atingidos, viu! Vejam este salmo: “Não procure a aprovação dos olhos e da boca humanos. / Corresponda somente à vontade de Deus.” Repito: “Não procure a aprovação dos olhos e da boca humanos. / Corresponda somente à vontade de Deus.” Nós sempre procuramos a aprovação dos olhos e da boca humanos. Viemos procurando saber se éramos ou não vistos como uma religião ou se receberemos as críticas que são feitas às religiões. Contudo, embora seja algo realmente difícil, precisamos corresponder ao sentimento de Deus, e somente ao Seu sentimento. É isso, não é? Mas como nós temos medo dos olhos e da boca das pessoas ao nosso redor, embora não seja necessário esconder a religião, surge o sentimento de querer esconder isso dos outros, não surge? É assim que eu penso. Só que, na verdade, em vez de temer essas coisas, o melhor é temer que Deus nos diga: “Você já não é mais necessário para Mim”. Deixem-me voltar aos salmos do culto. O quinto salmo entoado hoje foi: “Enquanto as pessoas do mundo vagueiam na escuridão / Marchamos corajosamente pelo caminho da Luz!” Acredito que as pessoas na sociedade pensam que, para elas, somos nós que professamos uma fé que vagueia na escuridão. No entanto, o correto é crer no Deus único, certo? Essa é a verdadeira postura como seres humanos. Aqui nesse salmo, Meishu-Sama escreveu o seguinte: “Marchamos corajosamente”. Ou seja, Meishu-Sama, por entender que somos tomados pelo medo, está nos dizendo para seguirmos em frente com coragem. Ele está dizendo que devemos trilhar o caminho da Luz com coragem, embora certamente sejamos criticados, sejamos ridicularizados. Ou seja, ele está dizendo que devemos seguir em frente no caminho de Deus, no caminho da Luz. Senhores, ele está afirmando: “Marchamos corajosamente”! E não é só isso, pois, essencialmente, temos que agir conforme o próximo salmo: “As pessoas no mundo estão perdidas em caminhos da escuridão. / Vamos guiá-las ao caminho da Luz!” As pessoas na sociedade pensam que não seguem uma religião, que não acreditam em Deus, que vivem por conta própria e que elas não se perdem, mas, na verdade, todos ficam perdidos se não conhecerem Deus. É por isso que Meishu-Sama está nos dizendo: “Guiem essas pessoas que estão perdidas ao caminho da Luz! Guiem elas ao caminho que vocês estão trilhando!” Mas temos que nos atentar para não fazermos uma separação, ou seja, não considerar a nós mesmos como sendo o lado que conhece Deus, e a sociedade como o lado que não O conhece. É isso o que está sendo alertado no próximo salmo: “Unir o ateísmo e o teísmo – / Este é o fundamento da verdadeira cultura.” Esse salmo também é misterioso, não é? Mas será que fatores como achar que Deus não existe ou como o de não acreditar em Deus, não existem dentro de nós? Existem, não existem? Não é algo como: “Você é uma pessoa que não conhece Deus. Eu conheço”, certo? Afinal, não sabíamos muito sobre Deus antes de ingressarmos na fé e, além disso, possuímos até hoje dentro de nós o sentimento de nos rebelarmos contra Deus. Se algo inesperado acontecer, pensamos que Deus não existe, não pensamos? Em relação a Deus e à religião, existem inúmeros sentimentos aflorando dentro de nós ou na sociedade agora, certo? São sentimentos como o de acreditar em Deus e o de não acreditar Nele ou o sentimento de criticar a religião e o sentimento de sentir vergonha da religião. Existe o “eu” que quer agir como um ateu, e o coração que se coloca em uma posição superior aos outros por acreditar em Deus. Inúmeros sentimentos humanos como esses estão aflorando no coração das pessoas. Mais do que serem sentimentos humanos, na verdade, são os sentimentos que cada um de nós possui. Precisamos uni-los. Uni-los a quem? Uni-los a Deus. Precisamos prostrarmo-nos perante Deus e dizer: “Ah, o Senhor perdoou uma postura como essa, ó Deus”. Isso, senhores, é o fundamento da verdadeira cultura humana. Talvez isso soe como um assunto simples, mas, na verdade, isso não é explicado em lugar nenhum. As religiões na sociedade consistem em dizer coisas como: “Nós acreditamos em Deus e aquelas pessoas não acreditam. Nós fomos perdoados e aquelas pessoas ainda não foram perdoadas”. Isso acontece em todas as religiões na sociedade. As pessoas na sociedade também são assim. Este mundo é um mundo que se resume em “eu acredito e aquela pessoa não acredita”. Mas nós da Igreja Mundial do Messias somos tudo, viu! Somos tudo isso. O que o nosso coração sente e as inúmeras reações nas pessoas ao nosso redor: tudo isso tem relação com a salvação. Ser rejeitado por alguém ou escutar coisas terríveis ao transmitir sua crença: geralmente o que acontece ao nos depararmos com isso é achar que “aquelas pessoas não estão entendendo”. Mas, já que a Igreja Mundial do Messias une o ateísmo e o teísmo, então, o que acontece é o seguinte: “Ah! Essa postura era a minha própria postura para com Deus”. Caso os senhores tenham pensamentos como o de querer dizer para a família que é membro, mas não conseguem, ou tenham a sensação de que alguém da família dirá algo se vierem ao culto, isso, geralmente, se resume em dizer: “Minha família não compreende”, e ponto final. Mas o que nós da Igreja Mundial do Messias pensamos em momentos como esse é o seguinte: “Ah! O Senhor, ó Deus, perdoou e fez vir à tona essa postura da minha família. Essa é a minha postura, não é?” Ou seja, não existe nenhum elemento para ser rejeitado na Igreja Mundial do Messias. As pessoas podem ter toda e qualquer reação, e nós podemos ter qualquer sentimento em relação às reações das outras pessoas. A questão é o que fazer para com Deus em relação aos sentimentos das pessoas que surgem perante nós ou em relação aos nossos sentimentos que surgem em nós. Podemos apenas pensar: “Aquela pessoa é aquela pessoa, e eu sou eu”, e ponto final. Ou, por outro lado, podemos pensar: “Ah! Deus perdoou isto. Ele fez com que isto viesse à tona”. Temos que escolher qual desses pensamentos teremos. Isso ocorre muito no relacionamento com pessoas extremamente próximas, seja com os amigos, seja com o marido ou a esposa, seja com o filho ou a filha, seja com o avô ou a avó ou com os vizinhos: ocorre na postura dessas pessoas ou na própria postura. Dentro dos inúmeros sentimentos e posturas, incluindo a manifestação da postura ateísta ou da postura teísta, que surgem no relacionamento com essas pessoas, não existe nenhum elemento para ser rejeitado. O número de elementos para ser rejeitado é zero, viu! Deus não sente raiva em relação ao fato de surgirem pensamentos como: “Deus não existe”. Mas Ele está nos perguntando: “O que vocês farão com esses sentimentos?” As religiões que existiram até hoje pregavam o seguinte: “Pensem assim; pensem dessa maneira”. Mas isso não existe na Igreja Mundial do Messias! O que Deus está dizendo aos senhores é: “Seja a raiva, seja a superioridade, seja a sensação de inferioridade, seja a vergonha, regressem trazendo consigo todos esses inúmeros sentimentos até Mim”. Afinal, o mundo está acorrentado através desses inúmeros sentimentos, não está? As pessoas julgam os outros, mas não sabem o que precisam fazer na prática. Mesmo com relação aos relacionamentos, por maior que sejam os esforços, se a outra parte não mudar, já não há nada que possa ser feito na forma. Bem, não que isso seja algo que os senhores devam impor a si mesmos. Em vez de pensar: “Embora eu tenha que entregar, não consigo entregar para Deus”, na verdade, uma vez que Meishu-Sama já ofereceu isso para Deus dentro de nós, basta apenas dizermos: “Ah, eu aceito Meishu-Sama”. O próprio fato de sentir uma sensação repulsiva como “não consigo pensar em entregar a Deus”, é um sinal de que Meishu-Sama já entregou esse sentimento a Deus e de que Ele o recebeu. Por assim ser, quando os senhores se depararem com um sentimento ou uma situação com a qual se sentem acorrentados, basta dizer: “Ah, o Senhor recebeu isso, ó Deus”. É o suficiente apenas dizer: “Meishu-Sama!” Agora, vejam o último salmo entoado hoje: “O mundo chegou a um impasse, / Sem caminho para avançar ou recuar. / Que lástima! / O que seria do futuro da humanidade / Se a Meshia Kyo (Igreja Mundial do Messias) não aparecesse!” O mundo já chegou a um tremendo impasse. Mesmo que as pessoas critiquem as religiões, elas não conseguem negar todas as crenças. Já não há mais nada que possa ser feito, não é mesmo? Trata-se de um beco sem saída. Toda a humanidade está em um beco sem saída. Contudo, é aqui que existe a Igreja Mundial do Messias, não existe? Os senhores existem, não existem? Se pelo menos os senhores que estão reunidos aqui hoje viverem o seu dia a dia com o sentimento que eu estou falando agora, isso, por si só, será algo muito significativo para a salvação da humanidade. Afinal, o mundo atual chegou a um impasse. A preocupação do mundo consiste em como será o futuro, e ponto final. Existe algo semelhante a um padrão de bem e mal dentro de cada um de nós, que nos leva a pensar que podemos sentir isso e que não devemos sentir aquilo: algo nos prende a isso e é nessa situação que sofremos. Mas desprendam-se disso com determinação e, mesmo que sintam algo, mesmo que qualquer sentimento venha a surgir, digam: “Ah! Eu estou sentindo isso pelo bem da salvação. É por isso que essa situação existe”. É óbvio que os problemas que vocês enfrentam talvez não se resolvam de um dia para o outro. Mas, como que virando uma página de cada vez, podemos dizer: “Ah! Mudou um pouco. Começou a mudar um pouco”. Por exemplo, isso pode acontecer em uma pequena mudança na postura do marido ou dos filhos no nosso dia a dia. Essa pequena mudança, esses pequenos detalhes, são fabulosos para a salvação da humanidade. Afinal, estamos falando da salvação de toda a humanidade, a salvação de bilhões de pessoas. Ou melhor, estamos falando da salvação de bilhões de pessoas e, além delas, de todos os seus antepassados. Portanto, mesmo dizendo ser a mudança de uma única pessoa, como ela carrega consigo muitas coisas, se uma pessoa próxima tiver uma mudança, mesmo que muito pequena, trata-se de uma salvação fabulosa. É essa obra de salvação que foi confiada a cada um dos senhores da Igreja Mundial do Messias. Nossa salvação não consiste em dizer: “Somos o bem. A sociedade é o mal. Logo, vamos promover o mundo do bem”. No trecho da Bíblia lido hoje (Romanos 1:14–16), está escrito: “Pois não me envergonho das boas-novas”. Está escrito, não está? Nós sentimos vergonha da Igreja Mundial do Messias? Será que esta obra de salvação é algo pelo qual sentimos vergonha? Essas boas-novas são o poder de Deus, que concede a salvação para todas as pessoas, certo? Então, não há nada para sentir vergonha. Bem, talvez tenhamos sentido vergonha até hoje, mas não há com o que se envergonhar. O mundo pode até nos ridicularizar e nos desprezar como uma religião. Porém, o que foi confiado a nós é a obra de Deus que salva todas as pessoas e, por assim ser, trata-se de uma grande honra e isso está longe de ser algo para sentir vergonha. Eu despertei para essa salvação através de Kyoshu-Sama. Talvez haja pessoas que pensem que minhas saudações são longas, mas eu preciso falar aos senhores. Bem, eu me empenharei para não causar transtornos aos senhores, mas no trecho da Bíblia lido hoje, que é a epístola aos romanos escrita pelo apóstolo Paulo, está escrito: “Sinto uma grande obrigação”. E também está escrito que o seu maior desejo era anunciar as boas-novas. Esse mesmo sentimento aflora dentro de mim! Quero que os senhores saibam as boas-novas da salvação que eu fiquei sabendo através de Kyoshu-Sama, não importa o que aconteça. Bem, também há casos que sinto certo remorso por fazer com que os senhores tenham que “fazer companhia para mim” [risos]. Mas quero que todos saibam; quero que saibam a qualquer custo. Mais do que querer que todos saibam, quero que nós aceitemos as boas-novas em comunhão. Mais do que eu querer que todos saibam, sinto que, dentro de mim, Meishu-Sama está me apressando, como que dizendo para mim: “Masaaki, você tem que dizer isso! Diga isto e diga aquilo!” Bem, não que eu esteja usando o nome de Meishu-Sama para justificar o fato de as minhas saudações serem longas [risos]. Todavia, eis o quanto eu desejo transmitir essas maravilhosas boas-novas da salvação que eu fiquei sabendo através de Kyoshu-Sama. Até hoje, julgávamos o próximo enquanto dizíamos que nós precisávamos fazer algo para sermos pessoas boas ou que precisávamos ser bondosos, e cada um de nós se tornou uma pessoa que chegou a um impasse, não é mesmo? Mas Kyoshu-Sama nos libertou disso. Então, o que eu estou querendo dizer para os senhores hoje é que até entendo o fato de haver críticas contra as religiões, mas existe uma religião verdadeira. É isto o que eu quero dizer. A verdadeira religião: essa religião é a Igreja Mundial do Messias. Eu mesmo não sei que tipo de afinidade me guiou e me inseriu neste verdadeiro caminho, mas tenho certeza de que, no mínimo, não é um crédito meu. Os senhores também passaram por muitas coisas dentro do relacionamento com outras pessoas e foram unidos à Igreja Mundial do Messias. Isso pode até parecer uma coincidência, mas não é. Na verdade, tinha que acontecer, viu! Deus, pelo bem da salvação da humanidade e pelo bem da salvação deste mundo que chegou a um impasse, escolheu os senhores junto a Meishu-Sama desde o princípio. Deus escolheu os senhores porque deseja fazer com que o futuro seja glorioso, e não um futuro duvidoso. Também existe a teoria de que teria sido mais fácil se não conhecêssemos essa salvação, certo? Ou seja, achar que, na verdade, talvez seríamos mais felizes se vivêssemos em um mundo onde dizemos: “Aquela pessoa é terrível”, “Meu marido é terrível”, “Meu filho não me compreende” e “Aquela pessoa também não me entende”. Mas os senhores acabaram conhecendo essa salvação [risos] e, portanto, não há mais como fugir. Enquanto escutam as Palavras de Kyoshu-Sama ou o que eu lhes digo, creio que muitos sentimentos surgem dentro dos senhores. Sentimentos como “eu não consigo agir assim” ou “quero viver por conta própria”. Contudo, por mais que isso acabe acontecendo, Deus está dizendo aos senhores: “Eu vou usar tudo, tanto o coração quanto o corpo de cada um de vocês, na preciosa obra de salvação”. Naturalmente, no mundo existem atualmente muitas críticas contra as religiões e acredito que os senhores passam por inúmeras dificuldades. Mas é justamente em uma época como a atual que, pelo contrário, devemos ter orgulho de ser pessoas que creem na religião, pessoas que creem em Deus. Não é isso? Afinal, o sentimento que Meishu-Sama possuía era esse. Meishu-Sama também superou todo e qualquer tipo de perseguição. É graças ao esforço desse Meishu-Sama que nós estamos professando a fé hoje, certo? Existem pessoas que, mesmo daqui por diante, podem se afastar por causa da religião. Se o mundo inteiro começar de uma só vez a fazer críticas contra as religiões, algumas pessoas que se relacionaram conosco até hoje podem se afastar. Porém, definitivamente, eu não vou abaixar a bandeira da religião. Por quê? É porque a nossa essência é a crença em Deus. Por mais que pessoas venham a se afastar, por mais que sejamos vistos com desprezo, que sejamos ridicularizados ou feitos de bobos, definitivamente eu não vou abaixar a bandeira da religião. Afinal, na verdade, cada ser humano está ansiosamente esperando para ser guiado ao caminho da Luz. Isso pode levar tempo. Pode ser que não aconteçam mudanças drásticas nas coisas ao nosso redor. No entanto, temos que aceitar as inúmeras coisas que nos envolvem dentro do cotidiano de cada um de nós da seguinte maneira: “Ah! Deus está me dizendo: ‘Salve isso’”. Isso, como eu disse há pouco, pode parecer um “virar uma página de cada vez”. Mas é virando uma página de cada vez que o mundo se unirá pouco a pouco a Deus. E, já que Meishu-Sama disse para avançarmos rumo ao caminho da Luz, o que espera por nós é a Luz. O que espera por nós é o mundo de Luz. Assim sendo, precisamos ter paciência e sentir orgulho por essa salvação ter sido confiada a nós. Não há nada com o que se envergonhar. Não é nem um pouco vergonhoso. Chegou a hora de todos nós, de cada um de nós, sentirmos orgulho de fazer com que esse mundo seja o mundo de Luz. Deus e Meishu-Sama estão depositando suas esperanças em cada um de nós. É exatamente porque o estado atual do mundo é o que se apresenta agora que vamos, juntos, seguir em frente na estrada principal de forma justa e honesta, sem ocultar nada! Conto convosco. Muito obrigado.